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	<title>Paulo Ramos, Autor em My Blog</title>
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	<title>Paulo Ramos, Autor em My Blog</title>
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		<title>A Importância do Status</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Oct 2019 19:25:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pastoral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando Ele entrou em Jerusalém, agitou-se a cidade toda e perguntavam: Quem é este? Mateus, 21:10. Quando Jesus entrou em Jerusalém, foi recebido por uma grande multidão como um Rei em Israel. Entretanto, a forma como Jesus se apresentou não correspondia exatamente com a imagem que a população tinha de um Rei. Sem as riquezas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando Ele entrou em Jerusalém, agitou-se a cidade toda e perguntavam: Quem é este? Mateus, 21:10. Quando Jesus entrou em Jerusalém, foi recebido por uma grande multidão como um Rei em Israel. Entretanto, a forma como Jesus se apresentou não correspondia exatamente com a imagem que a população tinha de um Rei. Sem as riquezas e sem um suntuoso cortejo digno de uma realeza, Jesus se apresentou montado em um jumento sem os guardiões reais, sem os arautos, ministros e etc. e por isso as pessoas não compreendiam nada do que estava acontecendo. Mas, apesar da simplicidade do Mestre, a cidade se agitava muito mobilizando as instituições, as autoridades, a população&#8230;, todos disputavam uma vaga em meio à multidão para assistir a passagem daquele que fora anunciado! E com sentimento de admiração e desapontamento, todos também perguntavam uns aos outros: “Quem é Este?”</p>
<p>Tudo isso porque, socialmente falando, dentro ou fora da família as pessoas têm uma referência, um perfil para ser vivido. É uma espécie de estilo de vida, um script que todos devem cumprir sob a pena de sofrer uma rejeição social. E foi exatamente isso que aconteceu com Jesus ao se apresentar com simplicidade, com a humildade que não era própria para o perfil de um Rei que todos conheciam e estavam acostumados. Não perceberam a pessoa de Jesus porque todos queriam ver o papel social que ele representava, a posição que Ele ocupava e não quem ele era.</p>
<p>Toda cultura estabelece para os indivíduos, um padrão rígido de ser. E esse padrão que pode ser bom ou ruim, faz com que todos assumam maneiras de pensar e agir como se fossem robôs produzidos e programados em série. Mas ninguém é o papel social que ocupa! Porque não pode ser saudável que alguém só se imagine importante em função de uma posição social.</p>
<p>Portanto, quando Jesus não se apresentou exatamente como as pessoas estavam esperando, causou confusão para o entendimento das pessoas e desapontou muita gente! Obviamente que isso não O diminuiu em nada. Ele continuou sendo o mesmo Senhor de todos, o dono de tudo&#8230; Mas nada disso importava para população porque queriam ver um rei nos padrões que estavam acostumados. Presos as formalidades das aparências, os espectadores compararam as virtudes de Jesus às fraquezas dos reis humanos e não entenderam nada. Sua humildade no lugar do orgulho, Seu amor no lugar do egoísmo e etc. em vez de despertar a admiração, causaram muita confusão para compreensão popular. E, portanto, se descriminar as pessoas pelas suas limitações pessoais é um erro grave, o que dizer da exclusão, ou aceitação apenas pela aparência?</p>
<p>O homem valorizou tanto as posições sociais que sempre reservou um tratamento específico para cada um, de acordo com o status de cada um. Os indivíduos são tão conhecidos pelas profissões, pelos cargos que ocupam que os papéis sociais se confundem com a própria identidade das pessoas. Talvez por isso que desde a infância todos são treinados para competir, lutar para ter algo, lutar para ser alguém. São estimulados a ampliar os horizontes, a vivenciar diariamente novas conquistas e aprender que o mundo não trata bem quem não tem algo para oferecer.</p>
<p>Mas Jesus orientou que pelo menos na igreja as pessoas seja acolhidas, amadas, independentemente das suas limitações físicas, mentais ou profissionais. “Porque, se entrar na nossa reunião algum homem com anel de ouro no dedo e com traje esplêndido e lhe disserdes: Senta-te aqui num lugar de honra; e disserdes ao pobre: fica ai em pé, ou senta-te abaixo do escabelo dos meus pés, não fazeis, porventura, distinção entre vós mesmos e não vos tornais juízes movidos de maus pensamentos? &#8230; Pois qualquer que guardar toda Lei mas tropeçar em um só ponto, tem-se tornado culpado de todos mandamentos” Tiago 2: 1-10. Infelizmente as pessoas ainda olham para as aparências! Se não tivessem olhado apenas para as aparências, reconheceriam o Senhor Jesus e não teria sido necessário fazer a pergunta: Quem é Este?</p>
<p><strong>Graciliano Martins</strong> &#8211; Pastor e Psicólogo.</p>
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		<title>Autocontrole</title>
		<link>https://cadadia.net/autocontrole/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Oct 2019 18:50:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crianças]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É característica, aparentemente comum, dos homens e mulheres de hoje sentirem-se deprimidos por não conseguirem cumprir tarefas e projetos no vencimento estipulado, saldar débitos na data estabelecida e procrastinar a realização de seus trabalhos, ideais e desejos. A total indisciplina e a ausência de autocontrole afetam praticamente todas as áreas da vida humana. Elas se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É característica, aparentemente comum, dos homens e mulheres de hoje sentirem-se deprimidos por não conseguirem cumprir tarefas e projetos no vencimento estipulado, saldar débitos na data estabelecida e procrastinar a realização de seus trabalhos, ideais e desejos. A total indisciplina e a ausência de autocontrole afetam praticamente todas as áreas da vida humana. Elas se manifestam em promessas não cumpridas, lares desordenados e desorientados, ambientes de trabalho desorganizados, descontrole alimentar, falta de ponderação quanto ao tempo gasto diante de uma TV, indulgência às fantasias, vida sexual descontrolada e gastos supérfluos.</p>
<p>Devido a importância deste conceito, volto a enfatizar que nós, como pais, devemos ser modelos e exemplos para nossos filhos. Sendo assim, é prioritário exercitarmos um severo autocontrole em nossas vidas para influenciarmos positivamente o futuro de nossos filhos. Pai, todo ensino que você puder transmitir sobre a excelência de possuir autocontrole, certamente beneficiará sensivelmente o desenvolvimento de seu filho. Tal característica contribuirá para determinar o nível de sucesso que ele poderá obter, tanto na fase da adolescência, como na vida adulta.</p>
<p>O ensino dessa virtude pretende preparar seu filho para tomar decisões corretas e fazer escolhas sábias. Sempre que ele fizer uma decisão acertada você deverá elogiá-lo, incentivá-lo e demonstrar aprovação pelo seu desempenho. Não permita que o desânimo o vença quando as atitudes de seu filho não coincidirem com o objetivo desejado. Não se esqueça de que esse processo de aprendizado é em longo prazo. Como você já deve ter notado, quase sempre sou prático na exposição do que procuro transmitir. Esforço-me para não me deter apenas na teoria.</p>
<p>É possível elaborar um plano para ajudar a criança ou adolescente a controlar-se, a partir da fase em que começam a entender o que seus pais lhe dizem.</p>
<p>1. Ensinar Deuteronômio 6.7, aconselha: Tu a inculcarás a teus filhos e delas falarás&#8230; Às margens do rio Jordão, o povo de Israel preparava-se para entrar na terra prometida. Moisés considerou oportuno que, antes disso, seus compatriotas conhecessem o pensamento do Senhor quanto a educação e criação de filhos. A exortação específica era para que os pais ensinassem os princípios da Palavra aos filhos pois só assim eles estariam aptos para tomar decisões corretas no futuro.</p>
<p>2. Determinar as informações a serem comunicadas Que informações seu filho precisa acumular tendo em vista tornar-se alguém com autocontrole? Quais verdades bíblicas fornecerão uma base sólida para ele fazer escolhas corretas e certas após os dezoito anos de idade? Uma verdade que nossos filhos, com certeza, precisarão compreender, é que suas vidas sempre estarão sob controle de uma de duas forças. Jesus mesmo disse: Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um, e amar o outro; ou se devotará a um e desprezará a outro. Não podeis servir a Deus e as riquezas (Mt 6.24).</p>
<p>O apóstolo Paulo reforçou tal afirmação ao escrever: Por isso o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito a lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto os que estão na carne não podem agradar a Deus (Rm 8.7,8). Para alcançarmos sucesso na vida cristã, precisamos reconhecer que o autocontrole bíblico e verdadeiro emerge da direção e intervenção de Deus nas nossas vidas através do Espírito Santo. Em Gálatas 5.22,23, o autocontrole é um dos frutos do Espírito alistados, indicando que para conseguirmos produzir tal virtude, devemos render nosso próprio espírito ao Espírito de Deus, que nos provê de recursos sobrenaturais para vivermos diligente e disciplinadamente para honrarmos ao nosso Pai e Criador. Sou pai, mas ainda sou filho.</p>
<p>Que o tempo que passamos com nossos pais e com nossos filhos possa ser rico e significativo. A vida passa muito rápido e é fácil nos perdermos dentro dela em atritos e pesos desnecessários. Que possamos em nossos relacionamentos (dos quais pais e filhos é um dos mais preciosos) utilizar o tempo de maneira sábia e natural.</p>
<p><strong>Jaime Kemp</strong> &#8211; Pastor. Este artigo baseou-se em um dos capítulos do seu livro Pai, seu filho precisa de você.</p>
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		<title>Comportamento Amoroso</title>
		<link>https://cadadia.net/comportamento-amoroso/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Oct 2019 16:39:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Todas as crises, mesmo as mais sofridas, são preciosas para nos mostrar novos caminhos e reformular a vida da maneira que profundamente desejamos! Repita: Este momento vai passar e eu vou descobrir mais tarde a benção que ele me trouxe. &#8211; Pedir exatamente o que você deseja. &#8211; Falar serenamente toda a verdade sobre o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Todas as crises, mesmo as mais sofridas, são preciosas para nos mostrar novos caminhos e reformular a vida da maneira que profundamente desejamos!</p>
<p>Repita: Este momento vai passar e eu vou descobrir mais tarde a benção que ele me trouxe.</p>
<p>&#8211; Pedir exatamente o que você deseja.</p>
<p>&#8211; Falar serenamente toda a verdade sobre o que deseja.</p>
<p>&#8211; Deixar claro para as pessoas com quem você convive o que espera. delas</p>
<p>&#8211; Pedir esclarecimentos para saber exatamente o que esperam de você.</p>
<p>&#8211; Falar serenamente a verdade sobre sua capacidade de realizar o que os outros esperam de você.</p>
<p>&#8211; Renegociar qualquer acordo que você tenha feito, quando achar que não tem condições de mantê-lo.</p>
<p>&#8211; Respeitar seus próprios sentimentos e fazê-los ser respeitados pelas pessoas que participam de sua vida.</p>
<p>&#8211; Ouvir e acolher os desejos e as expectativas dos outros, mesmo sabendo que não tem obrigação de fazer algo em relação a eles, a não ser ouvi-los e acolhê-los.</p>
<p>&#8211; Nunca se desrespeitar ou negar quem você é e o que sente só para agradar alguém.</p>
<p>&#8211; Ter disposição para desistir do que deseja ou espera, quando a desistência for por um bem maior, como curar uma dor ou gerar mais amor.</p>
<p>&#8211; Ter disposição para perdoar as pessoas pelas coisas que fizeram ou deixaram de fazer, por medo ou num momento de raiva.</p>
<p>&#8211; Ter disposição para se perdoar pelas coisas que fez ou deixou de fazer, por medo ou num momento de raiva</p>
<p>Extraído do Livro: Enquanto o amor não vem.</p>
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		<title>Família e Modernidade</title>
		<link>https://cadadia.net/familia-e-modernidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Sep 2019 14:50:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pastoral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os fundamentos de nossa estrutura social estão sendo sacudidos por um vendaval de insanidades. A incompreensível revolta contra a ordem existente está agora desafiando algumas das instituições mais tradicionais, notadamente, a família. Certas colocações recentes, fundadas, decerto, numa concepção equívoca de modernismo, pretendem reduzir a família a um conglomerado transitório e acidental, em que o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os fundamentos de nossa estrutura social estão sendo sacudidos por um vendaval de insanidades. A incompreensível revolta contra a ordem existente está agora desafiando algumas das instituições mais tradicionais, notadamente, a família.</p>
<p>Certas colocações recentes, fundadas, decerto, numa concepção equívoca de modernismo, pretendem reduzir a família a um conglomerado transitório e acidental, em que o amor é perfeitamente dispensável. São bem poucas as pessoas que pensam assim, comparadas à maioria das que assim não pensam. Mas, como as primeiras têm a seu favor a vantagem de uma bandeira aparentemente libertária e as últimas nem sempre se aperceberem dos riscos sociais que adviriam caso tais exceções virassem regra, cabe, em meio a tantos apelos desagregadores, uma recomendação de prudência e de moderação, pois o que torna grave as doenças graves, é a gravidade do seu contágio.</p>
<p>Exceto o amor de Deus, de todos os sentimentos humanos nenhum é mais natural e necessário do que o amor à família. E não há nenhuma incompatibilidade em ser progressista e defender a constituição tradicional da família, baseada na responsabilidade dos pais, no respeito dos filhos e no amor de ambos. Pelo contrário, qualquer pretensão de progresso e de desenvolvimento material supõe a afinidade de sentimentos e a comunhão de ideias só adquiridas na família. Exatamente por ser a unidade básica da sociedade, é que o Estado não só a coloca sob proteção especial, como ainda lhe confere direitos específicos.</p>
<p>Reconhecer, pois, o valor da família, é um imperativo natural. Lições há que, não ensinadas no lar, jamais serão aprendidas. A reconstrução do mundo depende da reconstrução do lar como célula mater da sociedade.</p>
<p>É a educação doméstica, mais do que a educação escolar, que molda o caráter do homem, dotando-o de princípios morais que o acompanham a vida inteira.</p>
<p>Enganam-se grosseiramente os que definem a família como mero conglomerado de pessoas em volta de um aparelho de televisão, sem relações permanentes e laços afetivos duradouros.</p>
<p>Nenhum racionalismo desumano e obtuso tem condições de relegar a família a plano secundário. Ela é fundamental a qualquer forma ou sistema de vida organizada. E todos aqueles que tentarem subtrair a beleza de sua força moral, fracassarão, pois tem raízes profundas cravadas no coração.</p>
<p><strong>Marcos Osmar Schultz</strong> – Pastor</p>
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		<title>A volta ao mundo pela leitura</title>
		<link>https://cadadia.net/volta-ao-mundo-pela-leitura/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Sep 2019 12:17:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação e Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos objetivos clássicos nas primeiras etapas da educação é despertar o interesse &#8211; se possível, fascinação &#8211; dos alunos pela leitura. Com frequência, o expediente é tornar a leitura obrigatória. Entretanto, não é fácil fazer da leitura um hobby quando ela é resultado de uma exigência: o verbo ler não suporta o imperativo, observa [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos objetivos clássicos nas primeiras etapas da educação é despertar o interesse &#8211; se possível, fascinação &#8211; dos alunos pela leitura. Com frequência, o expediente é tornar a leitura obrigatória. Entretanto, não é fácil fazer da leitura um hobby quando ela é resultado de uma exigência: o verbo ler não suporta o imperativo, observa Daniel Pennac na sua obra Como um Romance (ver Interprensa de junho de 1997 &#8211; L2/97).</p>
<p>A esta dificuldade é preciso acrescentar as peculiares circunstâncias atuais da infância: o esforço mental que ler um livro exige torna-se mais penoso quando é preciso competir com os efeitos especiais da televisão ou dos videogames. Embora com frequência bons professores e pais persistentes consigam uma resposta positiva dos alunos e introduzam neles o gosto pela leitura, em poucas ocasiões um método é garantia de sucesso.</p>
<p>No entanto, o colégio de ensino primário Discovery, da cidade de San Marcos, na Califórnia, encontrou uma fórmula triunfante. Lori Jones criou um programa escolar que é aplicado ao centro educativo como um todo, com o nome Em que parte do mundo você está lendo?</p>
<p>A ideia é simples e está proporcionando excelentes resultados. Cada aluno pode ir percorrendo os diversos continentes acumulando horas de leitura em casa. São necessárias 12 horas na frente do livro para atravessar um continente. A cada semana, durante a reunião do colégio, são distribuídos prêmios. Como é lógico, as recompensas estão relacionadas com os diversos locais geográficos: quem atravessa a Antártida, por exemplo, tem direito a receber um sorvete. Quem não sabe ler também pode competir, desde que os pais leiam para a criança em voz alta.</p>
<p>Lori Jones sabe que alguns dos seus 800 alunos somente leem para conseguir os prêmios. Acredita, porém, que isso não invalide o sistema: Os atletas correm para conseguir medalhas, os jogadores de golfe para ganhar dinheiro. A leitura é uma capacidade fundamental na vida, e devemos usar qualquer instrumento ao nosso alcance para fomentá-la (San Diego Union Tribune, 04/01/02).</p>
<p>Vale qualquer livro. Entretanto, não está entre os objetivos do programa que todas as crianças leiam os clássicos. Mesmo assim, muitos deles não precisam de incentivos especiais para mergulhar, por exemplo, em Moby Dick, porque simplesmente ficam apaixonados pelo livro.</p>
<p>O outro elemento-chave do programa torna-se evidente ao visitar a aula de leitura do professor Quinlan, em que os alunos entram e saem da aula, trocam de lugar, leem apoiados em árvores do jardim ou adotam posições mais cômodas. Permitir essas pequenas liberdades durante a leitura, que complementa o programa comum do colégio, melhorou significativamente o interesse pela leitura e as habilidades literárias dos alunos.</p>
<p>INTERPRENSA &#8211; Ano VI &#8211; Número 60 &#8211; Julho/2002 &#8211; www.interprensa.com.br</p>
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		<title>O Poder do Elogio</title>
		<link>https://cadadia.net/o-poder-do-elogio/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Sep 2019 11:34:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em nosso relacionamento familiar existem canais de comunicação. Esses canais devem estar sempre limpos e desobstruídos para que ela possa fluir com intensidade e pureza. Para não deixarmos que os canais de comunicação se obstruam, certos sentimentos e desejos devem ser suprimidos: sentimentos de hostilidade, medo, orgulho, dúvida, suspeita, todos devem ser eliminados, por que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em nosso relacionamento familiar existem canais de comunicação. Esses canais devem estar sempre limpos e desobstruídos para que ela possa fluir com intensidade e pureza. Para não deixarmos que os canais de comunicação se obstruam, certos sentimentos e desejos devem ser suprimidos: sentimentos de hostilidade, medo, orgulho, dúvida, suspeita, todos devem ser eliminados, por que só servem para levar ao desconforto, a irritação, a mágoas e tristezas.</p>
<p>Se permitirmos que estes sentimentos aflorem em nossa vida, seremos pessoas deprimidas, tristes e infelizes. E também, faremos com que as pessoas que convivem conosco sofram os mesmos dissabores.</p>
<p>Um dos caminhos para desobstruir essas vias é o elogio. Ele tem a capacidade de destruir barreiras, levantar a autoestima e incentivar as pessoas a persistirem.</p>
<p>Você já foi elogiado? Como se sentiu? Com certeza você ficou alegre, se sentiu bem e feliz por ter feito algo de bom, ser reconhecido e com mais disposição para repetir o feito.</p>
<p>Infelizmente, em nossos relacionamentos perdemos a capacidade de elogiar, e, muitas das nossas atitudes passam sem nenhum reconhecimento, sem nenhuma palavra de agradecimento e estímulo. Tudo o que recebemos cai no esquecimento e achamos que o outro não fez nada mais que a obrigação.</p>
<p>Nenhum casamento, nenhum relacionamento pode ser bem sucedido quando estamos ego-direcionados, ou seja, voltados somente para nós, valorizando somente nossas virtudes e qualidades, deixando de reconhecer as do nosso companheiro. E o reconhecimento só pode ser revelado, só pode ser reconhecido, só acontece quando nos expressamos e o fazemos conhecido através de nossas palavras e atos.</p>
<p>O elogio é uma expressão de nosso reconhecimento e nosso carinho, pois é através dele que transmitimos a alegria, o contentamento que o outro nos causou.</p>
<p>O elogio faz com que pensemos no outro e em suas qualidades e aptidões, inibindo assim o orgulho, a vaidade e o egoísmo.</p>
<p>Vivemos em uma sociedade hedonista, em que tudo nos impulsiona a pensar somente em nós e em nossa satisfação pessoal. Isto tem transformado as pessoas, levando-as a buscarem sua satisfação pessoal, sua satisfação interna, sem se importar com o nosso próximo, negligenciando, as necessidades de nosso cônjuge e nos cegando quanto as suas virtudes.</p>
<p>Outro fator é que vivemos em uma época atribulada, em que nossas atenções são induzidas a pensar em tudo, menos em nossa vida e em nossos relacionamentos. Estes dois fatores aliados são uma arma destrutiva e letal para o matrimônio.</p>
<p>Se déssemos uma atenção inversamente proporcional ao nosso cônjuge, nossos casamentos não sofreriam tantos danos, muitas dificuldades, problemas e desavenças não aconteceriam e o número de divórcios e separações seria infinitamente mais baixo.</p>
<p>Muitos casais que vivem na correria do dia a dia não sabem em que ponto perderam a intimidade. Deixaram-se levar pelos próprios interesses, e passam seus dias vivendo para si.</p>
<p>Talvez você tenha se sentindo assim em seu casamento. Talvez tenha até pensado: o que aconteceu com o meu casamento? Onde foi que eu errei?</p>
<p>Um senso de pensar um no outro é absolutamente necessário para estabelecermos um nível profundo em nosso relacionamento. O elogio pode nos ajudar a desenvolver a atenção sobre o nosso companheiro, e reconhecermos sua importância.</p>
<p>Como diz Bill Bright: “O elogio é o espírito e a alma da criação. É a expressão natural do amor.” Ele ajuda a manter o frescor e o viço dentro do casamento.</p>
<p>“Nenhum casamento pode ser bem sucedido se cada cônjuge insiste estar no centro do palco. Conscientemente olhar pelo bem-estar do outro capacita a abrirmo-nos um para o outro. Chamamos isto de ter o senso de pensarmos no outro”. (Como controlar as tensões no casamento pág. 122/123).</p>
<p>Palavras amáveis de elogio e agradecimento ditas regularmente ao nosso cônjuge nos ajudam a promover harmonia e felicidade. Ao olharmos para as coisas boas, deixaremos de olhar para os defeitos e atitudes que nos incomodam. Veremos um crescimento em nosso relacionamento e começaremos a apreciar ao nosso cônjuge. Os atritos serão reduzidos e, o fator preponderante é que as divisões tendem a desaparecer, e a paz é restabelecida.</p>
<p>Embora possa parecer uma solução muito simples e ingênua, ela é absolutamente verdadeira e eficaz. Por que não experimentar? Por que não tentar ver as qualidades do nosso companheiro e o elogiar? Passe a procurar as virtudes do seu cônjuge, elogie e você verá que elas se intensificarão e muitas outras aparecerão. Descubra você também como ter um coração alegre, um viver feliz, alterando suas atitudes e fortalecendo seus laços afetivos.</p>
<p>Lógico que para você desenvolver um estado de espírito de elogiar não é fácil, pois vai de encontro com a nossa natureza humana, mas Deus se predispõe a nos ajudar no que for preciso. Desenvolva este dom e você verá como ele contagiará seu casamento com alegria, com vitalidade e lhe ajudará a superar momentos de turbulência.</p>
<p><strong>Péricles</strong> <strong>Ramos</strong> &#8211; Filósofo e palestrante sobre relacionamentos familiares.</p>
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		<title>Amor, um dom de Deus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Aug 2019 19:10:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pastoral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mas, se alguém não cuida dos seus parentes, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e essa pessoa é pior do que um incrédulo. 1º Tim. 5:8. Muitas pessoas têm casa, pai, mãe, cônjuge, irmão, e nem por isso podem dizer que têm uma família. São pessoas que se imaginam rejeitadas, não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mas, se alguém não cuida dos seus parentes, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e essa pessoa é pior do que um incrédulo. 1º Tim. 5:8. Muitas pessoas têm casa, pai, mãe, cônjuge, irmão, e nem por isso podem dizer que têm uma família. São pessoas que se imaginam rejeitadas, não se sentem notadas em casa, compreendidas, amadas&#8230;</p>
<p>Quando há amor na família, lemos em 1º Coríntios 13, que o ciúme, a inveja, o orgulho, o egoísmo e o desprezo não têm lugar no Lar. Porque as pessoas não se portam inconvenientemente, não buscam os seus próprios interesses, são leais, pacientes e corteses. Tudo sofrem, tudo creem, tudo esperam e tudo suportam tanto em meio à prosperidade como em meio à adversidade.</p>
<p>Mas, para fazer uma reflexão sobre esse tema, não verifique se existe amor em sua família, verifique primeiro se existe amor em você !</p>
<p>Porque, quando alguém ama é bondoso, não é melindroso, não guarda rancor e dificilmente notará o mal que outros lhe fazem. Quem ama não é arrogante, invejoso, ciumento, orgulhoso, egoísta e nem tampouco rude. Será leal para com essa pessoa amada custe o que custar. Acreditará sempre nela, esperará sempre o melhor dela e se posicionará sempre em sua defesa.</p>
<p>Entretanto, o amor não é paixão! “O amor&#8230; não é desarrazoado; não é cego. É puro e santo. Mas a paixão do coração natural é coisa totalmente diversa. Ao passo que o amor puro introduz a Deus em todos os seus planos, &#8230; a paixão é obstinada, precipitada, desarrazoada, desafiadora de toda restrição, e torna o objeto de sua escolha um ídolo. Em toda conduta de uma pessoa possuída de amor verdadeiro, manifestar-se-á a graça de Deus.” Mente, Caráter e Personalidade, Vol. 1, p. 223.</p>
<p>Quem ama percebe na pessoa amada os seus defeitos, suas limitações, suas fraquezas, e conquanto não aprove os seus erros, não é capaz de desprezá-la. Tenta ajudá-la, mas para isso não humilha, não critica e não perde a paciência. E sem precisar violar a consciência, ajuda sem acobertar os seus erros.</p>
<p>Amar é característica de Jesus, e quanto mais amamos uns aos outros, tanto mais nos tornamos semelhantes a Ele. Por conta disso, ao saber que o amor jamais acaba, quem ama tem tanto para oferecer que em troca, nunca exige nada.</p>
<p><strong>Graciliano Martins</strong> &#8211; Pastor e Psicólogo.</p>
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		<title>Voltar a Estudar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Aug 2019 16:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação e Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chegar à terceira idade significa ter todo o tempo do mundo para aprender e experimentar coisas novas. O passar dos anos ensina o valor de cada minuto e como é importante usar o tempo da melhor forma. Passar a casa dos sessenta é ter a oportunidade de fazer tudo o que não foi feito, com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chegar à terceira idade significa ter todo o tempo do mundo para aprender e experimentar coisas novas. O passar dos anos ensina o valor de cada minuto e como é importante usar o tempo da melhor forma. Passar a casa dos sessenta é ter a oportunidade de fazer tudo o que não foi feito, com as certezas e a segurança própria da (matur)idade. Por isso mesmo, voltar a estudar é poder abrir novos horizontes e redescobrir emoções da juventude.</p>
<p>As universidades da terceira idade são um espaço alternativo de aprendizagem, onde pessoas de todas as idades trocam conhecimentos e experiências.</p>
<p>As universidades da terceira idade (UTI) funcionam com um método de aprendizagem informal, estando, portanto, fora do sistema escolar. Isto significa que os alunos não recebem nenhum tipo de certificado ou grau acadêmico. Porém, a sua finalidade não é essa, mas antes promover espaços opcionais de aprendizagem, onde idosos possam frequentar cursos com conteúdos e horários adaptados à sua idade e modo de vida.</p>
<p>Adaptando-se aos países onde se instalaram, as UTI realizam diferentes programas, mantendo, no entanto, os mesmos objetivos. As aulas, orientadas para a divulgação cultural e científica, são complementadas com outras atividades recreativas, tais como dança, teatro, música, ginástica, pintura, cerâmica, rendas e bordados e passeios. Para além dos cursos superiores, devidamente homologados, as universidades realizam cursos de curta duração ou cursos de Verão.</p>
<p>http://www.millenniumbcp.pt</p>
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		<title>Autoconfiança nasce em casa</title>
		<link>https://cadadia.net/autoconfianca-nasce-em-casa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Aug 2019 13:50:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crianças]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não se iluda: ser pai ou mãe nem sempre é fácil. Muitas vezes requer uma prontidão física que pode não ser compatível com a prontidão emocional do casal. E é dela, fique certa, que dependerá todo o futuro de seu filho, ainda em gestação. Vocês dois estão adorando a vinda do bebê, mas ainda assim [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Não se iluda: ser pai ou mãe nem sempre é fácil. Muitas vezes requer uma prontidão física que pode não ser compatível com a prontidão emocional do casal. E é dela, fique certa, que dependerá todo o futuro de seu filho, ainda em gestação. Vocês dois estão adorando a vinda do bebê, mas ainda assim é preciso que se sintam preparados para assumir sua educação, principalmente se forem pais de primeira viagem. Por isso vale a pena falar de algumas das inúmeras dificuldades que podem acontecer ao longo do caminho da formação da personalidade da criança.</p>
<p>&#8230; A partir do momento em que sair da sua barriga é que o bebê começará a sofrer influências que poderão ajudá-lo &#8211; ou atrapalhá-lo! &#8211; no processo de formação de sua personalidade. Portanto, capriche nos cuidados físicos e siga todas as orientações médicas durante o pré-natal. E, se tiver qualquer aflição &#8211; como estresse, luto, sustos, dissabores &#8211; fique tranquila. Seu bebê não estará sofrendo.</p>
<p>Para que tudo corra bem depois do parto, no entanto, é preciso que o casal se prepare. A tão sonhada chegada do bebê pode estar sendo precedida de sofrimentos e conflitos dos mais diversos. As mudanças físicas são as mais óbvias e visíveis, é claro, e deixam os pais bastante vulneráveis. Alterações de humor, sentimentos de culpa, ansiedade são comuns nessa fase. Esclareça suas dúvidas com o obstetra.</p>
<p>Mães ansiosas, bebês irritados<br />
Chegou a hora, seu filho está quase nascendo! E todas as suas fantasias, boas ou ruins, serão concretizadas. Se tudo correr bem tanto para a mãe quanto para o bebê, a próxima etapa será a da amamentação, dos cuidados gerais com ele. A partir de agora, algumas de suas dúvidas poderão ser esclarecidas pelo ginecologista ou pelo pediatra. Mas fique atenta com você mesma e não deixe suas angústias sem resposta.</p>
<p>Algumas mães se sentem mal ao amamentar: a dor às vezes gera sentimentos de rejeição ao bebê. Mil fantasias podem passar por sua cabeça e você precisará aprender a lidar com elas. Nessa hora, uma ajuda especializada &#8211; ou seja, de um psiquiatra ou psicoterapeuta &#8211; é fundamental. Saiba que mesmo com poucos dias de vida o comportamento dos pais &#8211; principalmente o da mãe &#8211; interfere diretamente no modo de ser do bebê.</p>
<p>Mães ansiosas, irritadas, deprimidas, frustradas pela inexperiência em lidar com o novo papel tendem a estabelecer uma dinâmica complicada no meio ambiente da criança. Normalmente queixam-se de que os filhos só choram, que acordam a noite inteira, que não mamam o tempo suficiente. Se nessa fase recebessem orientações mais aprofundadas &#8211; com foco na própria estrutura emocional &#8211; essas mães já estariam prevenindo problemas futuros, como excesso de agressividade, hiperatividade, baixa autoestima, distúrbios de sono, entre muitos outros.</p>
<p>É melhor prevenir que remediar!<br />
Cada fase tem seus problemas e para todas elas existem soluções, se você for capaz de reconhecer que, às vezes, precisa de uma orientação psicológica. A retirada da mamadeira, a da chupeta, a das fraldas, por exemplo, devem ser muito bem planejadas para que você se sinta tranquila e segura do que está fazendo. Dessa forma, as crianças também estarão construindo as bases de sua autoconfiança.</p>
<p>E mantenha-se atenta a toda e qualquer alteração emocional de seu filho. A Psiquiatria Infantil é repleta de recursos capazes de atuar profilaticamente em distúrbios emocionais futuros, gerando adultos mentalmente sadios e bem estruturados para enfrentar a vida.</p>
<p><strong>Marinês Carvalho</strong> &#8211; Médica psiquiatra infantil, com especialização no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.</p>
<p>Clickfilhos</p>
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		<title>Casal Feliz: Ilusão ou Possibilidade?</title>
		<link>https://cadadia.net/casal-feliz-ilusao-ou-possibilidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2019 16:30:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Assisti recentemente uma excelente palestra com uma psicanalista e terapeuta de família. Uma das declarações iniciais dela foi: “Toda relação é construída sobre uma ilusão.” O que isto significa? Quando você se casa, certamente tem em sua mente, consciente e inconsciente, uma imagem de como quer que seu cônjuge seja. Tem desejos de que ele/ela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Assisti recentemente uma excelente palestra com uma psicanalista e terapeuta de família. Uma das declarações iniciais dela foi: “Toda relação é construída sobre uma ilusão.” O que isto significa? Quando você se casa, certamente tem em sua mente, consciente e inconsciente, uma imagem de como quer que seu cônjuge seja. Tem desejos de que ele/ela seja para você tudo aquilo que você acredita que possa lhe fazer feliz. Essa imagem e esse desejo revelam ilusões. Ilusão de que tudo será ótimo. Racionalmente sabemos que haverá problemas. Mas emocionalmente queremos nos iludir que eles não existirão “no meu casamento” ou se existirem serão facilmente resolvidos. E em geral o argumento que faz a pessoa crer nisto é “o grande amor que sinto”. Mas será amor ou paixão? Não sabemos, até que experimentamos que a paixão anterior não garante a felicidade posterior. Nesse sentido, paixão está muito ligada à ilusão porque tomada de paixão a pessoa não consegue ver que há também defeitos, limitações, conflitos mal resolvidos em si e no cônjuge. Ou vê, mas minimiza ou não pensa nisto ou em como isto poderia prejudicar a felicidade conjugal.</p>
<p>Não creio que casaremos preparados para o casamento. Casamos com o que conseguimos ser como pessoa naquele momento da vida. E o que conseguimos ser envolve coisas equilibradas e desequilibradas, arrumadas e desarrumadas, resolvidas e não resolvidas, em paz e em conflito, em harmonia e em desarmonia. É ao longo da vida de casados que podemos crescer como indivíduos e como casal. Eu disse: podemos. Ou seja, é possível, mas não é algo automático, não é algo que ocorre espontaneamente sem que seja preciso fazer algo. A felicidade individual e conjugal precisa ser construída com tarefas individuais e dos dois.</p>
<p>Um dia uma colega psicoterapeuta me respondeu à pergunta se ela atendia casais assim: “Não, não atendo porque já não é fácil ter que lidar com o inconsciente de uma só pessoa, imagine de duas!” Realmente. É difícil. O que ela quis dizer? Ela se referia ao fato de que numa psicoterapia (tratamento profissional psicológico baseado em conversas terapêuticas com um profissional treinado para isto, psicólogo ou psiquiatra) ficamos atentos o tempo todo para com o que a pessoa diz e especialmente para com o que ela não diz, assim como para com outros sinais que possam revelar o que vai no seu mundo emocional, como gestos, tom da voz, mímica facial, jeito de sentar, de cumprimentar, etc.</p>
<p>Muito de nosso comportamento é inconsciente, a maior parte é inconsciente. Agimos sem pensar, no automático. E isso numa relação conjugal é claro, à dois, ou seja, são dois inconscientes funcionando na vida consciente do dia-a-dia e – imagina o resultado! Se ambos não têm consciência de todas as motivações pessoais que fazem com que se comportem do jeito como se comportam no casamento, e geralmente não têm, como é que pode ficar esta relação ao longo dos anos?</p>
<p>Quando marido/mulher reclama de algo em casa ao seu cônjuge, exemplo: “O fogão está com defeito!”, nessa reclamação pode haver dois pedidos: um consciente e um inconsciente. O consciente é: “Você pode dar um jeito nesse fogão?” O inconsciente pode ser: “Se você der um jeito nesse fogão é porque se interessa por mim!” O que está no inconsciente, como o nome diz, está inconsciente! A pessoa não percebe. Mas isso está nela, é um desejo, uma necessidade que ela sente falta. Mas pode não falar sobre isto diretamente. Daí usa o problema do fogão para fazer uma mensagem dupla. Muitas vezes um cônjuge pede ao outro aquilo que ele/ela pode fazer sem nenhuma dificuldade. Por que pede, então? Porque o pedido mais importante é o inconsciente: pedido de atenção, de interesse, de participação, de afeto, de amor.</p>
<p>Então é preciso ser claro no que você quer e não quer. E evitar manter a possível ilusão com a qual você pode ter casado que pode ser: “Ele/ela será tudo para mim, tudo que eu preciso, tudo que desejo! E não preciso falar nada porque o amor sabe tudo!”<br />
Nenhum ser humano pode ser tudo para outro ser humano. Isto é uma ilusão. E o contrário disso não é infelicidade. É realidade. Indica o limite de cada um. Pelo menos o limite naquele momento da vida pessoal. Podemos mudar para melhor. Mas não podemos ser perfeitos nessa vida e, portanto garantir ao outro a felicidade.</p>
<p>Casal feliz é o que está no processo (algo em andamento) de conhecimento individual e conjugal e que usa este conhecimento não para atacar um ao outro ou a si mesmo, pelo contrário, usa para desenvolver compaixão (não é pena!), respeito, compreensão e colaboração para com aquilo que se percebe como limitações pessoais e usa para aprofundar a intimidade afetiva entre ambos. Intimidade afetiva que é diferente de sexualidade. Sexo não garante intimidade afetiva. O “ficar” dos jovens é exatamente isto: sexo sem intimidade afetiva, sem compromisso. Isto num casamento, também, é querer ter prazer sexual só, que deixa um vazio e uma ausência de significado. Desenvolver genuína intimidade afetiva é o caminho do processo de ser feliz à dois. E é possível isto? É.</p>
<p><strong>Dr. Cezar Vasconcellos de Souza</strong> – Psiquiatra do CAVS – Centro Adventista de Vida Saudável e do Hospital Adventista Silvestre.</p>
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		<title>Uma nova maneira de pensar</title>
		<link>https://cadadia.net/uma-nova-maneira-de-pensar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jul 2019 19:06:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pastoral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O pecado afetou profundamente a humanidade. Não apenas na degradação do mundo físico, mas principalmente na maneira como a mente e as emoções humanas funcionam. Você já notou como é fácil ficarmos preocupados? Como somos inclinados a sentir vergonha, medo e culpa? Mesmo após a decisão de seguir a Jesus ainda sentimos momentos de desconforto, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O pecado afetou profundamente a humanidade. Não apenas na degradação do mundo físico, mas principalmente na maneira como a mente e as emoções humanas funcionam.</p>
<p>Você já notou como é fácil ficarmos preocupados? Como somos inclinados a sentir vergonha, medo e culpa?</p>
<p>Mesmo após a decisão de seguir a Jesus ainda sentimos momentos de desconforto, de altos e baixos, de angústia e dor. Será que estamos presos para sempre a esse padrão negativo? De modo algum. Podemos mudar, mas é preciso um esforço de nossa parte e leva tempo.</p>
<p>O apóstolo Paulo nos fala que Deus está interessado em nos ajudar neste processo de mudança. Ele diz:</p>
<p>Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele. (Romanos 12:2 NTLH).</p>
<p>Paulo afirma que a mudança é possível. Ele diz que com a disposição de querer mudar abre-se uma porta para Deus operar uma mudança em nossa mente. Com a ajuda divina podemos sentir a paz e a tranquilidade que sempre gostaríamos de ter.</p>
<p>Você está preso a alguma atitude que não está lhe fazendo bem? Você quer estabelecer novos hábitos em sua vida? Deus pode lhe ajudar a obter esta completa transformação.</p>
<p>O ponto de partida de Deus é mudar o modo como você vê a si mesmo. Quando você reconhece o quanto Deus o ama, fica mais fácil amar a si mesmo.</p>
<p>Você é muito especial. Você tem habilidades que ninguém mais tem. Você é único. Você é amado. Você é um vencedor. Você é filho de Deus.</p>
<p>Que neste dia você possa experimentar uma mudança em sua maneira de pensar. Que neste dia a bondade de Deus encha a sua mente e lhe dê a paz.</p>
<p><strong>Jobson Santos</strong> &#8211; Pastor.</p>
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		<title>Qualificação vai muito Além do Domínio do Inglês</title>
		<link>https://cadadia.net/qualificacao-vai-muito-alem-do-dominio-do-ingles/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jul 2019 15:56:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação e Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se antes saber inglês era, vantagem, hoje já virou pré-requisito. E o espanhol, em geral escolhido como o terceiro idioma, vai pelo mesmo caminho. Por isso, pode ser um bom negócio estudar outras línguas, como japonês, italiano, francês, alemão, árabe ou mesmo latim. Segundo a consultora de RH Gabriela Melo, da Adecco, estudar uma língua [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Se antes saber inglês era, vantagem, hoje já virou pré-requisito. E o espanhol, em geral escolhido como o terceiro idioma, vai pelo mesmo caminho. Por isso, pode ser um bom negócio estudar outras línguas, como japonês, italiano, francês, alemão, árabe ou mesmo latim.</p>
<p>Segundo a consultora de RH Gabriela Melo, da Adecco, estudar uma língua que poucos sabem pode ser um diferencial no currículo.</p>
<p>&#8211; Todo mundo já sabe que é muito difícil ter uma boa oportunidade se não falar inglês. A tendência é de que também o espanhol se torne quase um pré-requisito. Um terceiro ou quarto idioma é sempre um brilho a mais &#8211; diz Gabriela.</p>
<p>Cada profissão tem suas exigências, e, para alcançar seus objetivos, tem estudante que se dispõe até a aprender uma língua dada como morta. É o caso de Ricardo Valadão Siqueira Matos, de 23 anos, aluno do 8º período de filosofia da Uerj. Ele quer ser professor e pesquisador e, há um ano, começou a estudar latim.</p>
<p>&#8211; Estudo para ter contato direto com textos originais de filósofos como Santo Agostinho. Com o latim, posso ler também traduções mais fieis do grego &#8211; explica Ricardo.</p>
<p>E as vantagens de estudar a língua vão além da pesquisa:</p>
<p>&#8211; As pessoas acham estranho eu saber latim, mas, mesmo não sendo a língua oficial de país algum, ela originou a nossa. Estou melhorando o português ao aprender latim.</p>
<p>Onde Aprender:</p>
<p>UERJ: Cursos do Licom: alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, latim e japonês. Taxa semestral: R$ 30. Inscrições a partir de março. Rua São Francisco Xavier 524, &#8211; 1º andar, Maracanã. Tel.: 2587-7913.</p>
<p>NEA: O Núcleo de Estudos da Antiguidade também funciona na UERJ e oferece aulas gratuitas de latim e grego. Informações na sala 9.030, bloco A.</p>
<p>IGREJA MARONITA NOSSA SENHORA DO LÍBANO: Cursos de árabe aos sábados. A aula em grupo custa R$ 15 e a particular, R$ 40. Rua Conde de Bonfim 638. Tel.: 2208-4846.</p>
<p>ALIANÇA FRANCESA: Cursos com duração total de quatro anos: mensalidades a R$ 258, mais taxa anual de R$ 125. Intensivo de dois anos a R$ 476. Rua Andrade Neves 315. Tel.: 2570-5798 e 2570-0639.</p>
<p>WIZARD: Cursos de inglês, francês, espanhol, alemão e italiano. A mensalidade custa, em média, R$ 170. Boulevard Vinte e Oito de Setembro 191-A. Tel.: 2234-0398.</p>
<p>Jornal O Globo 12/02/2004.</p>
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		<item>
		<title>Como Amar seus Filhos</title>
		<link>https://cadadia.net/como-amar-seus-filhos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jul 2019 14:10:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crianças]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O conhecido psiquiatra Dr. William Glasser declara que muitos dos problemas emocionais dos seres humanos têm como origem a frustração de duas necessidades básicas da vida: amar e ser amado. Victor Hugo também declarou a suprema felicidade está na convicção de que somos amados. Acredito que a maioria dos pais ame seus filhos, mas, eles [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O conhecido psiquiatra Dr. William Glasser declara que muitos dos problemas emocionais dos seres humanos têm como origem a frustração de duas necessidades básicas da vida: amar e ser amado. Victor Hugo também declarou a suprema felicidade está na convicção de que somos amados.</p>
<p>Acredito que a maioria dos pais ame seus filhos, mas, eles sabem disso? Gostaria de colocar algumas formas práticas, através das quais, podemos demonstrar que os amamos:</p>
<p>Dando exemplo de nosso amor conjugal. Os filhos sentem-se seguros e aconchegados quando percebem que seus pais se amam.</p>
<p>Amando com amor incondicional. Amá-los sem levar em conta qualquer outra consideração. Não devemos condicionar amor a comportamento. Isso não é deixar de dar-lhes correção e orientação, mas sim passar-lhes a segurança de que nunca deixaremos de amá-los.</p>
<p>Amando através do contato visual. Os filhos precisam do contato de nosso olhar. Olhos nos olhos é uma forma eficiente de comunicar amor a qualquer pessoa. Também pode ajudar os pais a avaliarem se o filho passa por algum tipo de insatisfação emocional. Nesse caso, a tendência do filho é olhar para baixo ou dar as costas aos pais. Com crianças pequenas, é importante que os pais se ajoelhem para olhá-las diretamente nos olhos.</p>
<p>Amando através do toque. Muitas pesquisas estão surgindo sobre a importância de abraçar nossos filhos. Fisiologistas afirmam que os terminais nervosos da pele estão associados a certas glândulas vitais com centros no cérebro. Abraços (na hora certa!) podem ser terapêuticos.</p>
<p>Amando através da comunicação. Uma boa comunicação com seu filho não implica somente em você falar. Ouça o que ele tem a dizer. Procure ouvir sem julgar, deixando-o colocar seu ponto de vista. Converse, oriente, mas não esmague a forma dele encarar as situações.</p>
<p>Amando através de uma disciplina coerente e firme. Há filhos que chegam a provocar seus pais, em busca de disciplina. Há pais que não percebem isso e se fazem de surdos. Umas palmadinhas (não dadas com raiva) aplicadas no lugar certo, como corretivo (Você vai precisar apanhar porque fez isso e isso, depois do papai/mamãe ter dito que você não poderia fazê-lo) podem evitar excessos e pode ser exatamente o que seu filho está pedindo. Conheço casos em que após o momento da aplicação da disciplina, os filhos agradeceram a seus pais. Já pensou nisso?</p>
<p>Amando através de seu tempo e atenção. Muitos pais estão ocupados demais envolvendo-se totalmente no que diz respeito à realização profissional, negligenciando assim as necessidades emocionais de seus filhos. Quando foi a última vez que você levou seus filhos para passear? Quando estiver organizando sua agenda, lembre-se que seu filho também precisa de você. Dê o passo em direção a ele.</p>
<p>O espaço para escrever é pouco, mas a importância é irrestrita. Pais, mães, lembrem-se: nenhum sucesso profissional ou realização pessoal pode compensar o fracasso do lar.</p>
<p><b>Jaime Kemp</b> &#8211; Pastor e escritor de diversos livros sobre o assunto.</p>
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		<title>As Crises do Casamento</title>
		<link>https://cadadia.net/as-crises-do-casamento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jul 2019 16:29:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>DO 1º AO 3ºANO O casal está apaixonado e mantém vida sexual intensa. Os dois são capazes de largar tudo para ficar um com o outro. Fazem planos para o futuro. DO 3º AO 6º ANO A paixão expira e o cônjuge começa a ser visto como realmente é: com defeitos e manias. A chegada [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>DO 1º AO 3ºANO</strong></p>
<p>O casal está apaixonado e mantém vida sexual intensa. Os dois são capazes de largar tudo para ficar um com o outro. Fazem planos para o futuro.</p>
<p><strong>DO 3º AO 6º ANO</strong></p>
<p>A paixão expira e o cônjuge começa a ser visto como realmente é: com defeitos e manias. A chegada do primeiro filho desvia a atenção da mulher e torna a vida sexual mais apática. É quando ocorre a maioria das separações.</p>
<p><strong>DO 6º AO 10º ANO</strong></p>
<p>Trata-se do período em que ocorre a famosa crise dos sete anos. As mágoas e os problemas mal resolvidos dos primeiros anos de casamento complicam-se com o crescimento dos filhos e as despesas maiores. É a fase em que a maioria dos homens e das mulheres descobre uma nova paixão.</p>
<p><strong>DO 10º AO 15º ANO</strong></p>
<p>A maioria dos casais se aproxima dos 40 anos. O sexo fica mais esparso, tanto pelo tédio da relação quanto pela queda natural de desejo sexual decorrente da idade. É comum o sentimento de que se perderam anos de vida numa relação amorosa exclusiva e frustrante.</p>
<p><strong>DO 15º AO 25º ANO</strong></p>
<p>O casal atinge a meia-idade e a vida sexual, já rarefeita, é prejudicada pela menopausa. O marido se interessa mais que nunca por mulheres mais jovens. Se ficarem juntos, não é muitas vezes por amor, mas por falta de ânimo em começar nova vida.</p>
<p><strong>Dr. Adami A. Gabriel </strong>&#8211; Psicólogo e Pastor. Atualmente em doutoramento na “Texas School of Professional Psychology” at Argosy University/Dallas, USA http://planeta.terra.com.br/saude/Adami/</p>
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		<title>O Eu</title>
		<link>https://cadadia.net/o-eu/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Jun 2019 18:58:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pastoral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu fui morto na cruz com Cristo. Assim, o meu eu não vive mais, e sim é Cristo que vive em mim. E a vida que existe em meu corpo agora, é o resultado da minha confiança no Filho de Deus, o qual me amou e a Si mesmo Se entregou por mim. Gálatas 2:20. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu fui morto na cruz com Cristo. Assim, o meu eu não vive mais, e sim é Cristo que vive em mim. E a vida que existe em meu corpo agora, é o resultado da minha confiança no Filho de Deus, o qual me amou e a Si mesmo Se entregou por mim. Gálatas 2:20.</p>
<p>Mesmo na igreja o eu não regenerado, não convertido, ainda é invejoso, egoísta, falso, ciumento, pedante, vaidoso, traidor, impuro&#8230; Por isso ele busca sempre na igreja o que antes lhe satisfazia no mundo. Espera sempre dos outros bajulação, reconhecimento, admiração, lisonja, recompensas&#8230;</p>
<p>Mas para conseguir tudo isso, o eu não regenerado maltrata, compete, critica, trai, fofoca, mente, etc. e etc. Por onde ele passa deixa para trás um rastro de inimizades, facções, dissensões, partidos, brigas, tristezas, ódio, dor, lágrima&#8230;</p>
<p>Não ocorre o mesmo com o eu convertido! Transformado por Cristo, ele é sempre calmo, alegre, humilde, delicado, paciente, benigno&#8230; Não espera nada de ninguém porque está sempre disposto a servir. E como resultado, por onde passa deixa sempre o amor, a paz e um testemunho em favor de Cristo.</p>
<p>Disse Paulo: “O meu eu não vive mais, agora é Cristo quem vive em mim. E a forma como vivo agora, é o resultado de um milagre de Cristo em minha vida por meio da fé.”</p>
<p>Quão bom seria para família, para igreja e para o mundo que todos tivéssemos um comportamento esboçado por essa fé, que todos pudéssemos hoje repetir juntos: “O meu eu não vive mais!”</p>
<p>Graciliano Martins &#8211; Pastor e Psicólogo.</p>
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		<title>Adote uma Postura Crítica diante da TV</title>
		<link>https://cadadia.net/adote-uma-postura-critica-diante-da-tv/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jun 2019 14:05:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crianças]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A discussão sobre a influência da televisão na formação dos valores infantis ainda é uma questão que preocupa, pois o universo de informações assimilado através das novelas, dos desenhos e programas infantis nem sempre é adequado à maturidade infantil. Se não há um adulto por perto, que possa esclarecer essa realidade fragmentada que a TV [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A discussão sobre a influência da televisão na formação dos valores infantis ainda é uma questão que preocupa, pois o universo de informações assimilado através das novelas, dos desenhos e programas infantis nem sempre é adequado à maturidade infantil.</p>
<p>Se não há um adulto por perto, que possa esclarecer essa realidade fragmentada que a TV apresenta, pontuando os exageros e as aberrações expostas, a compreensão por parte das crianças poderá gerar um entendimento pouco positivo sobre os comportamentos veiculados na programação.</p>
<p>Contudo, proibir que os filhos tenham contato com a TV não é a melhor atitude, mesmo porque tudo que é proibido desperta mais curiosidade ainda. Determinar o tempo que a TV pode ficar ligada é uma regra válida, pois isso imporá uma disciplina às atividades das crianças, que vão passar a preencher o tempo livre restante com outros tipos de entretenimentos. Não podemos esquecer que a TV gera uma acomodação, vivida inclusive por muitos adultos.</p>
<p>Também é importante fazermos uma seleção dos programas que costumamos assistir em família, pois nossos filhos seguem nossos exemplos e tendem a assimilar parte de nossos hábitos. Se ocupamos nosso tempo de lazer com abobrinhas televisivas, certamente estimulamos em nossas crianças o mesmo tipo de prazer.</p>
<p>Bons programas, que têm um conteúdo cultural ou informativo merecem estar na lista de nossos interesses. Porém, se o prazer dos pais está em ver novelas, seriados, filmes e programas de auditório, como não poderão proibir os filhos de estarem ali com eles, é fundamental adotarem uma atitude crítica diante dos acontecimentos mostrados na tela, conversando com as crianças sobre os contra valores transmitidos na programação.</p>
<p>Muitas vezes, a TV mostra posturas agressivas e egoístas dos personagens que aparecem nas novelas; expõem relacionamentos afetivos pouco satisfatórios, envolvendo amor, dinheiro, infidelidade e poder num jogo entre homens e mulheres; ou transmitem uma realidade social violenta que é amedrontadora para uma criança pouco amadurecida. Os pais podem observar esses recortes expostos na mídia, mostrando aos filhos o que pensam e o que consideram inadequado.</p>
<p>Por outro lado, seria muito satisfatório, se aos finais de semana, ao invés de ficarem sentados diante da TV, os pais motivassem toda a família para um passeio a um parque, a uma praça da cidade, a um museu; ou fossem ao cinema&#8230; Enfim, se usassem suas horas disponíveis para fazer uma troca saudável com os filhos.</p>
<p>Diante de tanta agitação moderna, o convívio familiar está cada vez mais reduzido. Pouco tempo é priorizado para se olhar os filhos, conversar com eles e saber o que estão pensando ou querendo para suas vidas&#8230; Pouco falamos de nós, de nossos sonhos&#8230; Pouco nos abraçamos&#8230;<br />
E tudo isso é tão necessário para se estar feliz, que temos de tentar sair do lugar acomodado em que a TV nos coloca para redescobrir a fonte de prazer que é o contato humano.</p>
<p>Essa humanização torna-se uma prioridade neste novo milênio, se quisermos uma sociedade mais equilibrada e menos violenta. Invista na relação afetiva com seus filhos. Eles merecem e você também.</p>
<p><strong>Ângela Vieira de Albuquerque Martins</strong> &#8211; Jornalista profissional, formada em Comunicação Social; Terapeuta Familiar, pós-graduada na PUC-SP, atua na orientação familiar, conduz a coluna De Olho na Criança (Jovem Pan FM).</p>
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		<title>Depois das Núpcias vem o Casamento</title>
		<link>https://cadadia.net/depois-das-nupcias-vem-o-casamento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jun 2019 16:24:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando ele entrou pela porta da igreja, pensei que era o homem mais belo e simpático que jamais tinha visto! Harry estava alojado numa base do exército próxima de minha cidade. Em nosso primeiro encontro, fomos assistir a uma demonstração aérea onde jogamos níqueis em vasos que seriam nossos se as moedas caíssem dentro. Ganhamos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando ele entrou pela porta da igreja, pensei que era o homem mais belo e simpático que jamais tinha visto! Harry estava alojado numa base do exército próxima de minha cidade. Em nosso primeiro encontro, fomos assistir a uma demonstração aérea onde jogamos níqueis em vasos que seriam nossos se as moedas caíssem dentro. Ganhamos dois e comentamos, brincando, que os usaríamos em nossa casa quando nos casássemos e viajássemos como missionários para além-mar.</p>
<p>Continuamos nos encontrando e nos apaixonamos mais e mais. Eventualmente Harry fez a “pergunta” e a febre matrimonial começou. O casamento se realizou na casa de meus pais. O organista tocou as primeiras notas do “Coro da Noiva” de Lohengrin e eu desci pela ala. Embora a meninazinha das flores começasse a chorar e recusasse a espalhar as pétalas de rosas, tivemos um casamento típico de livro de história. A cerimônia transcorreu sem um senão. O dia foi abençoado. Todos concordaram que foi um casamento pitoresco e romântico. Mas, depois das núpcias vem o casamento.</p>
<p><strong>A realidade começa</strong></p>
<p>Muitos casais descobrem que dentro de poucos dias após a lua-de-mel, a realidade chega rápida e profunda. Sim, o casal se sente empolgado e excitado com sua primeira casa, mas também precisa estar preparado para a desilusão que certamente se segue ao período idílico, uma queda do senso de felicidade e encanto, e do absorvente interesse que antes tinham um pelo outro. Daí a expressão, “A lua-de-mel acabou-se”. O noivo tem sintomas mais severos de desilusão do que a noiva. Noivos tendem a se ressentir da perda de liberdade, de suas novas obrigações na casa, e das preocupações financeiras. Mas as noivas sentem-se rejeitadas quando seus maridos as ignoram. As máscaras que cada um usou antes do casamento caem subitamente. O ego real com seu mau humor e gênio irascível aparece.</p>
<p>O primeiro ano é usualmente o mais difícil na maioria dos casamentos, com a metade dos recém-casados admitindo problemas conjugais significativos. Muitos recém-casados descrevem um aumento dramático no número de argumentos que usam após do casamento e surgem a tendência, até então refreada, de ser críticos de seus parceiros, até então perfeitos, e o abalo no sentimento de confiança própria. Durante os primeiros 12 meses, o casal precisa enfrentar um maior número de problemas com o mínimo de experiência. Para dizer a verdade, o futuro do casamento depende do ajustamento que se processa durante este tempo. O tempo de aprendizado para um casal são as seis primeiras semanas depois do casamento. Gradualmente aprendem que precisam partilhar as coisas com seu cônjuge e que não podem obter 100% de seu interesse, afeição, tempo ou atenção. O empregador, os pais, os amigos e parentes, todos têm suas cobranças a fazer.</p>
<p>Também durante essa fase de desilusão, a jovem esposa pode se chocar ao descobrir que seu marido, antes bem apessoado, acorda com mau hálito e uma barba irritante. Ele pode achar que a tendência dela em roubar-lhe o cobertor e seu ranger de dentes podem ser sinal de rejeição. Outros recém-casados descobrem penosamente quanto tempo, esforço e dinheiro são requeridos para manter um lugar onde viver. Ao passo que a maioria dos casais é bastante realista para compreender que para se manter uma casa é requerido tempo, não reconhecem quanto tempo e esforço são exigíveis para as compras, para cozinhar e manter uma casa com tarefas infindas.</p>
<p>O que nos salva do desespero é que tendemos a sonhar com felicidade e não com labuta enfadonha. Se imaginássemos somente a rotina do casamento, nenhum de nós jamais se casaria! O fato de que seis dentre cada dez novos casamentos nos Estados Unidos fracassam prova que a desilusão começa cedo e depressa.</p>
<p>Depois de adquirir alguma experiência, contudo, o casal reconhece que seu casamento vai sobreviver a despeito dos eventuais desacordos. Eles também aprendem que alguns argumentos são inevitáveis, e que podem ainda ser amigos e amantes embora não concordem em todos os pontos. Aprendem também que mesmo que não possam resolver cada problema, isso não significa o fim do casamento. Nesse ponto, podem ficar menos ansiosos sobre aborrecimentos que surgem e reconhecer que isso acontece mesmo nas melhores relações.</p>
<p>Cada ano que passam juntos faz com que o casal aumente sua chance de permanecer casados. Ao atingir o quinto aniversário, a possibilidade de divórcio decresce de ano para ano.</p>
<p><strong>Nancy Van Pelt</strong>&nbsp;&#8211; Profissional de vida familiar e escreveu 22 livros. Seu livro mais recente é Highly Effective Marriage.</p>
<p>Seu endereço: 493 Timmy Avenue; Clovis, Califórnia 93612-0740; EUA. E-mail: vanpelt5@juno.com Seu web site: heartnhome.com</p>
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		<title>Você Sabe o que é Ética?</title>
		<link>https://cadadia.net/voce-sabe-o-que-e-etica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jun 2019 15:53:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação e Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os debates sobre as questões morais ocupam um lugar de destaque no mundo de hoje. Os jornais diários, as revistas semanais, os livros, os filmes, os meios de comunicação em geral veiculam situações e problemas que atingem diretamente a dimensão ética da vida humana. Isto se deve às grandes transformações políticas, sociais, econômicas, culturais e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os debates sobre as questões morais ocupam um lugar de destaque no mundo de hoje. Os jornais diários, as revistas semanais, os livros, os filmes, os meios de comunicação em geral veiculam situações e problemas que atingem diretamente a dimensão ética da vida humana. Isto se deve às grandes transformações políticas, sociais, econômicas, culturais e científicas que impregnam atualmente a sociedade inteira, estabelecendo discussões permanentes em torno de questões inovadoras e cada vez mais complexas. Também se deve, porém, a um vigoroso ressurgimento da reflexão filosófica sobre as ações concretas de indivíduos e grupos, sendo a Ética uma das principais disciplinas da filosofia, um tema marcante em todos os sistemas tradicionais de pensamento. Problemas morais relacionados ao aborto, à eutanásia, à condição da mulher na família e na sociedade, à injusta repartição das riquezas entre pessoas e nações, ao desequilíbrio ecológico, à intolerância diante de modos diversos de vida, à corrupção entre agentes políticos e empresariais, ao potencial destrutivo da tecnologia moderna, entre outros, constituem indagações que certamente extrapolam os limites dos saberes especializados. Mas que acabam suscitando o reconhecimento por parte das teorias morais, tornando imperioso o relançamento do debate no seio da própria filosofia.</p>
<p>Quando se fala em reabilitação ou retomada da ética filosófica parte-se da constatação de um certo declínio deste campo, e mesmo da filosofia prática em geral, em virtude do acentuado predomínio da chamada racionalidade instrumental em nossa cultura contemporânea. A situação provocou, por um período relativamente extenso, de fins do Século XIX a meados do Século XX, uma espécie de evacuação de problemas morais fundamentais, lançados ao âmbito das escolhas pessoais, das preferências subjetivas e, em contraposição, mas em curiosa harmonia, ao domínio das decisões autoritárias, do objetivismo asséptico. Desta forma, o relativismo e o perspectivismo, por um lado, o positivismo e o legalismo, por outro, irmanaram-se, de forma latente e paradoxal, na desqualificação da ética, fato que só contribuiu para o avanço do mais grosseiro individualismo e do mais cínico anti-humanismo. Entretanto, os problemas filosóficos não resolvidos, pela simples razão de persistirem como problemas, embora retomados à luz de transformações tanto teóricas quanto práticas, reclamam soluções críticas, sempre sujeitas, é claro, ao desacordo, em razão do falibilismo inerente a qualquer empreendimento intelectual.</p>
<p>Do que trata a Ética? De todas as disciplinas da filosofia, ela é certamente a mais concreta e a mais acessível. Isto porque a Ética trata essencialmente da ação, sendo ela uma reflexão sobre um aspecto fundamental da ação humana que designamos habitualmente pelo termo moral. A moral diz respeito ao cuidado de tomar a boa decisão, de praticar a boa ação, apelando assim a uma distinção essencial, feita pelos seres humanos, entre o bem e o mal, o justo e o injusto, o certo e o errado. Não resta dúvida que a moralidade é um traço capital que diferencia o ser humano dos outros animais, podendo ser considerada uma das dimensões constitutivas de nossa humanidade. A Ética lida, portanto, com questões do tipo: o que devo fazer? como devemos viver? o que torna uma ação correta? quais fins deveriam ser visados por nossas ações?, e assim por diante. Tais questões constituem o material bruto sobre o qual se debruçaram pensadores de diversos matizes, de tal modo que a Ética pode ser designada como uma reflexão filosófica ou uma teoria crítica sobre a moral. Indaga-se, contudo, se é preciso fazer uma diferença entre a ética e a moral. Certos filósofos tratam os dois termos como sinônimos. Outros privilegiam um, sem fornecer sentido preciso ao outro. Outros ainda, principalmente entre os autores contemporâneos, estabelecem uma distinção clara entre os dois, mas nem sempre sob a mesma ótica. Além de tudo, esses termos não são propriedade da filosofia e adquirem conotações variadas em outras áreas do conhecimento.</p>
<p>É comum recordar as origens grega e latina dos termos em questão. O termo “ética” deriva do grego ethos, que possui dois significados distintos, de acordo com a letra e breve ou longa utilizada na língua grega: por um lado, significa “hábito” quando iniciado com a letra “epsilon” (e); por outro lado, significa “caráter” quando iniciado com a letra “eta” (h). O vocábulo “moral”, por seu turno, deriva do latim mos, cujo plural mores significa “usos” ou “costumes”, significado que, de resto, não consegue traduzir a complexidade do termo grego originário. De qualquer modo, o “costume”, entendido como disposição habitual para agir de uma certa maneira, resultante da repetição constante dos mesmos atos, ou como um espaço propriamente humano pelo qual o mundo torna-se habitável por ser abrigo seguro e permanente, embora não natural e sempre mutável, pretende representar a dimensão básica do homem como um ser de relação, que se constitui através da interação com os outros em meio a uma luta constante pelo próprio reconhecimento.</p>
<p>Para além da querela terminológica, portanto, a moralidade é um fato intransponível de nossa condição humana, podendo mesmo ser designada como um sistema de proteção de seres vulneráveis, individuados pela via da socialização. Ela introduz em nossas ações ideias associadas a certa ordem superior de exigências, como as de dignidade e de respeito, que funcionam como critérios de avaliação e que explicam os sentimentos consecutivos de remorso e de vergonha perante uma falta cometida, mas também de indignação em face de um tratamento injusto ou desigual. Neste sentido, a conduta moral consiste em estabelecer uma hierarquia entre nossos diversos valores morais a fim de encontrar uma solução para os conflitos que podem surgir da oposição entre tais valores, que podem ser fins superiores (ou ideais de vida), propriedades de caráter (ou virtudes) e normas suscetíveis de respeito (ou deveres). Embora o mundo moderno seja tido como palco de uma profunda crise de valores após o desmoronamento da ordem tradicional, fundada em bases metafísicas e religiosas, é notória a persistência do chamado senso moral, atestado pela reabilitação da ética filosófica e pelos debates morais incontornáveis de nossa época. Aqui reside, a meu ver, o principal dilema da Ética moderna, que poderia inclusive explicar o interesse atual pelo tema.</p>
<p>O problema configurado na perda, ou pelo menos no descrédito amplo, de um fundamento transcendente e, por isso mesmo, absoluto, das regras morais, define o ponto de partida e os impasses da filosofia prática na modernidade. Os debates contemporâneos no campo da Ética, com efeito, giram em torno dessa problemática central, a partir da qual se perfilam diversas tendências que podem ser agrupadas, em regra geral, de acordo com a dupla herança kantiana e aristotélica, nas quais a moralidade é definida ora pelo ponto de vista deontológico do que se impõe como obrigatório, ora pela perspectiva teleológica do que é estimado bom. Contrapõe-se aqui o ideal de universalidade ao de particularidade, o objetivo de justificação teórica sistemática ao de sensibilidade por sabedorias e tradições locais, o individualismo metodológico à filiação comunitária do sentido e, last but not least, o ponto de vista da imparcialidade ao enraizamento na história. O que se nota, no fundo, é que a Ética defronta-se ainda hoje com o problema clássico da mediação entre a universalidade da reflexão e a singularidade concreta da ação moral, que constitui um dos traços permanentes da controvérsia fundamental acerca da unidade da razão prática. Neste sentido, o embate entre a perspectiva hegeliana da Sittlichkeit (moralidade objetiva ou “eticidade”) e o enfoque kantiano da Moralität (moralidade subjetiva ou apenas “moralidade”) ganha um contorno decisivo, pois as discussões contemporâneas no campo da filosofia moral giram ao redor desta polêmica que retoma a histórica problemática platônico-aristotélica sobre o ethos e sua ciência.</p>
<p>Na realidade, há um notável entrecruzamento das leituras, tornando perigosamente simplificadora qualquer tentativa de agrupamento em termos de tipologia. O panorama atual no campo da Ética demonstra que o debate em torno da universalidade dos princípios morais, e consequentemente sobre a legitimidade da democracia, tem alcançado uma força impressionante, e nele se vislumbra um problema que tem sido objeto de discussão permanente ao longo da história da filosofia ocidental: a relação entre os princípios universais de justiça e as concepções particulares do bem. Tal problema é constitutivo da razão prática e define o campo de possibilidade da própria ética filosófica numa era pós-metafísica. Contudo, e em que pese a difícil conciliação, “justiça” e “solidariedade” devem ser tomados como princípios complementares que se referem à mesma e única raiz da moral, correspondendo aos aspectos igualmente importantes dos direitos dos indivíduos e do bem da comunidade, aos quais estão vinculadas as exigências do igual respeito pelas pessoas e da responsabilidade solidária relacionada com os outros.</p>
<p>Referências Bibliográficas:</p>
<p>APEL, K.-O. Estudos de moral moderna. Petrópolis: Vozes, 1994.<br />
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Abril Cultural, 1979.<br />
FREITAG, B. Itinerários de Antígona: a questão da moralidade. Campinas: Papirus, 1992.<br />
HABERMAS, J. Consciência moral e agir comunicativo. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989.<br />
HÜHNE, L. M. (org.). Ética. Rio de Janeiro: Editora Uapê, 1997.<br />
HUME, D. Uma investigação sobre os princípios da moral. Campinas: Editora da Unicamp, 1995.<br />
KANT, I.. Fundamentação da Metafísica dos Costumes. São Paulo: Abril Cultural, 1979.<br />
LIMA VAZ, H. C. de. Escritos de Filosofia II: Ética e Cultura. São Paulo: Loyola, 1988.<br />
MACINTYRE, A.. Justiça de Quem? Qual Racionalidade?. São Paulo: Loyola, 1991.<br />
OLIVEIRA, M. A. de. Ética e Sociabilidade. São Paulo: Loyola, 1993.<br />
PEGORARO, O. Ética é justiça. Petrópolis: Vozes, 1995.<br />
TUGENDHAT, E. Lições sobre Ética. Petrópolis: Vozes, 1996.</p>
<p><strong>Luiz Bernardo</strong> &#8211; Professor de Ética e Filosofia Política da UERJ, possui Pós-Doutorado pela Universite Catholique de Louvain, U.C.L., Louvain La Newe, Bélgica e pela State University of New York, S.U.N.Y., Albany, Estados Unidos.</p>
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		<title>Aprender com a Natureza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 May 2019 19:41:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Para Pensar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A observação e estudo das maravilhas e mistérios do mundo natural têm contribuído grandemente para o progresso da humanidade. O sofisticado sistema de orientação do morcego, por exemplo, ajudou na invenção do radar. O sapo, na elaboração de defensivos agrícolas. O incômodo causado pelo popular “carrapicho” levou à concepção do velcro, presente em bolsas, carteiras [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A observação e estudo das maravilhas e mistérios do mundo natural têm contribuído grandemente para o progresso da humanidade. O sofisticado sistema de orientação do morcego, por exemplo, ajudou na invenção do radar. O sapo, na elaboração de defensivos agrícolas. O incômodo causado pelo popular “carrapicho” levou à concepção do velcro, presente em bolsas, carteiras e roupas. A organização social das abelhas e formigas poderia servir de modelo para os caóticos centros urbanos.</p>
<p>Muitos dos problemas considerados insolúveis teriam solução se a vida moderna nos permitisse aprender da natureza, que não é somente fonte de deleite, mas de instrução.</p>
<p>O comportamento dos elefantes jovens que cresceram sem a orientação e o controle dos pais, na África, estabelece uma perfeita analogia com o que acontece com crianças provenientes de lares desfeitos ou desajustados.</p>
<p>Criados sem os pais – mortos para evitar uma superpopulação da espécie – esses elefantes sofreram danos psicológicos irreparáveis, segundo os zoólogos. Sem a companhia dos animais mais velhos que exercem a função de educadores, não puderam desenvolver noções de unidade e hierarquia no bando. Por não terem sido educados a reconhecer limites, exteriorizam seus ímpetos assassinos contra os rinocerontes, companheiros de habitat, que violentamente derrubados, sentem sobre si o peso do inimigo e as suas presas enterradas em seu corpo.</p>
<p>Não somos proboscídeos, nem vivemos em bandos, mas aí está a gênese de nossa miséria social, o germe da violência de cada momento. O que esperar e o que exigir de seres humanos que desde a gestação só conhecem uma vida cheia de abandonos e privações?</p>
<p>A família é, sem questionamentos, a primeira fonte da unidade material e espiritual com deveres sagrados de educar a prole, inspirada nos ideais de amor e solidariedade. No entanto, é também a família que muitas vezes contribui para levar a criança a uma situação irregular pela capitulação de suas obrigações essenciais.</p>
<p>A vida neurotizante que se leva, torna complexos os relacionamentos e os filhos acabam pagando o tributo do desacerto dos pais. São as vítimas da alienação do lar. Muitas vezes a primeira bomba na vida das crianças quem joga é a família.</p>
<p>Para muitos, a família inexiste e quando existe está totalmente desestruturada. É apenas ficção ou escola ruim. A figura paterna é ausente ou complacente, e a mãe sem recursos para assistir o filho material e afetivamente. Este é o mecanismo diabólico que faz girar a engrenagem da violência e provoca a dissolução das regras civilizatórias.</p>
<p>Estudos sociológicos do comportamento da juventude confirmam que o estresse ambiental predispõe à delinquência como reação neurótica, acompanhada às vezes de sintomas psiquiátricos.<br />
Nenhuma outra instituição no mundo pode contribuir mais para a prevenção desses fatores. O ambiente familiar é decisivo para favorecer a delinquência ou evitá-la.</p>
<p>Se a família é verdadeiramente uma matriz organizacional, dirigida por pais interessados na formação equilibrada do caráter dos filhos, com limites claros respeitados e com valores éticos calcados na relação familiar, conseguirá atenuar todas as forças alienantes, com o poder terapêutico dessa instituição. Verdade que até os bichos podem nos ensinar.</p>
<p><strong>Marcos Osmar Schultz</strong> – Pastor</p>
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		<title>O Bordado&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 May 2019 18:45:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pastoral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando  eu  era  era pequeno, minha mãe bordava muito. Eu me sentava no chão, brincando perto dela, e sempre lhe perguntava o que estava fazendo. Respondia que estava bordando. Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta. Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia: &#8211; [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando  eu  era  era pequeno, minha mãe bordava muito. Eu me sentava no chão, brincando perto dela, e sempre lhe perguntava o que estava fazendo. Respondia que estava bordando. Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta. Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia:</p>
<p>&#8211; Mãe, o que a senhora está fazendo? Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos. Eu não entendia nada.</p>
<p>Ela sorria, olhava  para baixo e gentilmente me explicava:</p>
<p>&#8211; Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo você e o coloco sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho da minha posição.</p>
<p>Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo:</p>
<p>&#8211; Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros? Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados? Por que estavam cheios de pontas e nós? Por que não tinham ainda uma forma definida? Por que demorava tanto para fazer aquilo?</p>
<p>Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou:</p>
<p>&#8211; Filho, venha aqui e sente em meu colo. Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa!</p>
<p>Então minha mãe me disse:</p>
<p>&#8211; Filho, de baixo, parecia confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo.</p>
<p>Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito: Pai, o que estás fazendo?</p>
<p>Ele parece responder: Estou bordando a sua vida, filho. E eu continuo perguntando:</p>
<p>&#8211; Mas está tudo tão confuso&#8230;  Pai, tudo em desordem. Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido. Os fios são tão escuros. Por que não são mais brilhantes?</p>
<p>O Pai parece me dizer:</p>
<p>&#8211; Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim&#8230; e Eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição.</p>
<p>Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas.  As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo. É que estamos vendo o avesso da vida. Do outro lado, Deus está bordando&#8230;</p>
<p>Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera (Isaias 64:4).</p>
<p>Autor Desconhecido</p>
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		<title>O Desafio para a Modernidade Brasileira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 May 2019 15:44:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação e Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Primeiro Mundo nos fascina, sempre nos fascinou. Apreciamos o seu nível médio de instrução, sua educação cívica, sua ética no trato do que é público, sua modernização tecnológica, seu excedente econômico, sua ciência, enfim, tudo aquilo que resulta do processo histórico constitutivo da modernidade europeia. O fascínio pelo Primeiro Mundo, que, não nos iludamos, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Primeiro Mundo nos fascina, sempre nos fascinou. Apreciamos o seu nível médio de instrução, sua educação cívica, sua ética no trato do que é público, sua modernização tecnológica, seu excedente econômico, sua ciência, enfim, tudo aquilo que resulta do processo histórico constitutivo da modernidade europeia.</p>
<p>O fascínio pelo Primeiro Mundo, que, não nos iludamos, tem seu contraponto em nossa baixa auto estima nacional, vem acompanhado de um iniludível desconforto quando pensamos em termos de equiparação do Brasil com os índices almejados da América do Norte e da Europa. Quando assim procedemos, logo somos tomados de assalto pela constatação de que o nosso povo é diferente, de que a nossa gente é outra e, o principal, que justifica a primeira evidência: de que a nossa História não é a mesma das nações modernas do hemisfério Norte. Aí reside a tensão. Como poderemos chegar aos índices numéricos da civilização do Primeiro Mundo ocidental se a formatação atual de tal civilização só pode ser explicada por uma trajetória histórica iniciada a cerca de seiscentos anos atrás com o início da modernidade europeia traduzida pelo fenômeno do Renascimento? Como fazê-lo se a nossa historicidade &#8211; definida pelo filósofo Hans George Gadamer como a constituição intrínseca do espírito de um povo &#8211; é tributária do latifúndio e da escravidão?</p>
<p>A escravidão e o latifúndio deixaram-nos marcas. Este binômio legou-nos a submissão política, o desmazelo com a individualidade e com a dignidade humana, a ignorância e a exclusão social, para não mencionar o retardo econômico proveniente da ausência de um mercado consumidor amplo, um pré-requisito fundamental à qualquer economia e sociedade moderna. Criou também uma elite que não enxerga limites ao mando, e que é, portanto, essencialmente autoritária e avessa à democracia, que é pedante e excludente, que viciou-se em medir as pessoas pelo quanto elas têm, seja em títulos &#8211; quem não percebe como esta elite gosta de ser chamada de doutor? &#8211; ou pelas posses materiais.</p>
<p>Seríamos levados então a conclusão inexorável de que tudo está perdido ? De que somos vítimas de nossa História? Claro que não. O que este conjunto de constatações deve nos levar a concluir é que a nossa historicidade demanda um caminho diferente, soluções diferentes para os nossos desafios, que são distintos daqueles que os países do hemisfério Norte Ocidental enfrentaram. Nada está perdido. Vários dos países socialmente mais desenvolvidos da Europa vivenciavam uma experiência de grande pobreza e ignorância até cerca de sessenta anos atrás.</p>
<p>E como chegar aos índices modernos que desejamos? Infelizmente não há fórmulas de bolo disponíveis. Certamente o Brasil não deve mais aspirar a ser o país do futuro &#8211; que nunca chega e limita as suas possibilidades na inércia desta certeza vivida no presente &#8211; isso, já superamos após o fim da experiência trágica da ditadura militar. No entanto, há princípios fundamentais a serem observados, como a prática de uma nova ética do indivíduo no espaço público, uma ética que não se verga aos valores da mera aquisição material e que mantém a idéia de probidade e de serviço à comunidade &#8211; da qual o equilíbrio é decisivo para o nosso bem estar e da nossa família; a avaliação dos políticos não pelas obras grandiosas que realiza &#8211; coisa de eleitor subdesenvolvido deslumbrado &#8211; mas pelo quanto este gastou em educação, primeira medida para qualquer nação chegar aos índices sociais, políticos e econômicos modernos; a realização de uma ampla reforma agrária, a fim induzir a inclusão social; o desenvolvimento econômico e políticas públicas vigorosas de distribuição de renda &#8211; ou alguém aí conhece um outro ente que opere a distribuição de renda que não o Estado ? &#8211; e uma maior participação organizada de nossa sociedade, seja através de ONGS., movimentos populares, igrejas, associações ou sindicatos. O Brasil não pode ser refém ou se fazer de vítima do seu passado. Nossa história foi, de fato, de exploração. Mas isto, longe de ser um fator de desânimo, deve constituir um incentivo a mais para que façamos as reformas transformadoras que os nossos antepassados não operaram &#8211; ou operaram apenas parcialmente. O Brasil vive hoje um momento de ajuste de contas com a sua História. As eleições municipais que se aproximam jogam um papel fundamental nesse processo. Cabe a cada um de nós, eleitores, decidirmos se queremos fazer do nosso voto um tributo à nossa complexa história ou se queremos fazer dele um instrumento para o acerto de contas com ela.</p>
<p><strong>André Azevedo</strong> &#8211; Professor de História da UERJ. Doutor em História Social da Cultura pela PUC-RJ.</p>
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		<title>Falando com os Filhos sobre Dinheiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 May 2019 14:31:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crianças]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O modo como cada um de nós lida com as finanças reflete nossas emoções, ambições, valores e sentimentos de autoestima. Não por acaso a vida financeira das pessoas conta quase tudo sobre o modo como elas veem a si e aos outros. O fato é que construímos as bases de nossa relação com o dinheiro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O modo como cada um de nós lida com as finanças reflete nossas emoções, ambições, valores e sentimentos de autoestima. Não por acaso a vida financeira das pessoas conta quase tudo sobre o modo como elas veem a si e aos outros.</p>
<p>O fato é que construímos as bases de nossa relação com o dinheiro até por volta dos&nbsp;cinco anos de idade. Atitudes que funcionaram na infância e levaram-nos a conseguir os resultados desejados foram, em boa parte, os responsáveis pela formação da mentalidade financeira que temos hoje.</p>
<p>Não é difícil, por exemplo, reconhecer em adultos mimados, que se comportam como se o mundo inteiro lhes devesse os favores de repetidos empréstimos a fundos perdidos, traços egocêntricos da criança que cresceu sem que ninguém impusesse limites ao seus desejos. Evidente que nada é tão definitivo em relação&nbsp;à falta de jeito para lidar com as finanças que não se possa, no decorrer da vida, consertar e aprender. Mas o ideal é receber, ainda criança, educação em relação ao dinheiro.</p>
<p>O problema é que como parte do carrossel de malefícios alimentado pelo período de inflação, ficou a ausência de uma educação financeira sólida na formação de muitos de nós. E, porque não aprendemos, precisamos agora esforçarmo-nos em dobro para ensiná-la a nossos filhos.</p>
<p><strong>Cássia D´Aquino</strong> &#8211; Bacharel em História com pós-graduação em Ciência Política. Criadora e coordenadora do Programa de Educação Financeira em diversas escolas em São Paulo. Criadora e coordenadora do website www.educfinanceira.com.br</p>
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		<title>O que torna um Casal Feliz?</title>
		<link>https://cadadia.net/o-que-torna-um-casal-feliz/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2019 16:20:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É difícil isolar os fatores que tornam um casal feliz. Mas como você reage com seu cônjuge em três áreas básicas e como seu parceiro reage com você determina o nível de felicidade. Essas áreas são: 1ª) Suas expectativas para o futuro; 2ª) modos de comunicação e 3ª) como tomam decisões e resolvem seus desacordos. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É difícil isolar os fatores que tornam um casal feliz. Mas como você reage com seu cônjuge em três áreas básicas e como seu parceiro reage com você determina o nível de felicidade. Essas áreas são: 1ª) Suas expectativas para o futuro; 2ª) modos de comunicação e 3ª) como tomam decisões e resolvem seus desacordos.</p>
<p>Expectativas. É importante que o casal exponha desde cedo suas expectativas no casamento. Quão bem marido e mulher se darão no futuro será determinado pela boa compreensão das expectativas e sua concordância antecipada sobre elas. Quando os esposos concordam entre si, podem confiantemente formular planos para o futuro, um fazendo determinado trabalho e o cônjuge realizando outro. No final, o casal colherá resultados mutuamente satisfatórios por causa dos esforços combinados. Se um deseja uma casa térrea e seu cônjuge um sobrado de estilo colonial, logo estarão se desentendendo.</p>
<p>Suas expectativas usualmente se centralizam em cinco áreas básicas: (a) como você quer ser tratado; (b) suas ideias sobre como seu cônjuge quer ser tratado; (c) quais, pensa você, são suas responsabilidades e direitos; (d) quais, você entende, são as responsabilidades e direitos de seu cônjuge; e (e) o que espera do casamento com o decorrer dos anos. Alguns casais jovens negam ter tais expectativas ou pensam que podem mudá-las para ajustar-se a qualquer situação que surgir. Mas as expectativas não podem ser alteradas tão facilmente. Elas se acumulam com os anos e se tornam parte intrínseca do casal. Mudá-las seria extremamente difícil. Suas expectativas fazem parte da vida do casal como o ato de respirar. Do mesmo modo que você não está consciente das ações de inalar e exalar, também não reconhece o quão profundamente suas expectativas estão arraigadas em seu íntimo. Quanto mais mudanças se fizerem necessárias, tanto mais difíceis serão elas. O casamento que requer o mínimo de mudança no que diz respeito a dinheiro, vida social e religião é o que mais probabilidade tem de ser bem-sucedido. O casamento que requer o máximo de mudanças entre pessoas de heranças culturais muito diferentes é o que tem maior probabilidade de fracassar.</p>
<p>É importante, então, clarificar todas as expectativas antes do casamento, discutindo-as aberta e honestamente. Se houver conflito, o casal precisará descobrir um meio de alterá-las, aceitá-las ou abandoná-las. A posição que alguns tomam nesse ponto — meu modo é a maneira certa de fazer as coisas &#8211; precisa ser descartada. Marido e mulher precisam reconhecer que há diversos modos de executar quaisquer tarefas. Obviamente, quanto mais claras as expectativas antes do casamento, menos esclarecimentos se farão necessários após ele. Qualquer que seja a tentativa, nunca será possível ao casal prevê-las todas. Muitos ajustes vão se seguir. Mas casamento é assim: tomar dois sistemas familiares diferentes de pensar, sentir e comportar-se e lutar para combiná-los num relacionamento harmonioso. Comunicação. Se você e seu cônjuge querem aprender como se darem bem, precisam desenvolver um sistema de comunicação de modo que cada um compreenda como o outro sente sobre cada questão. Idealmente, marido e mulher deviam ser capazes de discutir qualquer assunto de interesse ou preocupação para eles. Mas os casais descobrem depressa que certos assuntos criam medo, ansiedade, dúvida ou raiva. Contudo, quanto menos desses assuntos incluírem na discussão, tanto mais satisfatória sua comunicação será. Quando as emoções são submetidas à discussão, podem ser analisadas e vistas pelo que são: sentimentos. Sentimentos não são maus em si. Caracterizam-se por sua natureza passageira, e não seríamos humanos sem eles. A questão pertinente é: “É apropriado expressar estes sentimentos agora?”</p>
<p>Eis algumas diretrizes para expressar os sentimentos de modo adequado:</p>
<p>1. Falem sem raiva ou hostilidade. Baixem a voz em vez de levantá-la.<br />
2. Sejam claros e específicos. Pensem ao falar, e digam claramente o que querem dizer.<br />
3. Sejam positivos e apreciativos. Nada de buscarem faltas, culpar ou julgar.<br />
4. Sejam corteses e respeitosos mesmo quando não concordem entre si.<br />
5. Percebam as necessidades e sentimentos um do outro.</p>
<p>Agora algumas diretrizes para se tornarem bons ouvinte:</p>
<p>1. Demonstrem interesse um pelo outro. Mantenham bom contato visual e respondam com um sorriso ou meneio da cabeça.<br />
2. Usem frases apropriadas para mostrar acordo, interesse ou compreensão.<br />
3. Formulem bem perguntas que demostrem interesse e encorajamento para falar.<br />
4. Quando pensarem que vocês acabaram de ouvir, ouçam 30 segundos mais. Recomendo que todos os recém-casados deixem de comprar um aparelho de TV durante seu primeiro ano de casados. A TV rouba-lhes horas que poderiam ser gastas em boa comunicação. Quando isso acontece, perde-se algo do relacionamento.É essencial que marido e mulher se harmonizem durante o primeiro ano, para formar um laço de intimidade através de boa comunicação.</p>
<p>Obtendo decisões e resolvendo desavenças. Antes do casamento, o par provavelmente não se imaginava resmungando e argumentando. Eles podem ter visto seus pais fazerem isso, mas provavelmente disseram que quando se casassem, nunca o fariam. E quanto mais jovem o casal é, mais teriam esperado resolver cada problema futuro de maneira alegre e gentil.</p>
<p>Todavia, ao entrarem na rotina da vida de casados, terão constantemente de tomar decisões concernentes às rotinas diárias e objetivos principais. Toda vez que tomam uma decisão, estão estabelecendo uma norma para o futuro. Em outras palavras, quando encontram de novo em situação de tomar a mesma decisão, não repetirão as negociações costumeiras. Provavelmente dependerão da resolução já feita.</p>
<p>Mas como as decisões devem ser feitas? Tomará um a decisão e tentará persuadir o outro? Um deles sempre terá de ceder? Recém-casados chocam-se às vezes ao descobrir que é absolutamente básico para seu relacionamento expressar seus sentimentos em voz alta ao tomarem uma decisão. A menos que cada um se exprima, nunca entenderão o porquê da discórdia e os sentimentos a ela atrelados.</p>
<p>Não é o desacordo, mas o precedente que estabelecem durante as primeiras semanas ou meses que é importante! Eis alguns pontos a ser lembrados:</p>
<p>1. Estejam prontos para discutir qualquer problema.<br />
2. Tentem resolver diferenças sem concluir que um está certo e o outro errado.<br />
3. Evitem explosões de raiva. Explodir raramente produz resultados positivos. Raiva quase sempre surge quando nossa estima própria é ameaçada. Em vez de raiva, quão melhor é reconhecer por que se está irado e procurar descobrir por que acha que precisa defender-se com tanta veemência. Ao passo que gestos românticos e palavras amorosas aumentam o depósito em seu banco de amor, explosões de ira o diminuem.</p>
<p>Vejam que sua conta não se esgote.</p>
<p><strong>Nancy Van Pelt</strong> &#8211;  Profissional de vida familiar e escreveu 22 livros. Seu livro mais recente é Highly Effective Marriage.<br />
O endereço da Sra. Van Pelt: 493 Timmy Avenue; Clovis, Califórnia 93612-0740; EUA.<br />
E-mail: vanpelt5@juno.com Seu web site: heartnhome.com</p>
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		<title>1º de Maio &#8211; Dia do Mundial do Trabalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2019 14:44:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação e Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época. Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.</p>
<p>Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias.</p>
<p>Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.</p>
<p>Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de maio foi instituído como o Dia</p>
<p>Mundial do Trabalho.<br />
Fonte: IBGE / Ministério do Trabalho</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Chicago, maio de 1886 </strong></p>
<p>O retrocesso vivido nestes primórdios do século XXI remete-nos diretamente aos piores momentos dos primórdios do Modo de Produção Capitalista, quando ainda eram comuns práticas ainda mais selvagens. Não apenas se buscava a extração da mais-valia, através de baixos salários, mas até mesmo a saúde física e mental dos trabalhadores estava comprometida por jornadas que se estendiam até 17 horas diárias, prática comum nas indústrias da Europa e dos Estados Unidos no final do século XVIII e durante o século XIX. Férias, descanso semanal e aposentadoria não existiam. Para se protegerem em momentos difíceis, os trabalhadores inventavam vários tipos de organização – como as caixas de auxílio mútuo, precursoras dos primeiros sindicatos.</p>
<p>Com as primeiras organizações, surgiram também as campanhas e mobilizações reivindicando maiores salários e redução da jornada de trabalho. Greves, nem sempre pacíficas, explodiam por todo o mundo industrializado. Chicago, um dos principais polos industriais norte-americanos, também era um dos grandes centros sindicais. Duas importantes organizações lideravam os trabalhadores e dirigiam as manifestações em todo o país: a AFL (Federação Americana de Trabalho) e a Knights of Labor (Cavaleiros do Trabalho). As organizações, sindicatos e associações que surgiam eram formadas principalmente por trabalhadores de tendências políticas socialistas, anarquistas e socialdemocratas. Em 1886, Chicago foi palco de uma intensa greve operária. À época, Chicago não era apenas o centro da máfia e do crime organizado era também o centro do anarquismo na América do Norte, com importantes jornais operários como o Arbeiter Zeitung e o Verboten, dirigidos respectivamente por August Spies e Michel Schwab.</p>
<p>Como já se tornou praxe, os jornais patronais chamavam os líderes operários de cafajestes, preguiçosos e canalhas que buscavam criar desordens. Uma passeata pacífica, composta de trabalhadores, desempregados e familiares silenciou momentaneamente tais críticas, embora com resultados trágicos no pequeno prazo. No alto dos edifícios e nas esquinas estava posicionada a repressão policial. A manifestação terminou com um ardente comício.</p>
<p style="text-align: center;">Manifestações do Primeiro de Maio de 1886</p>
<p>No dia 3, a greve continuava em muitos estabelecimentos. Diante da fábrica McCormick Harvester, a polícia disparou contra um grupo de operários, matando seis, deixando 50 feridos e centenas presos. Spies convocou os trabalhadores para uma concentração na tarde do dia 4. O ambiente era de revolta apesar dos líderes pedirem calma.</p>
<p>Os oradores se revezavam; Spies, Parsons e Sam Fieldem, pediram a união e a continuidade do movimento. No final da manifestação um grupo de 180 policiais atacou os manifestantes, espancando-os e pisoteando-os. Uma bomba estourou no meio dos guardas, uns 60 foram feridos e vários morreram. Reforços chegaram e começaram a atirar em todas as direções. Centenas de pessoas de todas as idades morreram.</p>
<p>A repressão foi aumentando num crescendo sem fim: decretou-se “Estado de Sítio” e proibição de sair às ruas. Milhares de trabalhadores foram presos, muitas sedes de sindicatos incendiadas, criminosos e gângsteres pagos pelos patrões invadiram casas de trabalhadores, espancando-os e destruindo seus pertences.</p>
<p>A justiça burguesa levou a julgamento os líderes do movimento, August Spies, Sam Fieldem, Oscar Neeb, Adolph Fischer, Michel Shwab, Louis Lingg e Georg Engel. O julgamento começou dia 21 de junho e desenrolou-se rapidamente. Provas e testemunhas foram inventadas. A sentença foi lida dia 9 de outubro, no qual Parsons, Engel, Fischer, Lingg, Spies foram condenados à morte na forca; Fieldem e Schwab, à prisão perpétua e Neeb a quinze anos de prisão.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Spies fez a sua última defesa:</strong></p>
<p>Se com o nosso enforcamento vocês pensam em destruir o movimento operário &#8211; este movimento de milhões de seres humilhados, que sofrem na pobreza e na miséria esperam a redenção – se esta é sua opinião, enforquem-nos. Aqui terão apagado uma faísca, mas lá e acolá, atrás e na frente de vocês, em todas as partes, as chamas crescerão. É um fogo subterrâneo e vocês não poderão apagá-lo!</p>
<p>Parsons também fez um discurso:</p>
<p>Arrebenta a tua necessidade e o teu medo de ser escravo, o pão é a liberdade, a liberdade é o pão. Fez um relato da ação dos trabalhadores, desmascarando a farsa dos patrões com minúcias e falou de seus ideais:</p>
<p>A propriedade das máquinas como privilégio de uns poucos é o que combatemos, o monopólio das mesmas, eis aquilo contra o que lutamos. Nós desejamos que todas as forças da natureza, que todas as forças sociais, que essa força gigantesca, produto do trabalho e da inteligência das gerações passadas, sejam postas à disposição do homem, submetidas ao homem para sempre. Este e não outro é o objetivo do socialismo.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Mártires de Chicago: Parsons, Engel, Spies e Fischer foram enforcados, Lingg (ao centro) suicidou-se na prisão.</strong></p>
<p>No dia 11 de novembro, Spies, Engel, Fischer e Parsons foram levados para o pátio da prisão e executados. Lingg não estava entre eles, pois se suicidou. Seis anos depois, o governo de Illinois, pressionado pelas ondas de protesto contra a iniquidade do processo, anulou a sentença e libertou os três sobreviventes.</p>
<p>Em 1888 quando a AFL realizou o seu congresso, surgiu a proposta para realizar nova greve geral em 1º de maio de 1890, a fim de se estender a jornada de 8 horas às zonas que ainda não haviam conquistado.</p>
<p>No centenário do início da Revolução Francesa, em 14 de julho de 1889, reuniu-se em Paris um congresso operário marxista. Os delegados representavam três milhões de trabalhadores. Esse congresso marca a fundação da Segunda Internacional. Nele Herr Marx expulsou os anarquistas, cortou o braço esquerdo do movimento operário num momento em que a concordância entre todos os socialistas, comunistas e anarquistas residia na meta: chegada a uma sociedade sem classes, sem exploração, justa, fraterna e feliz. Os meios a empregar-se para atingir aquele objetivo constituíam os principais pontos de discordância: Herr Marx, com toda a sua genialidade incontestável, levou adiante a tese de que somente através de uma “Ditadura do Proletariado” se poderia ter os meios necessários à abolição da sociedade de classes, da exploração do homem pelo homem. Mikhail Bakunin, radical libertário, contrapondo-se a Marx, criou a nova máxima: “Não se chega à Luz através das Trevas.” Segundo o Anarquista russo, deve-se buscar uma sociedade feliz, sem classes, sem exploração e sem “ditadura” intermediária de espécie alguma! A tendência majoritária do Congresso ficou em torno de Herr Marx e os Anarquistas foram, vale repetir, expulsos. Muitos têm apontado nesta ruptura de 1890 os motivos do fracasso do socialismo dito “real”: enfatizou-se mais do que o necessário a questão da “ditadura” e o “proletariado” acabou esquecido. A própria China de hoje (2004) é disso exemplo: uma pequenina casta de empresários lidera ditatorialmente uma nação equalizada à força aproximando perigosamente aquela tendência do neoliberalismo&#8230;</p>
<p>Fechando este parêntese que já vai longo, voltemos à reunião do Congresso Operário de 1890: na hora da votar as resoluções, o belga Raymond Lavigne encaminhou uma proposta de organizar uma grande manifestação internacional, ao mesmo tempo, com data fixa, em todas os países e cidades pela redução da jornada de trabalho para 8 horas e aplicação de outras resoluções do Congresso Internacional. Como nos Estados Unidos já havia sido marcada para o dia 1º de maio de 1890 uma manifestação similar, manteve-se o dia para todos os países.</p>
<p>No segundo Congresso da Segunda Internacional em Bruxelas, de 16 a 23 de setembro de 1891, foi feito um balanço do movimento de 1890 e no final desse encontro foi aprovada a resolução histórica: tornar o 1º de maio como um dia de festa dos trabalhadores de todos os países, durante o qual os trabalhadores devem manifestar os objetivos comuns de suas reivindicações, bem como sua solidariedade.</p>
<p>Como vemos, a greve de 1º de maio de 1886 em Chicago, nos Estados Unidos, não foi um fato histórico isolado na luta dos trabalhadores, ela representou o desenrolar de um longo processo de luta em várias partes do mundo que, já no século XIX, acumulavam várias experiências no campo do enfrentamento entre o capital (trabalho morto apropriado por poucos) versus trabalho (seres humanos vivos, que amam, desejam, constroem e sonham!).</p>
<p>O incipiente movimento operário que nascera com a revolução industrial, começava a atentar para a importância da internacionalização da luta dos trabalhadores. O próprio massacre ao movimento grevista de Chicago não foi o primeiro, mas passou a simbolizar a luta pela igualdade, pelo fim da exploração e das injustiças.</p>
<p>Muitos foram os que tombaram na luta por mundo melhor, do massacre de Chicago aos dias de hoje, um longo caminho de lutas históricas foi percorrido. Os tempos atuais são difíceis para os trabalhadores, a nova revolução tecnológica criou uma instabilidade maior, jornadas mais longas com salários mais baixos, cresceu o número de seres humanos capazes de trabalhar, porém para a nova ordem eles são descartáveis. Essa é a modernidade neoliberal, a realidade do século que iniciamos, a distância parece pequena em comparação com a infância do capitalismo, parecemos muito mais próximos dela do que da pseudo racionalidade neoliberal, que muitos ideólogos querem fazer crer.</p>
<p>A realidade nos mostra a face cruel do capital, a produção capitalista continua a fazer apelo ao trabalho infantil, somente na Ásia, seriam 146 milhões nas fábricas, e segundo as Nações Unidas, um milhão de crianças são lançadas no comércio sexual a cada ano!</p>
<p>A situação da classe trabalhadora não é fácil; nesse período houve avanços, mas a nova revolução tecnológica do final do século XX trouxe à tona novamente questões que pareciam adormecidas. Tal qual no final do século XIX,&nbsp;ampliando as dificuldades ao trabalho, principalmente em face de uma crise de desemprego crescente, e simplificando cada vez mais a vida da camada patronal. Neste sentido, naturalmente, a reflexão das lutas históricas passadas torna-se essencialmente importante, como aprendizagem para as lutas atuais.</p>
<p>www.culturabrasil.org</p>
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		<title>Visão Científica e conceito de neutralidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Apr 2019 18:34:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Para Pensar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Modernamente, têm-se tornado cada vez mais popular, a ideia de que a ciência e Deus são vertentes do pensamento completamente opostas entre si. Sob esta ótica, criou-se no mundo, e até mesmo entre os confessos cristãos, certa percepção de que a visão cientifica, seria uma visão mais correta do mundo. Tais conclusões são um tanto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Modernamente, têm-se tornado cada vez mais popular, a ideia de que a ciência e Deus são vertentes do pensamento completamente opostas entre si. Sob esta ótica, criou-se no mundo, e até mesmo entre os confessos cristãos, certa percepção de que a visão cientifica, seria uma visão mais correta do mundo. Tais conclusões são um tanto precipitadas quando analisadas friamente.</p>
<p>A ciência, como construção humana, é calcada em uma série de experiências cognitivas, ou seja, vivenciadas pelo próprio homem, fazendo com que ela mesma, esteja impregnada de uma visão humana do mundo.</p>
<p>Em outras palavras, é como se o homem construísse um óculos para enxergar melhor o mundo que o rodeia, mas usasse em suas lentes o revestimento de uma película vermelha. Deste modo, não importa quão azul esteja o céu, o observador sempre verá uma tonalidade avermelhada quando o focar com o auxílio deste instrumento.</p>
<p>Neste sentido, um dos grandes equívocos na comparação, entre o foco cientifico e o foco teológico é a ideia de que a ciência é neutra e imparcial. Muito pelo contrário, sendo a ciência um instrumento humano, de compreensão do mundo, esta se encontra impregnada de ideologias e é constantemente utilizada para defender as posições mais antagônicas possíveis.</p>
<p>Os contrários a esta visão argumentam que paira nesta constatação uma confusão entre a ciência e as conclusões formuladas pelos cientistas. Argumentam ainda, que a ciência quando aplicada de modo puro apresenta resultados neutros e que são as conclusões dos interpretes destes resultados que podem estar impregnadas de ideologias. Não nos parece lógica tal afirmativa quando se parte de um raciocínio despido de ideologias.</p>
<p>A palavra ideologia significa sistema de ideias ou sistema de formação de ideias ou ideais (AURÉLIO, 2002). Embora exista uma série de definições sobre o que venha a ser ciência, de certa forma paira um consenso de que a ciência envolve uma série de conhecimentos aplicados com uma finalidade: a finalidade de conhecer algo.</p>
<p>Neste sentido, a ciência, enquanto construção humana, pode ser entendida como um sistema de construção de ideias. Mas a própria afirmação de que a ciência seria um sistema de construção de ideias neutras, apresenta em si embutida um sistema de ideias previamente concebidas: a ideia da neutralidade e da imparcialidade.</p>
<p>Pode-se perceber, portanto, que ideia de ciência, enquanto método imparcial de conhecimento e entendimento do mundo se encontra completamente contaminada pela presença de um sistema de ideias previamente concebidas, ou seja, uma ideologia.</p>
<p>Neste ponto, perde força o argumento de que a Teologia seria inferior na sua capacidade de buscar a verdade, uma vez que ambas se encontram no mesmo patamar hierárquico, por partirem de um pressuposto de ideias previamente concebidas.</p>
<p>Enquanto uma (a ciência), parte de uma ideologia (sistema de ideias) calcadas no pressuposto da neutralidade, a outra, formula suas conclusões calcadas no sistema de ideias que permeiam o conceito de Deus, como um ser real, supremo, onipotente, onipresente e onisciente.</p>
<p>Parece desanimador aos céticos, ateus e agnósticos que passaram toda a sua vida refutando a ideia de um Deus pessoal supremo, julgando-as por demais ideológicas. Mal sabiam que se basearam, ao longo de toda a vida, em um pressuposto tão ideológico quanto.</p>
<p>Neste ponto e exatamente neste ponto se insere a importância de nossa fé, pois ela será a medida exata de quão real, acreditamos ser a nossa ideologia, ou nosso sistema de ideias sobre Deus. Por mais incompleto que ele seja, dada nossas limitações enquanto seres humanos pecadores, é esse conjunto de pressupostos que nos habilitará a receber a graça Divina.</p>
<p><strong>Robson Monteiro dos Santos</strong> &#8211; Geógrafo com mestrado em Engenharia Ambiental pela UERJ.</p>
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		<title>A Contemporaneidade da Ética e da Política</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Apr 2019 15:39:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação e Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A escolha do tema em apreço pode expressar vários tipos abordagens de tratamentos. Primeiramente, pode-se enfatizar o sentido cronológico, que poderia sugerir a atualidade do debate a respeito do inter-relacionamento entre a ética e a política, enquanto desafio e problema para quem se debruça hoje sobre essa temática a partir de uma reflexão filosófica. De [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A escolha do tema em apreço pode expressar vários tipos abordagens de tratamentos. Primeiramente, pode-se enfatizar o sentido cronológico, que poderia sugerir a atualidade do debate a respeito do inter-relacionamento entre a ética e a política, enquanto desafio e problema para quem se debruça hoje sobre essa temática a partir de uma reflexão filosófica. De outro lado, também poder-se-ia defender a tese de que a ética e a política estão de tal maneira imbricadas que esta não poderia ser pensada sem aquela. Tal assertiva encontra fundamentação no sentido etimológico de ambas. Basta lembrar a posição de Platão e, sobretudo, a de Aristóteles discorrendo sobre essa temática de maneira a que ambas estejam imbricadas, já que ethos, traduzido por costume, somente existe no viver-junto numa comunidade, isto é, na polis. Se formos consultar um bom dicionário grego, deparar-nos-emos com uma gama muito ampla de significações de polis, completamente distintas daquelas que os sociólogos atribuem à cidade enquanto espaço urbano em oposição ao campo enquanto extensão rural.</p>
<p>Por isso, não é sem razão que Aristóteles coloca o tratado da Política como que uma continuação ou um complemento das suas três éticas. Por fim, podemos interpretar A contemporaneidade da ética e da política” no sentido de que pensadores e seus escritos, embora se situem em épocas cronológica e geograficamente distantes, podem tornar-se nossos interlocutores, portanto nossos contemporâneos.</p>
<p>A esse respeito Ricoeur dá-nos uma lição permanentemente atual. Lendo seus escritos, verificamos que quase toda a história do pensamento filosófico ocidental é profundamente estudada e mobilizada com o objetivo de responder aos desafios e aos imperativos dos tempos atuais. Ele se apropria da obra dos filósofos mais antigos como possuidores de uma verdadeira reserva de sentido, tornando-os nossos contemporâneos. A seguinte afirmação o demonstra de maneira clara: A filosofia grega está conosco muna proximidade que não possuem a economia ou a política gregas, tornadas obsoletas” ( in DOSSE, 1997, p. 699).</p>
<p>Podemos encontrar na Bíblia, em particular nos breves escritos do profeta Amós, bem como no Código de Hamurabi ou na Tábua de Lei de Moisés certas ordenações e advertências com respeito ao comportamento dos governantes e dos súditos, de palpitante atualidade. À guisa de exemplificação, vale a pena refletir um pouco sobre alguns mandamentos da Tábua de Moisés a fim de constatar a atualidade ou contemporaneidade da relação entre a ética e a política ou da religião: com a política. Tendo descido do monte Sinai, Moisés apresenta ao povo uma série de preceitos religiosos e morais, reunidos sob a denominação de Decálogo. Vejamos algumas ordenações muito atuais no que concerne ao comportamento individual e social no campo político e religioso. Da primeira, “Não tomar o nome de Deus em vão, fomos testemunhas nas recentes eleições municipais Candidatos, cabos eleitorais e outros, apelando para Deus e para a Bíblia, com o objetivo de angariarem votos e chegarem ao poder. Exemplos mais dramáticos e mais desumanos estão sendo dados por Bush e Sharon ao invocarem, explícita ou implicitamente, o nome de Deus para justificar a guerra. God save América. O livro Em nome de Deus demonstra com vasta documentação o uso indevido do nome de Deus com o objetivo de justificar crimes os mais hediondos contra povos indefesos.</p>
<p>Lembremos ainda outros três mandamentos, muito atuais: Não matarás&#8230; Não roubarás&#8230; Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo&#8230; para constatar a atualidade dessas ordenações em nossa cidade, no Brasil e no mundo. Podemos ainda observar, de certa forma, como o Nome de Deus é tomado em vão pela presença do crucifixo nas paredes dos bancos e dos tribunais de justiça bem como pelo uso da expressão Deus seja louvado, gravada no dólar (uma afronta e um escárnio) e nas notas do real. Se lembrarmos que Jesus Cristo usou o chicote para expulsar os vendilhões do templo, penso que, se viesse ao mundo hoje, certamente teria idêntica atitude face aos lucros astronômicos do setor financeiro e em face de certas injustiças praticadas nos tribunais.</p>
<p><strong>Alírio Lorezon</strong> &#8211; Professor universitário de Filosofia.</p>
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		<title>Dez dicas para combinar crianças e casamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Apr 2019 14:25:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crianças]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Filhos, casa, trabalho, saúde, aparência, dinheiro, gatos, cachorros&#8230; No nosso dia-a-dia corrido, somos obrigados a cuidar de tanta coisa, que a coisa mais fácil do mundo é a gente se distanciar do parceiro. “Afinal, ele (ou ela) já não é grandinho o bastante para tomar conta de si próprio?”, pensamos aliviados de poder descartar pelo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Filhos, casa, trabalho, saúde, aparência, dinheiro, gatos, cachorros&#8230; No nosso dia-a-dia corrido, somos obrigados a cuidar de tanta coisa, que a coisa mais fácil do mundo é a gente se distanciar do parceiro. “Afinal, ele (ou ela) já não é grandinho o bastante para tomar conta de si próprio?”, pensamos aliviados de poder descartar pelo menos isto da nossa lista de preocupações.</p>
<p>Mas a verdade é que dedicar energia ao seu parceiro não é só um compromisso a mais que você adiciona à sua já longa lista de “coisas para fazer”. Ao contrário, isto vai nutrir você e tornar a relação de vocês dois mais profunda e significativa.</p>
<p>Construir uma parceria mais amorosa começa com pequenas e simples mudanças de atitude:</p>
<p>1. Quando as crianças são pequenas, fica mesmo muito mais difícil nutrir a relação. Nestas horas, lembre-se sempre de que a parceria de vocês é de longo prazo. O tempo de curtir a vida a dois vai chegar sim.</p>
<p>2. Conversem, sempre, muito, honesta e diretamente. E-mails, bilhetes, mensagens na secretária telefônica, vale tudo.</p>
<p>3. Tirem a TV da vida e da frente de vocês – sem brincadeira. Vários casais que atendi contaram que quando conseguiram se livrar daquela rotina passiva dominada pela TV, finalmente passaram a prestar mais atenção um no outro. É verdade, o cotidiano da maioria dos casais é mais ou menos assim: as crianças finalmente dormiram; vocês estão exaustos e parece muito mais fácil vegetar diante do aparelho de televisão do que realmente tentar se relacionar com a pessoa que está ao seu lado. Mas acredite, seu casamento vai florescer se você usar estes momentos de quietude para simplesmente estar junto do seu parceiro, em vez de tentar arranjar distração na TV.</p>
<p>4. Se vocês já compartilham um hobby ou têm um interesse em comum considerem-se abençoados. Se não, arranjem um, rápido. E aí, consigam um tempo na agenda para fazer esta atividade juntos. Uma amiga da minha filha contou que ela sabe quando seus pais estão brigados um com o outro quando eles deixam de jogar tênis juntos.</p>
<p>5. Dedique um tempo na agenda para marcar “encontros” com seu parceiro para vocês discutirem objetivos comuns e sonhos. Não chame estes “encontros” de “tempinho” ou “namoro” ou “saída”. Quando o cotidiano aperta, parece muito mais fácil desmarcar uma “saidinha para espairecer” do que reagendar um “encontro” marcado e sacramentado nas agendas de um e outro.</p>
<p>6. Você lembra da emoção que sentiu quando viu seu parceiro pela primeira vez? Vamos, faça um esforço para recuperar aquela sensação de euforia que tomou conta de você quando deu de cara com aquela extraordinária criatura que acabava de encontrar. Alimente-se deste pensamento, sobretudo naqueles momentos chatos, como as filas intermináveis no banco ou as horas em que você fica preso no trânsito. Guarde este sentimento como um tesouro e use-o sempre que você precisar de uma “inspiração amorosa”.</p>
<p>7. Exercite a arte da tolerância. Meu marido, por exemplo, é um mestre nisto. Raramente ele me critica – e acredite-me, tenho uma porção de aspectos criticáveis. Se você precisar mesmo fazer uma crítica, faça-o com carinho.</p>
<p>8. Nenhuma família é perfeita e todas as famílias têm dificuldades. Talvez você tenha que lidar com coisas difíceis como ter parentes morando junto com vocês, dívidas sufocantes, doenças ou desemprego. Mas é durante estes tempos muito duros que vocês dois podem crescer, juntos. Seja cuidadoso com as acusações e seja sempre&nbsp;amoroso.</p>
<p>9. Mostrem aos seus filhos que vocês dois se apreciam e se respeitam. Pequenos elogios ajudam: Que delícia de café o papai fez, hein? Ou Vocês precisavam ver a mamãe correndo no parque hoje. Superou todos os seus tempos! Ou, ainda, “Que bom que você conseguiu chegar a tempo do jantar mesmo com o dia corrido que você teve!”</p>
<p>10. Se vocês são religiosos ou compartilham algum sentimento mais espiritual, que tal começar o dia com uma pequena prece? Na verdade, pode ser qualquer coisa, um movimento de reverência ou de agradecimento pelo dia que inicia. Se as manhãs são corridas, faça à noite. Conheço um casal que toda noite faz meditação junto. Segundo eles, é seu grande momento de “estar um com o outro” verdadeiramente, além de uma maneira harmoniosa e tranquilizadora de terminar o dia.</p>
<p><strong>Mimi Doe</strong> &#8211; Mestre em educação fundadora do site Spiritual Parenting.com e também autora de diversos livros vencedores de diversos prêmios nos Estados Unidos.</p>
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		<title>A Crise dos Parentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Apr 2019 16:17:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Problemas com sogros estão no topo das áreas difíceis para recém-casados. Mais que qualquer outro problema, desacordos sobre sogros afetam os primeiros anos da vida de casados. Os pais têm dificuldade de se desligar dos filhos dos quais cuidaram por tanto tempo. Durante as primeiras semanas e meses do casamento, os pais de ambos os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Problemas com sogros estão no topo das áreas difíceis para recém-casados. Mais que qualquer outro problema, desacordos sobre sogros afetam os primeiros anos da vida de casados.</p>
<p>Os pais têm dificuldade de se desligar dos filhos dos quais cuidaram por tanto tempo. Durante as primeiras semanas e meses do casamento, os pais de ambos os lados perscrutam a nova adição à família e julgam-na por suas próprias normas. Os estudos mostram que a mãe do marido cria os maiores problemas porque ela se identifica mais de perto com o papel de mãe. Ela pode ser crítica sobre como outra mulher desempenha o papel que ela exerceu tão bem durante anos.</p>
<p>Algumas sugestões úteis ao casal:</p>
<p>1. Estabeleçam sua própria casa depois do casamento. Não morem com os pais, nem mesmo temporariamente. É impossível desenvolver intimidade na casa de outros, mesmo quando prometem não interferir. Viver com os pais faz o casal sentir que ainda não amadureceu e acharem-se restringidos em muitas áreas. Sua vida sexual será afetada.</p>
<p>2. Esforcem-se para estabelecer um bom relacionamento com seus sogros. O marido poderia enviar um buquê de flores à sua sogra no dia de seu aniversário. Uma nora enviaria à sua sogra um presente no Dia das Mães. Convide-os para jantar ou leve-os a um restaurante. As recompensas podem ser grandes. Se o par tratar seus sogros como amigos, descobrirão que esses farão o mesmo.</p>
<p>3. Aceitem os sogros como são. Marido e mulher gostariam de poder mudá-los um pouco, eles também poderiam sentir-se no direito de fazer o mesmo. Deem-se lhes tempo para se ajustarem a vocês e à perda de seu filho ou filha.</p>
<p>Nunca, nunca, nunca…</p>
<p>• discutam as faltas de seu cônjuge com os pais;<br />
• tratem suas famílias como modelos para seu cônjuge;<br />
• não deem conselho a seus sogros a menos que peçam;<br />
• façam de uma visita à casa deles como sendo suas férias;<br />
• não ameacem “ir para a casa da mamãe”.</p>
<p>Quando visitarem os sogros, façam-no com brevidade. Se eles derem conselhos, aceitem-nos graciosamente. Se lhes cabem, usem-nos. Se não, ignorem-nos. Entrem no casamento com uma atitude positiva para com seus sogros. Resolvam desfrutar sua nova família.</p>
<p>A última palavra</p>
<p>Harry e eu tivemos numerosos problemas em nossos primeiros anos. Embora não fôssemos adolescentes, éramos jovens, ingênuos e crus quanto às disciplinas da vida de casados. Procuramos resolver nossos problemas por nós mesmos, mas não íamos muito bem.</p>
<p>Frequentávamos a igreja fielmente, tínhamos culto de família com as crianças e fazíamos todas as boas coisas que se esperam de um cristão. Mas as coisas não melhoravam. Não fosse por nossa fé nesse ponto, podíamos ter desanimado, imaginando que o que tínhamos juntos não valia a pena salvar; que talvez fosse melhor nos separar e não atormentar um ao outro por mais tempo.</p>
<p>A fé cristã na qual tínhamos sido criados nos segurou com tenacidade. Hoje estamos mais fortes do que nunca no amor do Senhor e no amor de um pelo outro, o que nos ajudou a vencer as dificuldades. E aprendemos a extrair de nosso casamento o que nele tínhamos investido.</p>
<p>Um casamento bem-sucedido requer coragem, determinação, humildade e senso de humor! Se vocês puderem rir de seus erros, o Céu promete uma turma de limpeza para varrer os destroços e dar a seu casamento uma nova partida.</p>
<p><strong>Nancy Van Pelt</strong> &#8211; Profissional de vida familiar e escreveu 22 livros. Seu livro mais recente é Highly Effective Marriage.</p>
<p>Endereço da Sra. Van Pelt:<br />
493 Timmy Avenue; Clovis, Califórnia 93612-0740; EUA.<br />
E-mail: vanpelt5@juno.com Seu web site: heartnhome.com</p>
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		<title>Pequena consideração sobre a felicidade.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Mar 2019 18:30:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Para Pensar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Felicidade. Muito se fala sobre ela. As canções estão permeadas de ideias sobre o que é ser feliz, sobre a busca para se estar feliz. Mas o que é felicidade? No dicionário encontramos a seguinte definição para felicidade: qualidade ou estado do feliz, ventura, bom êxito. E o feliz? O que seria uma qualidade ou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Felicidade. Muito se fala sobre ela. As canções estão permeadas de ideias sobre o que é ser feliz, sobre a busca para se estar feliz. Mas o que é felicidade?</p>
<p>No dicionário encontramos a seguinte definição para felicidade: qualidade ou estado do feliz, ventura, bom êxito. E o feliz? O que seria uma qualidade ou estado para tal? Do dicionário vem a resposta: favorecido pela boa sorte, ditoso, satisfeito. Como boa curiosa que sou, continuei pesquisando, boa sorte eu sei o que é, ditoso então é: quem tem dita, feliz, venturoso. Quem tem dita: quem tem sorte, está satisfeito. E por último, que está satisfeito: contente, que satisfez-se. Então ainda não é o fim, o que seria quem se satisfez? Quem alcançou o que queria, não deixando nada a desejar, o suficiente, aquilo com que se contenta.</p>
<p>Se a felicidade fosse apenas um jogo pelo melhor significado da palavra, acredito que a vida nos pareceria mais simples de ser vivida. A felicidade está muito além de um jogo de palavras, desde o momento que nascemos começamos a buscá-la. E muitos, infeliz e insatisfatoriamente nunca a encontram. Como se felicidade fosse sinônimo daquele pote repleto de ouro no final da arco-íris. Ou o cantarolar daquele velho samba-canção: “Tristeza não tem fim, felicidade, sim&#8230;”</p>
<p>Definir exatamente o ser feliz, ou o que é felicidade, torna-se então, uma tarefa quase impossível pois pra cada um, dentro do seu contexto, reside a felicidade. O que o torna feliz. Em linguagem bem acessível, felicidade é um sentimento e cada um só sabe o que é quando o sente.</p>
<p>Pelas respostas colocadas percebemos, que temos percorrido caminhos para encontra a tal felicidade.</p>
<p>Destacarei então três ideias importantes nesse caminhar através da felicidade.</p>
<p><strong>Estar bem consigo mesmo.</strong></p>
<p>Não importam os modismos, o numerário da conta bancária, o ter ou não ter, mas, importa sim, seu senso de valor. O quanto você sabe que é importante, o quanto sabe que faz algo bem; mesmo havendo crítica, ou indisposição contra. O estar bem consigo mesmo, leva ao realizar, realizar os sonhos, construir o que se deseja. E, claro, não desistir no meio do caminho. Batalhar. Perseverar em sua busca. Sem no entanto querer alcançar tudo de uma só vez. Pequenos alvos, estabelecendo metas, a curto, médio e longo prazo.</p>
<p>Dentro deste conceito viria a ideia de aprender a desestressar, ou ainda, ter o poder de resolver os problemas, e se não for possível deixá-los no trabalho e não levar para casa e vice-versa. Manter a sanidade mental a qualquer preço. Muito da infelicidade é fruto da nossa imaginação, do excesso de ansiedade e da busca por metas inatingíveis.</p>
<p>Outro ponto a ser destacado na busca pela felicidade, é o <strong>Bem Estar Social.</strong> Ouvimos há muito o conceito de que “homem nenhum é um ilha.” Para se ser feliz, ou estar feliz é necessário uma vida social. A família, os amigos, o encontro entre pessoas. Realizar trocas, ouvir, falar quando necessário, repartir. De que adianta conquistar o que se deseja e não ter com quem repartir? Que utilidade teria, estar feliz e não dividir a felicidade?  Não importa se com irmão, amigo, marido; repartir o seu momento de felicidade, só multiplica o seu bem-estar. E embora possa ser considerado por muitos como algo arriscado podendo esbarrar na inveja de alguém, não custa da próxima vez que se sentir feliz, se atrever a visitar um bom amigo para contar, ou ligar para alguém para festejar junto.</p>
<p>E a última coisa que eu destacaria considerando-a na verdade como a mais importante, para se estar feliz, precisa-se do <strong>Senso do Sagrado, do Divino.</strong> Precisa-se mesmo reconhecer que há alguém maior regendo o universo; que nada acontece por acaso e que a fé pode resolver muitos problemas. Independente da crença, religião ou o que se professe é necessário reconhecermos nossa pequenez diante de alguns fatos da vida e confiarmos que há um Deus que conhece todas as respostas e que as conhecendo, opera para nossa felicidade.</p>
<p>Bibliografia:<br />
Dicionário Michaelis,<br />
O preço da felicidade – Valdecir Lima, CPB – 2002<br />
Revista Seleções set.2005 pp.</p>
<p><strong>Verônica Bareicha &#8211; </strong>Escritora, Pós-graduação em Mercado Editorial pela PUC-Rio, formada em Letras pelo UNASP-EC. Atua como editora e revisora de textos.</p>
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		<title>Muito mais do que o ouro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Mar 2019 18:09:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pastoral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os jogos olímpicos restabelecidos na época contemporânea, gozam de grande prestígio internacional. Bilhões de pessoas acompanham com extremado interesse o esforço feito pelos atletas que buscam ultrapassar as limitações impostas pelo físico. O centenário lema dos jogos, em latim “Sítius – Altius – Fortius”, ou seja, mais rápido, mais alto, mais forte, promete que há [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os jogos olímpicos restabelecidos na época contemporânea, gozam de grande prestígio internacional. Bilhões de pessoas acompanham com extremado interesse o esforço feito pelos atletas que buscam ultrapassar as limitações impostas pelo físico. O centenário lema dos jogos, em latim “Sítius – Altius – Fortius”, ou seja, mais rápido, mais alto, mais forte, promete que há sempre grande recompensa e júbilo para os campeões em todas as modalidades ao buscarem a excelência. A realização desses jogos sistematizados na Grécia, envolve despesas fabulosas.</p>
<p>A origem das competições atléticas que deram surgimento às modalidades de esporte hoje praticadas, se acha envolta na névoa da antiguidade. Evidências arqueológicas demonstram que já eram realizadas no décimo terceiro século antes de Cristo, embora os gregos considerem o tempo de sua primeira olimpíada em 776 A.C. como a data inicial dessas competições.</p>
<p>Revela-nos a História que era extremamente rigoroso o treinamento dos atletas que participavam nesses jogos. Alimentavam-se e se exercitavam de acordo com regras muito severas. Usavam toda habilidade e vigor adquiridos como resultado do seu intenso treinamento. Para ter alguma chance de vitória, o atleta que competia tinha que aprender a dominar seus desejos e apetites para ser capaz de fazer com que o corpo respondesse imediatamente às ordens da mente. Os clássicos gregos refletiam o ideal de mente sã em corpo são, conceito hoje validado por pesquisas científicas.</p>
<p>Exigia-se o domínio próprio em todas as coisas, não apenas naquelas obviamente nocivas, mas até sobre aquelas não prejudiciais em si mesmas. Tudo o que pudesse debilitar o corpo devia ser dispensado. Assim, a vitória surgia como resultado da disciplina e do esforço e por isso mesmo, os vencedores eram festejados diante dos jovens como heróis, favorecidos dos deuses, dignos de imitação.</p>
<p>Os esportes eram vistos como algo capaz de substituir atividades prejudiciais a que se inclinam com facilidade os jovens. Eram um substituto aos estímulos a uma vida desenfreada ou às complacências exageradas.</p>
<p>Como quase tudo nesta vida se nivela por baixo, também alguns dos elevados ideais olímpicos se perderam. Apesar dos esforços para se resgatar a tradição da antiguidade, as modernas olimpíadas não passam de metáfora das competições do passado. As exigências oriundas de uma preparação para os jogos olímpicos eram reveladoras das reservas morais dos membros de uma geração que, ao lado dos decadentes, demonstrava a aceitação voluntária de princípios éticos e a exaltação de valores morais.</p>
<p><strong>No Estádio e na vida.</strong></p>
<p>O que se vê, muitas vezes hoje é o contrário. Atletas, mesmo entre os profissionais são reprovados nos exames antidoping, pelo uso de anabolizantes e de drogas capazes de potencializar a capacidade física. Medalhas são cassadas, títulos anulados, reputações enxovalhadas. Estrelas do atletismo mundial como Ben Johnson, Maradona, Cannígia e tantos outros, enquanto no mundo inteiro se desenvolve uma verdadeira cruzada contra a sedução das liberdades ilusórias e das falsas perspectivas de felicidades prometidas pelas drogas, sucumbem como vítimas do mal que deviam combater.</p>
<p>Profissional ou amador, o atleta tem influência positiva ou negativa. &nbsp;Não pertence a si mesmo ao se tornar um herói, mas responde diante de Deus pelo seu desempenho. Portanto, com o aprimoramento físico, impõe-se a educação social, moral e a formação do caráter. Independente da vitória, isolada ou da equipe, há outro fator valioso: a promoção de uma antropologia cristã. A formação do caráter é infinitamente&nbsp; mais importante do que a conquista de todas as medalhas de ouro de todas as olimpíadas.</p>
<p>A preocupação com o aspecto físico predomina hoje sobre os aspectos moral e espiritual. O treinamento do espírito deveria corresponder ao treinamento físico. A força física não é mais importante do que a força do caráter. A exuberante força física de Sansão não impediu sua ruína diante dos filisteus. Os jovens precisam saber que a permissividade não é o topo da civilização. Não chegarão a ele os que se entregam ao desregramento moral, mas os que disciplinam o espírito e exercitam o domínio próprio.</p>
<p>São Paulo cita o exemplo das competições nos estádios para estimular os cristãos a serem fiéis ao Evangelho: “Não sabem vocês que os que correm no estádio, todos, na verdade correm, mas um só leva o prêmio? Corram de tal maneira que o alcancem. Todo atleta em tudo se domina; aqueles para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, a incorruptível.” (I Co. 9:24, 25). Muito mais do que entretenimento, esses dias de Olimpíada nos oferecem a oportunidade de refletir sobre o verdadeiro significado da vida cristã.</p>
<p><strong>Marcos Osmar Schultz</strong> – Pastor</p>
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		<title>Escola, Professores e Racismo</title>
		<link>https://cadadia.net/escola-professores-e-racismo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Mar 2019 15:35:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação e Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Roseane Souza de Queirós, 8 anos, tem os cabelos lisos e claros, mas queria que eles fossem trançados e escuros como os da colega de sala de aula Juliana Francisca de Souza Claudino, uma garota negra também de 8 anos. Um dia, apareceu com o mesmo penteado afro. A atitude de Roseane surpreende. É muito, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Roseane Souza de Queirós, 8 anos, tem os cabelos lisos e claros, mas queria que eles fossem trançados e escuros como os da colega de sala de aula Juliana Francisca de Souza Claudino, uma garota negra também de 8 anos. Um dia, apareceu com o mesmo penteado afro. A atitude de Roseane surpreende. É muito, muito mais comum a criança negra desejar se parecer com a maioria dos heróis dos contos de fadas europeus, com as modelos estampadas em revistas e jornais e com os colegas que recebem maior atenção em sala, todos brancos e loiros. As duas meninas participam sistematicamente de discussões e projetos antirracistas na Escola Classe 16, no Gama (DF). O desejo de Roseane é um exemplo concreto de que é possível combater na escola preconceitos e estereótipos enraizados.</p>
<p>E prova, de acordo com especialistas, que uma das saídas para o fim das desigualdades educacionais do Brasil está em enfrentar as desigualdades raciais que estão presentes, sim, no ambiente escolar. Quer ver como? A começar pelo currículo. A história e a cultura negras têm pouco ou nenhum destaque, diferentemente da cultura europeia. Em um país com 44% de população afrodescendente, quantas pessoas conhecem a rainha Nzinga, líder da libertação do reino africano Ndongo em 1660, ou Dandara, guerreira do Quilombo dos Palmares, ao lado de Zumbi?</p>
<p>Outro dado: a participação das crianças negras na última série do Ensino Médio representa a metade da registrada na 4ª série. Já os brancos somam 44% dos alunos da 4ª série, mas totalizam 76% na 3ª série do Ensino Médio. Mais: a escolaridade média de um negro com 25 anos gira em torno de 6,1 anos. Um branco da mesma idade tem cerca de 8,4 anos de estudo. Dessa maneira, é possível concluir que crianças negras, como Juliana, enfrentam muitos obstáculos para permanecer na escola. E, sem dúvida, está nas mãos dos professores o futuro delas como alunas e cidadãs, defensoras de seus direitos.</p>
<p>Portanto, eis uma demanda urgente para você: ampliar a discussão e os projetos pedagógicos que privilegiem a igualdade racial. Desde maio, com a aprovação da Lei nº 10.639, é obrigatório o ensino de história da África e da cultura afro-brasileira em todas as escolas de Ensino Fundamental e Médio. Para ajudá-lo a se adequar, mostramos os principais erros e acertos sobre as questões raciais e projetos pedagógicos que valem como inspiração para trabalhar o assunto em novembro, mês de comemoração da consciência negra, e durante o ano todo.</p>
<p>Passado e presente de discriminação</p>
<p>Uma boa medida para entender o impacto do preconceito e da discriminação na vida escolar é analisar a biografia de professores negros. Quem é a professora de Juliana e Roseane, que conseguiu ampliar padrões de beleza na sala de aula?</p>
<p>Marizeth Ribeiro da Costa de Miranda, 39 anos, escolheu a profissão movida por suas experiências pessoais de racismo na escola e fora dela. Dois momentos são extremamente marcantes na trajetória de estudante de Marizeth: um passeio de coleira pelos corredores da escola (um colega quis reproduzir uma imagem de escravos mostrada no livro de História) e o tapa que levou de uma professora, quando conversava com uma colega branca na sala de aula. Somente Marizeth foi repreendida. Precisei de muita força para não desistir dos estudos. Mas segui minha vida escolar calada, afirma.</p>
<p>O silêncio é uma constante nas relações raciais. De forma consciente, como fez Marizeth, ou inconsciente, como agem os que não sabem lidar com o assunto. Desse modo, tornou-se natural tratar a história do negro apenas na perspectiva da escravidão e aceitar padrões estéticos e culturais de uma suposta superioridade branca. Sobre isso, disse o líder negro americano Martin Luther King (1929-1968): Temos de nos arrepender nessa geração não tanto pelas más ações das pessoas más, mas pelo silêncio assustador das pessoas boas.</p>
<p>O relato de vida de professores negros foi tema de um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais. As histórias que fazem parte da pesquisa se confundem em muitos pontos. Apelidos, xingamentos e discriminações são experiências vividas por todos os entrevistados. Todos deixaram por algum período a escola, seja por problemas financeiros, seja por falta de motivação. As singularidades estão expressas na forma como cada um reagiu ao preconceito e à discriminação racial e nos processos pelos quais, gradativamente, chegaram a perceber a condição do negro no Brasil, conta Patrícia Santana, professora responsável pela pesquisa.</p>
<p>A cultura negra em sala de aula</p>
<p>ERROS</p>
<p>Abordar a história dos negros a partir da escravidão.</p>
<p>Apresentar o continente africano cheio de estereótipos, como o exotismo dos animais selvagens, a miséria e as doenças, como a AIDS.</p>
<p>Pensar que o trabalho sobre a questão racial deve ser feito somente por professores negros para alunos negros.</p>
<p>Acreditar no mito da democracia racial.</p>
<p>ACERTOS</p>
<p>Aprofundar-se nas causas e consequências da dispersão dos africanos pelo mundo e abordar a história da África antes da escravidão.</p>
<p>Enfocar as contribuições dos africanos para o desenvolvimento da humanidade e as figuras ilustres que se destacaram nas lutas em favor do povo negro.</p>
<p>A questão racial é assunto de todos e deve ser conduzida para a reeducação das relações entre descendentes de africanos, de europeus e de outros povos.</p>
<p>Reconhecer a existência do racismo no Brasil e a necessidade de valorização e respeito aos negros e à cultura africana.</p>
<p>http://revistaescola.abril.com.br</p>
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		<item>
		<title>Divórcio faz mal a nossos Filhos</title>
		<link>https://cadadia.net/divorcio-faz-mal-nossos-filhos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Mar 2019 16:11:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estatísticas de vários países apontam para o fato de que um em cada dois casamentos contraídos hoje terminarão em divórcio. Não existem, até o momento, dados brasileiros, mas imagina-se que estamos próximos disso. Relativamente incomuns até os anos 50, o número de divórcios começou a crescer nos anos 60 e principalmente a partir da década [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estatísticas de vários países apontam para o fato de que um em cada dois casamentos contraídos hoje terminarão em divórcio. Não existem, até o momento, dados brasileiros, mas imagina-se que estamos próximos disso. Relativamente incomuns até os anos 50, o número de divórcios começou a crescer nos anos 60 e principalmente a partir da década de 70. Há várias explicações sobre esse fenômeno, mas parece claro que as pessoas passaram a pensar mais na própria felicidade e realização afetiva e menos nas regras sociais. Homens e mulheres estão mais abertos a questionar as estruturas sociais e religiosas que exigiam casamento eterno, e as razões anteriormente aceitas para a separação, como crueldade, violência, adultério, não são mais necessárias: basta que os casais percebam que não existe mais amor suficiente para mantê-los juntos.</p>
<p>Entre as diferentes preocupações que psicólogos e psiquiatras têm sobre esse assunto estão a saúde mental e o bem-estar psicológico de filhos de pais separados. De fato, problemas dessa natureza ocorrem em aproximadamente 30 a 40% das crianças, três vezes mais do que acontece quando os pais que vivem juntos.</p>
<p>Uma análise superficial poderia indicar que a separação em si é um mal para os filhos. Mas as coisas não são tão simples assim. Vários estudos têm demonstrado que crianças que presenciam uma relação conflituosa entre seus pais, seja por um casamento silencioso, sem diálogo, ou com brigas e agressões constantes, têm mais problemas de ajustamento do que os filhos de pais separados. Sendo assim, manter um casamento falido por causa dos filhos pode implicar consequências piores do que uma separação.</p>
<p><strong>Problemas mais frequentes:</strong></p>
<p>Certos fatores influenciam a ocorrência de questões complicadas na vida das crianças cujos pais se separaram. Conheça alguns deles:<br />
Pouco contato com o pai/mãe que não tem a custódia dos filhos. Um estudo americano mostrou que 50% dos que moravam com a mãe não tinham contato com seu pai há pelo menos um ano.</p>
<p>Apenas 17% das crianças viam o pai no mínimo uma vez por semana.</p>
<p>Meninos que mantêm pouco contato com o pai podem crescer menos competitivos, menos interessados em esportes, mais dependentes e medrosos e mais agressivos.</p>
<p>Meninas sem contato com o pai tendem a apresentar dificuldades no desenvolvimento da sexualidade e no modo de se relacionar com adultos do sexo masculino.</p>
<p>A falta de apoio do ex-marido. Estudos revelam que uma das melhores pistas para prever um ajustamento satisfatório das crianças após o divórcio é um bom diálogo entre seus pais. Mais do que isso, mães que recebem pouco apoio emocional e econômico de seus ex-maridos têm menos ferramentas para cuidar de seus filhos de forma tranquila, aumentando a insegurança das crianças (na medida em que ela própria se sente extremamente insegura).</p>
<p>Outros fatores, como alcoolismo ou dependência de drogas, doenças mentais graves, pais violentos ou que abusam de seus filhos, influenciam igualmente o desenvolvimento psicológico dos pequenos, mas lidar bem com a separação é, certamente, um caminho para um amadurecimento saudável.</p>
<p>O divórcio, portanto, não significa, por si só, um indutor de problemas ou riscos. Muito mais importantes são a qualidade e a intensidade da relação afetiva entre pais e filhos, geralmente resultantes de um adequado entendimento e respeito do ex-casal.</p>
<p><strong>Esclareça algumas de suas dúvidas:</strong></p>
<p>Embora não existam receitas pré-fabricadas e cada família deva buscar sua forma de lidar com a separação, algumas questões práticas merecem ser esclarecidas.</p>
<p><strong>É possível obrigar o pai a estar presente quando ele não quer? </strong></p>
<p>Insistir para que um pai veja o filho sem que ele o deseje é inútil e poderá levá-lo a afastar-se ainda mais ou adotar uma presença exclusivamente formal. É preciso que ambos &#8211; pai e mãe &#8211; compreendam que a criança não será a única beneficiada com esse contato. Manter o pai informado sobre suas atividades e possíveis dificuldades, por meio de fotos, cópias do boletim, festas, reuniões da escola, facilita a proximidade entre eles.</p>
<p><strong>É possível eleger um tio, avô ou outro homem como figura paterna?</strong></p>
<p>Quando a ausência do pai é inevitável, muitas vezes as mães até conseguem ser pai e mãe ao mesmo tempo, mas isso não é suficiente, além de sobrecarregá-las. O contato com pessoas do sexo masculino (avós, tios, amigos da família) que possam desenvolver uma relação carinhosa e de confiança com a criança pode oferecer modelos de afeto importantes, suprindo, em parte, a ausência do pai e fazendo com que a mãe se sinta mais apoiada.</p>
<p><strong>Para compensar a carência do pai ou da mãe deve-se deixar a criança fazer de tudo? </strong></p>
<p>Essa atitude pode ser uma armadilha para todos. O pai &#8211; ou a mãe &#8211; que se transforma na fonte da resposta positiva para todos os desejos, da liberdade de deixar fazer o que o outro proibiu rapidamente ficará desacreditado. O ideal é que os pais conversem a sós &#8211; longe da criança &#8211; e estabeleçam regras comuns. Afinal, os papéis de pai e mãe não se perdem numa separação, e, quanto mais coerentes eles forem, melhor o filho reconhecerá a manutenção e estabilidade desses papéis. Lembre-se de que a palavra disciplina deve ter o sentido de educar, instruir, e não servir como um exercício de força e agressividade contra o outro.</p>
<p><strong>Filhos são o reflexo de nosso comportamento:</strong></p>
<p>Ouvir os filhos e ser capaz de perceber suas necessidades é fundamental. Crianças também aprendem por imitação. Tendem a repetir o comportamento dos adultos e percebem rapidamente como lidamos com nossos próprios conflitos, responsabilidades e relações. Por isso, preservar o respeito é fundamental: pelo ex-marido, pela ex-mulher e pelos filhos individualmente. Eles são pessoas em formação, muitas vezes diferentes dos pais e, portanto, incapazes de suprir suas expectativas.</p>
<p>Além da liberdade excessiva, fuja de atitudes inadequadas à adaptação ao divórcio:</p>
<p>Não transforme seus filhos em pequenos adultos dando-lhes tarefas que estão acima de sua capacidade, como cozinhar ou assumir afazeres domésticos complicados.</p>
<p>A criança mais velha não deve ser alçada ao posto de corresponsável, ou até totalmente responsável, pelo filho menor quando a mãe tiver de sair.</p>
<p>Evite discutir a fundo problemas financeiros, pessoais ou brigar na presença dos filhos.</p>
<p>Procure não comentar com eles intimidades afetivas e sexuais com novo (a) namorado (a).</p>
<p><strong>Namorar não é pecado!</strong></p>
<p>Depois do divórcio, sair com outras pessoas e ter novos namorados é legítimo e natural. Afinal, a vida pode ser bela! Todos têm o direito de recomeçar, entretanto é preciso delicadeza no trato com os filhos, ainda abalados pela separação. A obrigação dos pais é atravessar esse momento com tranquilidade e equilíbrio, evitando passar por cima das dificuldades das crianças, também legítimas e naturais.</p>
<p>Mentir dizendo que vai à igreja (às 10 da noite?) ou à casa de uma amiga (tão perfumada e de roupa nova?) não dá certo. Os pequenos logo percebem e sentem-se logrados. O fato de sair e ter um (a) novo (a) namorado (a) deve ser dito aos filhos de maneira clara, mas sempre se lembrando de assegurá-los de que suas necessidades afetivas não serão negligenciadas.</p>
<p>Cuidado com o encantamento inicial de um novo relacionamento ou com as grandes paixões. Isso pode levar as crianças a ter a falsa ideia de estarem atrapalhando, roubando o tempo que você teria disponível para o (a) novo (a) parceiro (a).</p>
<p>Vá com calma na convivência. Evite que o (a) novo (a) namorado (a) vire membro efetivo da família cedo demais, transformando-o (a) em figura permanente nas atividades das crianças. Elas podem precisar de mais tempo para assimilar a nova situação.</p>
<p>Um envolvimento muito rápido pode violar a privacidade de seus filhos. Mesmo que a inclusão do (a) novo (a) parceiro (a) já seja possível, mãe e pai devem ter períodos de exclusiva intimidade com os filhos.</p>
<p>A maioria das crianças se adapta ao divórcio dos pais e evolui bem, desde que as condições básicas sejam oferecidas. Crianças e adolescentes têm problemas e nem tudo é culpa daquele seu ex-marido inútil, de sua ex-mulher irresponsável.</p>
<p>Procurar ajuda é uma questão de bom senso e sensibilidade. No entanto, algumas mudanças de comportamento nas crianças são bons indícios de que está na hora de ouvir os conselhos de um profissional. Entre esses sinais estão: o decréscimo acentuado no rendimento escolar; agressividade física ou verbal com irmãos, outras crianças, adultos ou animais; depressão ou verbalização constante sobre a morte; comportamentos obsessivos como limpeza exagerada, checagens excessivas, necessidades repetidas de tocar várias vezes em objetos; alteração importante de peso ou do apetite para mais ou para menos.</p>
<p>A ocorrência de algum desses comportamentos é a senha de que seu filho não conseguiu assimilar e elaborar a nova condição familiar e, por isso, precisa de ajuda especializada. Muitas vezes a orientação dos pais por parte de um psicoterapeuta ou mediador evita alguns dos erros discutidos acima e, com isso, o sofrimento de todos os envolvidos. A separação é uma perda, a perda da unidade familiar, e sentir a dor dessa perda é necessário. Afinal, como sugere Mahoney, não há caminhos na vida sem problemas ou dor, existem perdas e dores muitas vezes necessárias.</p>
<p><strong>Táki Athanássios Cordás</strong>&nbsp;&#8211; Professor, Psiquiatra, doutor e mestre pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.</p>
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		<title>Inserir aquele que o Senhor não deletou</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Feb 2019 18:16:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Para Pensar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pode uma mulher esquecer seu bebê? Deixar de querer bem ao filho de suas entranhas? Mesmo que alguma esquecesse, eu não esqueceria ti. (Isaías 49:15). Na informática existem duas teclas do teclado que são muito utilizadas, uma é o Delete usada para apagar, representados no português pelo comando Excluir. A segunda tecla é o Insert [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pode uma mulher esquecer seu bebê? Deixar de querer bem ao filho de suas entranhas? Mesmo que alguma esquecesse, eu não esqueceria ti. (Isaías 49:15).</p>
<p>Na informática existem duas teclas do teclado que são muito utilizadas, uma é o Delete usada para apagar, representados no português pelo comando Excluir. A segunda tecla é o Insert representados nos programas com o comando “Inserir”. Na linguagem da informática Deletar é sempre apagar alguma coisa. Parece que na era da informática a sociedade aprendeu a usar mais&nbsp;o comando Excluir do que o Inserir.</p>
<p>A pior sensação que uma pessoa pode sentir é a da exclusão. A sensação de abandono nunca esteve tão presente como em nossos dias modernos. O contexto do versículo acima diz que Sião chorou ao se perceber em dificuldades, chegou a dizer que o Senhor a abandonou. Sião chorou como a criança abandonada pela mãe, como um pai que não consegue o alimento para o filho. É horrível sentir-se esquecido.</p>
<p>Em nossa sociedade há pessoas que foram esquecidas, não por Deus. Muitos estão sendo deletados por pessoas que dizem que elas não existem. Os que admitem a sua existência negam o seu direito de viver, se esquecem que o nosso Senhor Jesus não as Deletou.</p>
<p>Esses esquecidos são os excluídos que estão em situação tão desagradável que nos levam a alguns questionamentos: Quem são os excluídos? Isso nós já sabemos. Por que estão nesta situação? Quem os Deletou? Isso nós também sabemos, mas não queremos acreditar. Não assumimos que, se estão nesta situação, é por causa de todos nós.</p>
<p>A questão agora não é mais quem foram os culpados, e sim o que pode ser feito para mudar a situação? Todos os que não fazem nada para a transformação passam a ser cúmplices.</p>
<p>Nossos governantes fizeram pior do que os esquecer: os deletaram. Mas há entre nós aqueles que são sinais de Deus no mundo e não conseguem excluir, no entanto são a minoria e tentam de todo custo mobilizar a todos para a transformação.</p>
<p>Esta transformação vem Daquele que não deletou, mas que os inseriu no mundo. Deus ama a todas as pessoas. Ele é Pai de todos. Disso não podemos duvidar nunca. Nem queremos duvidar.</p>
<p>Mas há situações em que a gente fica perplexo. Como é que Deus permite que tanta gente seja deletada assim? Creio que toda esta tamanha diferença, a situação dos pobres, o mal e tantas outras injustiças mostram que o projeto de Deus para nossa sociedade foi abandonado.</p>
<p>Como desprezar uma vida? Como desprezar um filho de Deus? Como desprezar quem tem os mesmos desejos de vida e de amor? Como desprezar quem tem no coração os mesmos sentimentos de paz e felicidade?</p>
<p>Creio que para transformar o mundo devemos rever nossos conceitos e inserir aquele que o Senhor não deletou, porque para Deus não há excluídos. Todos são amados do mesmo jeito. Todos são convidados a participar do banquete da Vida abundante.</p>
<p>É necessário que todos nós vejamos a necessidade de retornar ao caminho do bem, ao caminho proposto por Jesus. Que cada um reconheça que devemos dar um Del no sofrimento de tantos irmãos, excluídos dos bens fundamentais necessários à vida. É necessário formatar nossos conceitos e abrir um link para aqueles que Deus não esqueceu. Que Deus insira em nossos corações o desejo de excluir todo nosso egoísmo e falta de compaixão e o comando “SALVAR COMO” filhos de Deus seja uma nova janela para toda a vida*.</p>
<p>*No original: uma nova janela para o novo ano</p>
<p><strong>Ricardo M. Matioli</strong> &#8211; Reverendo e trabalha como missionário no Quênia.</p>
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		<title>Assédio moral ou Violência moral no trabalho</title>
		<link>https://cadadia.net/assedio-moral-ou-violencia-moral-no-trabalho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Feb 2019 15:29:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação e Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é assédio moral? Assédio moral ou Violência moral no trabalho não é um fenômeno novo. Pode-se dizer que ele é tão antigo quanto o trabalho. A novidade reside na intensificação, gravidade, amplitude e banalização do fenômeno e na abordagem que tenta estabelecer o nexo-causal com a organização do trabalho e tratá-lo como não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O que é assédio moral?</strong></p>
<p>Assédio moral ou Violência moral no trabalho não é um fenômeno novo. Pode-se dizer que ele é tão antigo quanto o trabalho.</p>
<p>A novidade reside na intensificação, gravidade, amplitude e banalização do fenômeno e na abordagem que tenta estabelecer o nexo-causal com a organização do trabalho e tratá-lo como não inerente ao trabalho. A reflexão e o debate sobre o tema são recentes no Brasil, tendo ganhado força após a divulgação da pesquisa brasileira realizada por Dra. Margarida Barreto. Tema da sua dissertação de Mestrado em Psicologia Social foi defendida em 22 de maio de 2000 na PUC/ SP, sob o título Uma jornada de humilhações.</p>
<p>A primeira matéria sobre a pesquisa brasileira saiu na Folha de São Paulo, no dia 25 de novembro de 2000, na coluna de Mônica Bérgamo. Desde então o tema tem tido presença constante nos jornais, revistas, rádio e televisão, em todo país. O assunto vem sendo discutido amplamente pela sociedade, em particular no movimento sindical e no âmbito do legislativo.</p>
<p>Em agosto do mesmo ano, foi publicado no Brasil o livro de Marie France Hirigoyen Harcèlement Moral: la violence perverse au quotidien. O livro foi traduzido pela Editora Bertrand Brasil, com o título Assédio moral: a violência perversa no cotidiano.</p>
<p>Atualmente existem mais de 80 projetos de lei em diferentes municípios do país. Vários projetos já foram aprovados e, entre eles, destacamos: São Paulo, Natal, Guarulhos, Iracemápolis, Bauru, Jaboticabal, Cascavel, Sidrolândia, Reserva do Iguaçu, Guararema, Campinas, entre outros. No âmbito estadual, o Rio de Janeiro, que, desde maio de 2002, condena esta prática. Existem projetos em tramitação nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraná, Bahia, entre outros. No âmbito federal, há propostas de alteração do Código Penal e outros projetos de lei.</p>
<p><strong>O que é humilhação?</strong></p>
<p>Conceito: É um sentimento de ser ofendido/a, menosprezado/a, rebaixado/a, inferiorizado/a, submetido/a, vexado/a, constrangido/a e ultrajado/a pelo outro/a. É sentir-se um ninguém, sem valor, inútil. Magoado/a, revoltado/a, perturbado/a, mortificado/a, traído/a, envergonhado/a, indignado/a e com raiva. A humilhação causa dor, tristeza e sofrimento.</p>
<p><strong>E o que é assédio moral no trabalho?</strong></p>
<p>É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.</p>
<p>Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados, associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, frequentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o pacto da tolerância e do silêncio no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, perdendo sua autoestima.</p>
<p>O desabrochar do individualismo reafirma o perfil do novo trabalhador: autônomo, flexível, capaz, competitivo, criativo, agressivo, qualificado e empregável. Estas habilidades o qualificam para a demanda do mercado que procura a excelência e saúde perfeita. Estar apto significa responsabilizar os trabalhadores pela formação/qualificação e culpabilizá-los pelo desemprego, aumento da pobreza urbana e miséria, desfocando a realidade e impondo aos trabalhadores um sofrimento perverso.</p>
<p>A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental*, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho.</p>
<p>A violência moral no trabalho constitui um fenômeno internacional segundo levantamento recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) com diversos paises desenvolvidos. A pesquisa aponta para distúrbios da saúde mental relacionado com as condições de trabalho em países como Finlândia, Alemanha, Reino Unido, Polônia e Estados Unidos. As perspectivas são sombrias para as duas próximas décadas, pois segundo a OIT e Organização Mundial da Saúde, estas serão as décadas do mal estar na globalização, onde predominará depressões, angustias e outros danos psíquicos, relacionados com as novas políticas de gestão na organização de trabalho e que estão vinculadas as políticas neoliberais.</p>
<p><strong>O que a vítima deve fazer?</strong></p>
<p>• Resistir: anotar com detalhes toda as humilhações sofrida (dia, mês, ano, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam, conteúdo da conversa e o que mais você achar necessário).</p>
<p>• Dar visibilidade, procurando a ajuda dos colegas, principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que já sofreram humilhações do agressor.</p>
<p>• Organizar. O apoio é fundamental dentro e fora da empresa.</p>
<p>• Evitar conversar com o agressor, sem testemunhas. Ir sempre com colega de trabalho ou representante sindical.</p>
<p>• Exigir por escrito, explicações do ato agressor e permanecer com cópia da carta enviada ao D.P. ou R.H e da eventual resposta do agressor. Se possível mandar sua carta registrada, por correio, guardando o recibo.</p>
<p>• Procurar seu sindicato e relatar o acontecido para diretores e outras instancias como: médicos ou advogados do sindicato assim como: Ministério Público, Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos e Conselho Regional de Medicina (ver Resolução do Conselho Federal de Medicina n.1488/98 sobre saúde do trabalhador).</p>
<p>• Recorrer ao Centro de Referencia em Saúde dos Trabalhadores e contar a humilhação sofrida ao médico, assistente social ou psicólogo.</p>
<p>• Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para recuperação da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania.</p>
<p><strong>Importante:</strong></p>
<p>Se você é testemunha de cena(s) de humilhação no trabalho supere seu medo, seja solidário com seu colega. Você poderá ser a próxima vítima e nesta hora o apoio dos seus colegas também será precioso. Não esqueça que o medo reforça o poder do agressor!</p>
<p><strong>Lembre-se:</strong></p>
<p>O assédio moral no trabalho não é um fato isolado, como vimos ele se baseia na repetição ao longo do tempo de práticas vexatórias e constrangedoras, explicitando a degradação deliberada das condições de trabalho num contexto de desemprego, dessindicalização e aumento da pobreza urbana. A batalha para recuperar a dignidade, a identidade, o respeito no trabalho e a autoestima, deve passar pela organização de forma coletiva através dos representantes dos trabalhadores do seu sindicato, das CIPAS, das organizações por local de trabalho (OLP), Comissões de Saúde e procura dos Centros de Referencia em Saúde dos Trabalhadores (CRST e CEREST), Comissão de Direitos Humanos e dos Núcleos de Promoção de Igualdade e Oportunidades e de Combate a Discriminação em matéria de Emprego e Profissão que existem nas Delegacias Regionais do Trabalho.</p>
<p>O basta à humilhação depende também da informação, organização e mobilização dos trabalhadores. Um ambiente de trabalho saudável é uma conquista diária possível na medida em que haja vigilância constante objetivando condições de trabalho dignas, baseadas no respeito ao outro como legítimo outro, no incentivo a criatividade, na cooperação.</p>
<p>O combate de forma eficaz ao assédio moral no trabalho exige a formação de um coletivo multidisciplinar, envolvendo diferentes atores sociais: sindicatos, advogados, médicos do trabalho e outros profissionais de saúde, sociólogos, antropólogos e grupos de reflexão sobre o assédio moral. Estes são passos iniciais para conquistarmos um ambiente de trabalho saneado de riscos e violências e que seja sinônimo de cidadania.</p>
<p>O Rio de Janeiro foi o primeiro estado a promulgar lei que veda o assédio moral.</p>
<p><b>Margarida Barreto</b> &#8211; Ginecologista e médico do trabalho, mestre em psicologia social (PUC-SP) com a tese “Uma Jornada de Humilhações)</p>
<p>www. assediomoral.org</p>
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		<title>Conhece os desenhos animados que as crianças veem?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Feb 2019 14:17:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crianças]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O desenho animado é um dos programas favoritos das crianças. Elas são capazes de passar horas e horas na frente da televisão acompanhando as mais divertidas e diferentes histórias. As opções são tão diversas &#8211; e cresceram ainda mais com a chegada dos canais a cabo &#8211; que grande parte dos pais e educadores não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O desenho animado é um dos programas favoritos das crianças. Elas são capazes de passar horas e horas na frente da televisão acompanhando as mais divertidas e diferentes histórias. As opções são tão diversas &#8211; e cresceram ainda mais com a chegada dos canais a cabo &#8211; que grande parte dos pais e educadores não consegue conhecer, acompanhar e avaliar toda a programação. Você, por exemplo, conhece Bing e Bong, dois seres extraterrestres, cujo passatempo favorito é percorrer o universo descobrindo novos mundos? Já ouviu falar no desenho Little Bill, que mostra o dia-a-dia de uma família negra? E nas aventuras da Mike, uma garota sofisticada de Nova Iorque que deixa sua cidade para viver em uma ilha isolada, habitada por esquisitos nativos?</p>
<p>Na verdade, estas são apenas três histórias. O site do Rio Mídia fez as contas e constatou que são exibidos aproximadamente 150 diferentes desenhos animados pelos canais da TV brasileira. O mais curioso é que a produção veiculada é 100% estrangeira. A única exceção fica por conta das histórias da Turma da Mônica, em cartaz no Cartoon Network, há pouco mais de três meses.</p>
<p>De acordo com a psicóloga Raquel Salgado, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), os pais devem se preocupar com o que os filhos assistem, no entanto, esta participação não deve se limitar apenas em definir o que eles podem ou não ver na TV. “É óbvio que nós adultos temos formas diferentes de olhar para um programa. Portanto, o mais importante é o diálogo entre pais e filhos, que possibilitará a troca de valores, de opiniões e de observações”.</p>
<p>Para favorecer e promover este diálogo, o site do Rio Mídia traz a sinopse de alguns desenhos animados da nova safra, veiculados pelas emissoras de canal aberto e fechado do Brasil. O internauta também confere o que especialistas da MULTIRIO levam em conta na hora de avaliar as animações. E em entrevista ao site a psicóloga Raquel Salgado faz uma análise sobre a relação entre as crianças e os cartoons.</p>
<p><strong>Raquel Salgado&nbsp;</strong>&#8211; Doutora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio),</p>
<p>www.multirio.rj.gov.br</p>
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		<title>O Eclipse do Pai</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Feb 2019 15:08:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A complexa divisão social do trabalho, a participação das mulheres na vida pública e sua dura crítica ao patriarcalismo, e ao machismo vigente, trouxeram uma crise à figura do pai. De certa forma surgiu uma sociedade sem pai ou do pai ausente. O eclipse da figura do pai, entretanto, desestabilizou a família tradicional. O aumento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A complexa divisão social do trabalho, a participação das mulheres na vida pública e sua dura crítica ao patriarcalismo, e ao machismo vigente, trouxeram uma crise à figura do pai. De certa forma surgiu uma sociedade sem pai ou do pai ausente. O eclipse da figura do pai, entretanto, desestabilizou a família tradicional. O aumento dos divórcios, importa reconhecer, acarretou consequências, por vezes, dramáticas. Estatísticas oficiais recentes nos Estados Unidos referem que 90% dos filhos fugidos de casa ou sem moradia fixa eram de famílias sem pai. Em 70%, a criminalidade juvenil provinha de famílias onde o pai era ausente. Oitenta e cinco por cento dos jovens em prisões cresceram em famílias sem pai e 63% de jovens suicidas tinham pais ausentes.</p>
<p>A falta da figura do pai desestrutura os filhos/filhas, tira-lhes o rumo da vida e debilita-lhes a vontade de assumir um projeto consistente de vida. Precisamos trazer de volta o pai.</p>
<p>Para resgatar a relevância da figura do pai, se faz importante distinguir entre os modelos de pai e o princípio antropológico do pai. Os modelos variam consoante os tempos e as culturas: o pai patriarcal, tirânico, participante, companheiro, amigo. O princípio antropológico do pai constitui estrutura permanente, imprescindível para o complexo processo de individuação humana. Em todos os modelos, age o princípio antropológico do pai, mas sem se exaurir em nenhum deles. A crise dos modelos libera o princípio paterno para novas expressões.</p>
<p>A tradição psicanalítica tirou a limpo a importância insubstituível do princípio antropológico do pai. A figura do pai é responsável pela primeira e necessária ruptura da intimidade mãe-filho/a e pela introdução do filho/a no mundo transpessoal, dos irmãos/irmãs, dos parentes e da sociedade.</p>
<p>Nesse outro mundo, vigem ordem, disciplina, autoridade e limites. As pessoas têm que trabalhar e realizar projetos. Em razão disso, devem ter coragem, mostrar segurança e disposição para fazer sacrifícios. Ora, o pai é a personificação simbólica dessas atitudes. É a ponte para o mundo transpessoal e social. Nessa travessia, a criança se orienta pelo pai-herói arquetípico, que sabe, pode e faz. Se lhe faltar essa referência, ela se sente insegura.</p>
<p>Pertence à figura do pai fazer compreender a diferença entre o mundo da família e o mundo social. Não há só aconchego, mas também trabalho, não só bondade mas também conflito, não apenas ganhos, mas também perdas. Se os programas de entretenimento da televisão exacerbam o desejo, fazendo crer que só o céu é o limite, cabe ao pai mostrar que em tudo há limite. Operar essa verdadeira pedagogia desconfortável, mas vital é atender ao chamado do princípio antropológico do pai, sem o que ele está prejudicando seu filho/filha, talvez de forma permanente.</p>
<p>A partir de uma figura de pai bem realizada, a criança pode elaborar uma imagem benfazeja de Deus-Pai. A despeito das dificuldades, nunca faltam figuras concretas de pais que conhecemos que se imunizaram da impregnação patriarcal e, dentro da complexa sociedade moderna, vivem dignamente, trabalham duro, cumprem seus deveres de pais, mostram responsabilidade e determinação. Dessa forma cumprem a função arquetípica e simbólica para com os filhos/as, função indispensável para que eles amadureçam o seu eu e, sem perplexidades e traumatismos, ingressem na vida autônoma, até serem pais e mães de si mesmos.</p>
<p>Autor Desconhecido</p>
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		<title>Um olhar para si mesmo.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Jan 2019 17:12:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pastoral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como é feliz a pessoa que teve os seus erros perdoados e ficou livre de ter que pagar as suas dívidas. Como é feliz o homem cujos pecados Deus perdoou; suas culpas foram apagadas e está livre de más intenções em seu coração. Salmo 32:1, 2. O sentimento de culpa é um mal que tem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Como é feliz a pessoa que teve os seus erros perdoados e ficou livre de ter que pagar as suas dívidas. Como é feliz o homem cujos pecados Deus perdoou; suas culpas foram apagadas e está livre de más intenções em seu coração. Salmo 32:1, 2.</p>
<p>O sentimento de culpa é um mal que tem prejudicado muito as relações familiares, profissionais, sociais e outras. Alguns se tornam agressivos, outros se isolam do mundo. Uns tendem a rebaixar os valores morais da religião e outros se entregam ao fanatismo, fazendo da mesma religião um grande e insuportável fardo.</p>
<p>A culpa pode ser uma forte razão para a infelicidade. Ela é mais que mera rejeição de um ato pecaminoso em função do conhecimento de uma lei moral. Ela faz com que o pecador sinta profunda tristeza e vergonha de si mesmo. Infelizmente não o leva a rejeitar apenas um ato, leva-o a rejeitar-se a si mesmo. A culpa surge quando uma conduta não se harmoniza com determinados valores, e se compreende pelo resultado de um conflito no tônus afetivo. Caracteriza-se pelo remorso em relação ao passado, bem como certo grau de ansiedade por indesejadas consequências no futuro. Isso compromete a paz, a alegria, o bem-estar&#8230;</p>
<p>Mas há uma solução eficaz para o coração que almeja uma resposta para as suas culpas. O Salvador Jesus disse: Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. (Mateus 11:28). E mais adiante também lemos: &#8230; e todo aquele que vier a Mim de maneira nenhuma lançarei fora. (Jo. 6:37). Ele deseja remover a culpa oferecendo o Seu perdão. Mas isso só é viável mediante o arrependimento e a confissão. (1º João 1:9-10). Portanto, a felicidade está ao alcance de todos, se tão somente puderem crer nEle.</p>
<p>Há quem lute contra a culpa procurando rebaixar os valores! Isso só funciona por algum tempo, mas nunca por todo o tempo. Porque, enganar-se a si mesmo não muda a realidade dos fatos e a cada lembrança da dívida retorna à culpa, o medo, a angústia. Por conta disso, só é feliz aquele cuja desobediência foi perdoada, cujo pecado já foi removido e está livre das más intenções em seu coração. (Salmo 32:1-2).</p>
<p><strong>Graciliano Martins</strong> &#8211; Pastor e Psicólogo.</p>
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		<title>A velhice nos tempos atuais</title>
		<link>https://cadadia.net/velhice-nos-tempos-atuais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jan 2019 14:09:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação e Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Refletindo sobre o tema proposto esta mesa: Encarando a velhice nos tempos atuais, optei por falar sobre a melhoria da qualidade de vida do idoso, apesar do preconceito, discriminação e isolamento da sociedade para com o idoso e, da velhice ser encarada como decadência, doença e peso social. Notamos felizmente um tênue movimento da sociedade [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Refletindo sobre o tema proposto esta mesa: Encarando a velhice nos tempos atuais, optei por falar sobre a melhoria da qualidade de vida do idoso, apesar do preconceito, discriminação e isolamento da sociedade para com o idoso e, da velhice ser encarada como decadência, doença e peso social.</p>
<p>Notamos felizmente um tênue movimento da sociedade para rever esta cegueira política em relação a esta fase da vida. Sabemos como nós, multiplicadores podemos criar, sempre a corrente de sensibilização, por um lado na estrutura social e por outro no idoso, pois este aceita passivamente esta relação. Neste processo, nós especialistas devemos ajudar a sociedade na quebra de preconceitos; na criação de novos conceitos; na importância de engajar o idoso através de sua sabedoria e experiência; dar apoio e incentivo através dos familiares e amigos e encorajar atitudes que esses pensam de que são capazes. Podemos também auxiliar os idosos, conscientizando-os de sua ampla responsabilidade pelo seu próprio envelhecimento: na importância de lutarem por um espaço nesta sociedade onde a valorização está no avanço tecnológico e no jovem.</p>
<p>Nas últimas décadas, houve uma mudança no quadro populacional; é notável um aumento da população idosa em todo o mundo. Em decorrência deste crescimento e sua demanda houve um avanço da ciência em relação à velhice contribuindo e muito para a melhoria da qualidade de vida para as pessoas que adentram esta fase. Na virada do século, a expectativa de vida se ampliou de 50 para 80/90 anos; isto significa que podemos viver 1/3 a mais. A duração máxima da vida atualmente é de cerca de 120 anos. Esta longevidade se deve a melhoria da qualidade das condições econômicas e sociais e ao aumento dos níveis gerais de higiene e saúde. Estima-se que até o ano 2025 ocorrerá um aumento de 30% na população de idosos.</p>
<p>O país-estado precisa urgentemente rever a sua postura com este ex-jovem participativo na engrenagem social. Para esse, a imagem da velhice ainda é associada ao sofrimento, à decadência, às doenças e às filas do INSS. Salvo ocorram profundas mudanças na política governamental tanto no que diz respeito à assistência médica quanto à previdência, ocorrerá forçosamente um agravamento das condições da previdência dando o aumento previsto da população idosa.</p>
<p>A nossa estrutura hospitalar está voltada para a população infantil. O modelo de previdência é inconsistente. As possíveis mudanças estruturais responderão pela melhoria da qualidade de vida da população, mas também, haverá necessidade de novos conceitos quanto à velhice, pois só esses, ancorados na moderna ciência do envelhecimento ajudarão a construir condições socioculturais favoráveis a uma boa velhice.</p>
<p>Mas felizmente já é possível identificar outro movimento expressivo e crescente dos próprios idosos, conscientes, atuantes, que não aceitam esta relação de total abandono, consequentemente não o contemplam tão passivamente. Com mais energia e disposição participam de pequenos grupos da vida familiar, da comunidade: e a sociedade como um todo terá que forçosamente rever esta relação.</p>
<p>Será lamentável se a cegueira política impedir a consciência desse fenômeno. Espero ansiosamente que, os idosos não sucumbam inconscientemente à antiga postura cada vez mais conscientes e unidos provoquem tal mudança. Podemos observar que seguimentos da sociedade, timidamente, se abrem para esta nova demanda. A mídia começa a utilizar o idoso como parte atuante no seu merchandising, o turismo descobre uma população com recursos econômicos, tempo disponível, querendo diversão oferecendo produtos direcionados para os mesmos. As telenovelas começam a usar homens e mulheres maduras como símbolo de sensualidade; mostra núcleos familiares com modelos de idosos centrados, equilibrados e participativos na dinâmica familiar, profissional e pessoal. Na publicidade e na moda surgem modelos de 3ª idade como integrantes em seus books. Cria-se concurso de rainha da 3ª idade. Nos programas de auditório dá-se espaço para que as mulheres idosas falem de suas necessidades, carência afetiva à procura de um companheiro. Os clubes, bingos, salão de baile direcionam-se para esta faixa etária. As universidades abrem suas portas criando as universidades abertas para 3ª idade. Psicólogos, críticos de cinema e arte, professores de história, história da arte, academias etc., oferecem conhecimento para os mesmos. Cada vez mais encontramos bibliografias especializadas, revistas e jornais dando destaque e espaço para matérias referentes a esta faixa. O processo iniciou-se. O idoso hoje, encarando a velhice como uma etapa da vida, assim como foi a infância, a adolescência e a fase adulta e, quebrando o mito &#8211; declínio fisiológico e neurológico &#8211; não mais necessita esperar depressivamente a morte; conscientiza seus direitos, reconquista seu espaço e exerce sua cidadania. Tais pessoas não mais abrem mão de escolher o seu representante político, apesar de terem autorização de não fazê-lo.</p>
<p>Tendo a consciência de que a leitura e estudos estimulam, mantendo seu tônus de raciocínio e de memória se atualiza e recicla. Com as descobertas de que a prática de esportes embora não retarde a senescência dos órgãos, mas favorece o bom funcionamento de seu organismo, tanto quanto a alimentação adequada retarda estes declínios, os idosos se sentem mais potentes para envelhecer saudavelmente.</p>
<p>A mulher, dada a quebra do mito da menopausa, fim da vida sexual e afetiva, ganhou mais autonomia e equilíbrio para entrar no período pós-menopausa com dignidade e feminilidade. Com base em seus recursos pessoais cria uma nova identidade social. Tem a possibilidade de utilizar a reposição hormonal, quando necessária, além de se utilizar da medicina preventiva, ginecológica e ortomolecular (método terapêutico que vê na diminuição de radicais livres um meio de desacelerar o processo de envelhecimento e para tal usa doses elevadas de vitaminas).</p>
<p>No homem, não resta dúvida que o envelhecimento é acompanhado por mudanças que podem ser sinais de insuficiência de testosterona; o tamanho e a força dos músculos declinam, a gordura corporal aumenta, os ossos lentamente perdem o cálcio e, o desempenho sexual diminui. Discute-se hoje a utilização da reposição da testosterona, assim como a reposição através da medicina ortomolecular, assim como o Viagra.</p>
<p>Apesar de ainda não ter um consenso, pois tais estudos são muitos recentes, podemos afirmar que abriu um espaço importante para a discussão de assuntos tidos como tabus. Parafraseando o gerontólogo Marcelo Salgado é Mais importante do que acrescentar anos à vida é preciso proporcionar vida aos anos. Apesar das alterações hormonais produzirem mudanças no corpo consequentemente na imagem corporal e na sua autoestima, a pessoa idosa que consegue superar esta crise e criar, sua nova identidade corporal acaba diferenciando estética de beleza o que os faz sentir-se seguros e bonitos. Esse processo psicológico, bem elaborado pode proporcionar uma evolução afetivo-emocional. Essa nova energia leva o idoso a criar um novo estilo de vida, abertos a novas experiências, interesses específicos, relacionamentos qualitativos e mais dispostos para participar de atividades culturais. Apesar de cada vez mais grupos, pesquisadores e instituições constituírem um movimento de estudo com relação a velhice, podemos afirmar que estes avanços ainda estão na infância.</p>
<p>Não obstante verificamos uma crescente participação da psicologia, das ciências sociais, da filosofia e da gerontologia. Considero velhice bem sucedida como uma condição individual ou grupal de bem-estar físico, social, emocional e espiritual. Trata-se de um delicado equilíbrio entre limitações e potencialidades, equilíbrio este que lhe permitirá lidar em diferentes graus de eficiência como o status quo. Esta fase propicia viver a plenitude humana: harmonizar suas vivências de amor, de trabalho e lazer.</p>
<p>Infelizmente essa harmonia é vivida por uma pequena parte da população. O envelhecimento, nesta fase, abre então um possível período de florescimento de sua pessoa social, o acesso a um saber feitos de experiência e acompanhado de lúcida indulgência. ver e tratar o idoso como improdutivo e incapaz, pois isto dificulta a integração social do idoso, evitando novos conceitos sociais sobre a velhice. Quanto à família espera-se que entendam a dependência do idoso, propiciando a este relações afetivas necessárias para a sua segurança e considerando as oscilações entre dependência e autonomia. Ao dar melhores condições de acesso a atividade física, profissionais e sociais, por parte da família e dos amigos, muito se contribuirão para o equilíbrio físico, intelectual, afetivo-emocional e espiritual não final da vida.</p>
<p>Caso contrário estamos contribuindo para uma velhice neurótica que traz consigo a máscara do horror, do sofrimento, da solidão e depressão. Como a última contribuição gostaria de reafirmar como psicoterapeutas de idosos, temos que reconhecer a realidade solitária destes e, oferecer uma real aceitação, pois só assim podemos assegurar que, como nós, a sociedade também poderá ter interesse nele. Caso contrário, estaremos repetindo o que a sociedade-família faz: cumprimenta-o com um olhar caridoso e cheio de pena, para em seguida abandoná-lo.</p>
<p>Ajudá-los também, a entender que apesar da doença e da morte estar sempre ameaçando seu futuro, a qualidade de vida pode intensificar o seu presente. Dar ensejo ao idoso para que se orgulhe de sua existência em nome de seu passado, que é muito desvalorizado pela sociedade sem tradição. A sociedade deve ser plateia para que o idoso possa transmitir sua caminhada existencial e a sabedoria decorrente.</p>
<p><span style="display: inline !important; float: none; background-color: transparent; color: #333333; cursor: text; font-family: Georgia,'Times New Roman','Bitstream Charter',Times,serif; font-size: 16px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px;"><b>Dirce Fátima Vieira</b> &#8211; Psicoterapeuta. </span></p>
<p>Mesa Redonda no 11º Congresso Brasileiro de Psicodrama</p>
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		<title>Educação e Inclusão</title>
		<link>https://cadadia.net/educacao-e-inclusao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jan 2019 14:30:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação e Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A democratização do acesso à a educação em todos níveis para todas as crianças e para todos os jovens de nosso país, é o maior desafio da nação brasileira. . A Constituição distribuiu as atribuições entre os níveis de Governo: cabe ao município, prioritariamente, a Educação Fundamental; ao estado, o Ensino Médio e à União, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A democratização do acesso à a educação em todos níveis para todas as crianças e para todos os jovens de nosso país, é o maior desafio da nação brasileira. . A Constituição distribuiu as atribuições entre os níveis de Governo: cabe ao município, prioritariamente, a Educação Fundamental; ao estado, o Ensino Médio e à União, o Ensino Superior. A despeito das competências por nível, o Governo Federal tem a responsabilidade de zelar pela coordenação das políticas e garantir o pacto federativo, que respeita a autonomia dos sistemas. O avanço na educação, portanto, deve resultar de uma política articulada entre as esferas de Governo com vistas à promoção da igualdade, da equidade de acesso e da qualidade do ensino oferecido à população.</p>
<p>Como fator de desenvolvimento econômico e social, a educação deve ser pensada como uma estratégia de médio e longo prazos. Por isso, é preciso dar hoje os passos que permitirão, no tempo mais curto possível, alcançar os resultados projetados. Além disso, é importante compreender que a educação constitui-se em um sistema articulado entre os níveis: são as universidades que formam os professores que irão formar os jovens e outros professores do nível fundamental. Portanto, investir em educação implica investir em todo o sistema, respeitado o pacto federativo.</p>
<p>No Brasil, de um total de mais de 22 milhões de crianças de O a 6 anos, cerca de 14,4 milhões (67,3%) permanecem fora da pré-escola. O fato é significativo e tem sérias implicações.</p>
<p>Crianças oriundas de famílias pobres caem cedo em situação de risco, nas ruas, exploradas nos sinais de trânsito ou simplesmente trancafiadas em casa porque as mães precisam trabalhar. Estes futuros estudantes não desenvolvem as competências necessárias à aprendizagem. Quando entram na primeira série, muitos iniciam um ciclo de fracassos que resulta, via de regra, em desistência e analfabetismo funcional.</p>
<p>A escolaridade dos pais também tem influência decisiva no aprendizado dos filhos. Quanto mais tarde as crianças de pais analfabetos começam a estudar, menores são as suas chances de sucesso no aprendizado e na vida escolar nos anos seguintes. Entretanto, quando estas crianças e adolescentes têm contato com a escrita na escola, vendo seus professores escrever, passam a se sentir estimulados a se expressar.</p>
<p>Nos anos 90, o Ensino Fundamental foi quase universalizado. As populações em desvantagem entraram na escola, mas, assim como demonstram os índices de fracasso escolar e abandono revelados pelo SAEB, as instituições não estavam preparadas para receber um volume tão grande de alunos. Existem, sem dúvidas, outros fatores determinantes para as dificuldades das escolas do Ensino Fundamental, pois mesmo instituições privadas voltadas à classe média são deficientes e os indicadores gerais revelam níveis baixos de aprendizado de seus alunos.</p>
<p>Durante muito tempo, no contexto da escola pública, a cultura elitista e o desestímulo à profissão docente ignoraram a experiência de vida do estudante, negando-a. A escola e o aprendizado perderam muito de seu significado, de seu sentido, para os alunos. É o que Paulo Freire chamou de concepção bancária de educação, em que o ensino se resume a depositar certas quantidades de informação na cabeça dos alunos, como se fossem escaninhos. Informação que dificilmente poderá se tornar conhecimento.</p>
<p>Melhorar a qualidade da educação significa melhorar a situação dos profissionais da educação, especialmente dos professores, e também melhorar a qualidade social do país, garantindo condições de emprego e renda, com o desempenho da economia. Expandir o número de crianças abrigadas em um processo de inclusão social por meio da Educação é objetivo essencial à formação da cidadania. Assegurar o acesso, participação e a permanência na escola é uma responsabilidade de todas as instancias de governo, das secretarias estaduais e municipais de educação e da sociedade. É um desafio que o MEC está enfrentando para promover melhores condições de vida a brasileiros de todas as classes sociais, mas,principalmente, àqueles que se encontram em situação de maior desvantagem. Nesse sentido, o MEC tem articulado um conjunto de políticas públicas de melhoria do ensino com inclusão social. A expansão do Ensino Fundamental para nove anos e o Fundeb são alguns exemplos.</p>
<p>A ampliação de mais um ano de estudo deve produzir, na produzir na próxima década, um salto na qualidade da Educação, com abrangência de um maior número de estudantes no processo de inclusão. Este aumento do tempo de permanência no ambiente escolar propicia maior sucesso na continuidade do aprendizado e diminui a vulnerabilidade da criança ás situações de risco, sobretudo as mais pobres.</p>
<p>A ampliação também estimula que os processos educativos sejam adequados às faixas etárias das crianças ingressantes, fazendo com que a transição do ensino da Educação Infantil para o Ensino Fundamental aconteça sem rupturas.</p>
<p>O projeto do Fundeb é a criação de um fundo capaz de financia a educação pública brasileira até o nível médio, incluindo jovens e adultos. Sua implantação permitirá oferecer melhores condições para que estados e municípios universalizem o acesso das crianças e dos jovens à educação de qualidade.</p>
<p>No Brasil, a Constituição diz que 18% de todos os impostos arrecadados pela União devem ser investidos em educação, mas a Desvinculação das Receitas da União (DRU), criada em 1994 com o nome de Fundo Social de Emergência, retira desse porcentual 20% de seus recursos, o equivalente a R$ 1,1 bilhão por ano. O fim da DRU para a Educação &#8211; previsto somente para 2007 &#8211; poderá ser progressivo a partir do ano que vem com a criação do Fundeb.</p>
<p>A extinção progressiva da DRU vai fazer com que sejam agregados ao orçamento da Educação, até 2007, cerca de 4,4 bilhões. É a forma como o MEC está buscando viabilizar os recursos necessários à execução das à execução das medidas de inclusão social por meio da educação propostas pelo Fundeb.</p>
<p><strong>Tarso Genro</strong> &#8211; Advogado, possui vários livros editados na área de Direito, Política e Literatura e atualmente é o Ministro da Educação.</p>
<p>Revista Educar set/out ano 7 n° 41</p>
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		<title>A difícil arte de dizer &#8220;Não&#8221;</title>
		<link>https://cadadia.net/dificil-arte-de-dizer-nao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jan 2019 13:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crianças]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Respeito é bom e todos gostam Ninguém melhor do que eu, mãe ou pai como você, para saber o quanto nos é difícil negar coisas a criaturinhas tão fofas e sedutoras como nossos filhos, principalmente quando temos os recursos para atendê-los. Aí, então, nos perguntamos: o que representa um carrinho a mais, um novo brinquedo? [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Respeito é bom e todos gostam</strong></p>
<p>Ninguém melhor do que eu, mãe ou pai como você, para saber o quanto nos é difícil negar coisas a criaturinhas tão fofas e sedutoras como nossos filhos, principalmente quando temos os recursos para atendê-los. Aí, então, nos perguntamos: o que representa um carrinho a mais, um novo brinquedo? Se tivermos o dinheiro necessário para comprar o que querem, por que não satisfazê-los? Se nosso filho pediu três pacotes de balas e não um apenas, por que não atendê-lo? Se pudermos sair de casa escondidos para que não chore, por que provocar lágrimas? Se lhe dá tanto prazer comer todos os bombons da caixa, por que fazê-lo pensar nos outros? Além do mais, é tão mais fácil e mais agradável sermos bonzinhos.</p>
<p><strong>Respeito é bom e todos gostam</strong></p>
<p>O problema é que ser pai é muito mais do que apenas ser bonzinho com os filhos. Ser pai é ter uma função e responsabilidade social perante nossos próprios filhos e a sociedade também. Portanto, quando decido negar um carrinho a um filho, mesmo podendo comprar e sofrendo por dizer-lhe não, porque ele já tem outros dez ou vinte, estou lhe ensinando que existe um limite para o TER. Estou, indiretamente, valorizando o SER.</p>
<p>Quando cedemos a todas as reivindicações, estamos caracterizando uma relação de dominação, estamos colaborando para que a criança depreenda do nosso próprio exemplo o que queremos que ela seja na vida: uma pessoa que não aceita limites e que não respeita o outro como indivíduo. Porque, para poder ter tudo na vida quando adulta, fatalmente ela terá de ser um indivíduo extremamente competitivo e provavelmente com muita flexibilidade ética. Caso contrário, como conseguir tudo? Como aceitar qualquer derrota, qualquer não, se nunca lhe fizeram crer que isso é possível e até normal?</p>
<p>Não estou defendendo que se crie um ser acomodado, sem ambições e derrotista. De forma alguma. É o equilíbrio que precisa existir: o reconhecimento realista de que, na vida, às vezes se ganha e outras se perde. Para fazer com que um indivíduo seja um lutador, um ganhador, é preciso que desde logo ele aprenda a lutar pelo que deseja, sim, mas com suas próprias armas e recursos, e não fazendo com que creia que alguém (os pais, por exemplo) lhe dará tudo sempre e de mão beijada.</p>
<p>Satisfazer as necessidades das crianças é uma obrigação dos pais, mas é preciso que possamos distinguir claramente o que é uma real necessidade daquilo que, na verdade, constitui apenas uma atitude derivada de nossa própria incapacidade de julgar, subjugados que estamos ao consumismo, à competitividade exacerbada da nossa sociedade, ao individualismo e aos nossos próprios medos e frustrações.</p>
<p><strong>Tânia Zagury</strong> &#8211; Filósofa, mestre em Educação, professora adjunta da UFRJ, autora dos livros Sem Padecer no Paraíso, Educar sem Culpa, O Adolescente por Ele Mesmo, Rampa e Encurtando a Adolescência, entre outros.</p>
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		<title>Existe um romance perfeito?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jan 2019 15:05:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Todos nós buscamos uma fórmula de eternizar nossa felicidade. A tentativa de encontrar um companheiro (a) ideal é, sem dúvida, um dos maiores desafios que temos na vida. O pior é que, tendo encontrado essa pessoa, nem sempre conseguimos viver com ela o tempo idealizado, e suficiente para a tal felicidade. Os casais vivem uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Todos nós buscamos uma fórmula de eternizar nossa felicidade. A tentativa de encontrar um companheiro (a) ideal é, sem dúvida, um dos maiores desafios que temos na vida.</p>
<p>O pior é que, tendo encontrado essa pessoa, nem sempre conseguimos viver com ela o tempo idealizado, e suficiente para a tal felicidade.</p>
<p>Os casais vivem uma época difícil, pois, segundo as estatísticas, metade dos casamentos acaba em divórcio. Embora fato, isso não inviabiliza a possibilidade de se viver um grande romance que possibilite eternizar um grande amor.</p>
<p>Se você sente que seu relacionamento afetivo ou casamento está em perigo, não tenha dúvida de que precisa de ajuda para conseguir superar tal quadro.</p>
<p>Precisamos aprender a identificar o que acontece em relacionamentos estáveis, assim como o que acontece com relacionamentos problemáticos; o que leva um casal a se separar, e outros a passar a vida inteira juntos. Seria a síndrome do até que a morte os separe? Seguramente, não.</p>
<p>Se&nbsp;for preciso coragem para estar numa relação por algum tempo, imagine por uma vida inteira. Sem dúvida, nem todos os casais devem permanecer casados; porém, muitos que poderiam continuar casados não sabem identificar o momento de agir para conservar o relacionamento.</p>
<p>www.cassiodosreis.psc.br</p>
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		<title>Desarme-se</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jan 2019 10:48:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pastoral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Voltamos a falar sobre a posse de armas. Todos estão opinando quer sejam a favor ou contra. E em ambos os casos o que se menciona é o combate a violência. Será que esta atitude é suficiente ara que a paz se estabeleça? Será que não há uma outra maneira pela qual estamos armados que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Voltamos a falar sobre a posse de armas. Todos estão opinando quer sejam a favor ou contra. E em ambos os casos o que se menciona é o combate a violência.</p>
<p>Será que esta atitude é suficiente ara que a paz se estabeleça? Será que não há uma outra maneira pela qual estamos armados que é tão mais perigosa do que um revólver, espingarda, fuzil ou metralhadora?</p>
<p>Creio que antes de entregarmos qualquer arma de fogo é necessário desfazer-se de um espírito armado, que leva as pessoas a estarem sempre prontas a reagir, revidar, vingar.</p>
<p>Essa arma é muito pior, porque está escondida dentro das pessoas, não é visível, a não ser quando se manifesta através de atitudes em que nada colabora para a paz ; seja na família, igreja ou sociedade em geral.</p>
<p>Aquele que vive com o espírito armado tem muita dificuldade de rever suas posições, mudar de opinião, lidar com ideias contrárias a dele; visto que está sempre na defensiva.</p>
<p>Para tudo um argumento, até para seus pecados. Não admite seus erros porque tem dificuldades de ouvir, e o pior é quando não ouve nem o que o Espírito Santo de Deus lhe diz, principalmente quando essa voz o incomoda trazendo-lhe desconforto interior.</p>
<p>Quem tem o espírito armado desconfia sempre, não acredita na honestidade dos outros, muito menos na franqueza, tem medo de receber ajuda, resiste a tudo e a todos.</p>
<p>Um dos grandes prejuízos que o espírito armado causa a Igreja é que aquele que o alimenta não tem apego as pessoas, vive isolado no seu mundo, não aprofunda relacionamentos, a não ser com aqueles que podem manipular e impor seus pontos de vista.</p>
<p>Geralmente tem medo que a convivência com opostos possa confrontá-los consigo mesmo e isto o assusta e o incomoda demais. Acha que o melhor é fugir, se alienar, resistir enquanto for possível. Vive como se um combate contra ele fosse acontecer a qualquer momento.</p>
<p>O que a Bíblia ensina é que estas atitudes também nos afastam de Deus, impedem que Ele trabalhe e molde nossas vidas e nos afastam dos propósitos que Ele tem para cada um de nós.</p>
<p>O Salmista diz que: “O Senhor está perto dos que tem o coração quebrantado (desarmado) e salva os de espírito abatido (não resistente”).</p>
<p>Somente assim é que Deus pode fazer os ajustes necessários para que possamos focar nossas vidas na direção dos propósitos Dele e não na consecução de nossos próprios planos.</p>
<p>Desarme-se e a recompensa será muito maior do que você imagina: Uma vida inteiramente livre para experimentar a paz interior que só Deus pode proporcionar.</p>
<p>Desarme-se para que Deus possa trabalhar em você moldando-o à imagem do Filho, nosso Senhor Jesus Cristo.</p>
<p><strong>Valdo de Oliveira</strong> &#8211; Pastor e Pós Graduado em Terapia Familiar, amigo e colaborador do Cada Dia.</p>
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		<title>Os Cinco Verbos do Amor</title>
		<link>https://cadadia.net/os-cinco-verbos-do-amor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Dec 2018 15:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Creio que antes de iniciar o segundo item a respeito da santidade do matrimônio, é necessário entrar em alguns detalhes e ampliar o significado dos cinco verbos do amor que apontei como essenciais para compreender a verdadeira natureza do amor. Se alguém não entender a natureza do amor, também não irá entender que o casamento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Creio que antes de iniciar o segundo item a respeito da santidade do matrimônio, é necessário entrar em alguns detalhes e ampliar o significado dos cinco verbos do amor que apontei como essenciais para compreender a verdadeira natureza do amor. Se alguém não entender a natureza do amor, também não irá entender que o casamento é sagrado e para sempre, pois o casamento é a instituição dada por Deus para preservar o amor. É dentro do casamento, e por extensão, da família, que o amor é espalhado pela face da terra, primeiro para os cônjuges e depois para os filhos e daí para a família extensa e por fim para a sociedade em geral. Amar o próximo como a si mesmo é a receita do Evangelho para uma sociedade amorosa. Assim, vamos dissecar estes verbos do amor para entender isso direitinho.</p>
<p><strong>Conhecer</strong> – o que quero propor aqui é que não existe o que se chama “amor à primeira vista”. Não existe aquilo de “bateu o olho e gamou”! O amor precisa “conhecer” e para isto uma série de coisas precisam estar presente na relação.</p>
<p>Na prática o conhecimento acontece de maneira bem interessante. As pessoas apresentam o seu lado “bonitinho” primeiro. Ninguém é bobo de dizer logo de cara quais são seus defeitos. Você não vai encontrar ninguém se apresentando como “preguiçoso”, “relaxado”, “desorganizado”, “de pavio curto”, “parcial”, “desafeto”, “traidor”, e coisas dessa natureza. Ao contrario, é de se esperar que nos primeiros encontros, cada um se arrume, tome banho, coloque perfume, arrume o cabelo, escolha uma roupa apresentável, corte as unhas, limpe os sapatos, e escolha uma meia e roupas íntimas que não tenha furos. Ainda cada um procurará apresentar-se com boas maneiras, educados, gentis, sorridentes, sempre contentes, nunca deprimidos, entusiastas, animados.</p>
<p>É fácil “amar” estas coisas e qualidades, qualquer pessoa aprecia estas características. E no início é isso que as pessoas mostram umas para as outras, por isso é que é necessário manter um pouco de precaução com estas primeiras impressões. Como diz o ditado, “toda moeda tem dois lados”. E eu acredito que não é diferente na questão de relacionamentos e no desenvolvimento do amor.</p>
<p>Conhecer é o primeiro estágio no desenvolvimento do amor, e pode ser o único se o indivíduo não estiver disposto a ser honesto consigo mesmo e com os semelhantes e mostrar o “outro lado da moeda”. Todos temos, não existe ninguém perfeito, ainda que os apaixonados sempre acham que seus escolhidos são os seres mais perfeitos do universo. Isso é fruto de uma distorção cognitiva que faz com que a realidade fique relegada a um segundo plano. O amor é mais racional do que muita gente pensa.</p>
<p>Para alguém realmente conhecer alguém ou algo, é necessário ter informação dos dois lados, saber o mais possível tanto do lado positivo, quanto do negativo. Saber as limitações e as possibilidades. Conhecer os prós e os contras. Analisar o bonito e o feio de cada um, o bem e o mal, o lado construtivo e o destrutivo que cada ser humano tem. Uma coisa interessante ainda sobre o conhecer, é que aqui, neste nível, é a única oportunidade de se fazer um julgamento, de aplicar uma avalição sobre a relação. É nesta etapa que a mulher precisa decidir se vai pegar as cuecas e toalhas que ele deixa espalhadas pela casa ou não, escolher se a maneira como ele ou ela trata os familiares como irmãos, irmãs, pai e mãe, será a maneira como você deseja ser tratado (a), pois dificilmente alguém muda seu jeito depois de casado. É possível, mas muito difícil.</p>
<p>É na fase do conhecer que é preciso saber se você tolera os defeitos. Se você, por exemplo, aceita alguém que vai dormir sem tomar banho, que limpa o nariz com o dedo na frente de qualquer pessoa ou situação, que gosta de arrotar após tomar uma Coca-Cola, que não tem vergonha de soltar gases mesmo que alto na frente de outros, apenas para deixar você vermelha (o) e ainda dar risadas da situação. Você terá que decidir mesmo sobre aquelas manias que são privadas, particulares, que somente você e seu parceiro sabem. Você aguenta viver com alguém que se estiver sentado vendo televisão e quer cuspir, pega qualquer sapato que está perto e cospe dentro apenas para não precisar levantar? E quando você briga e acha ruim ele (a) diz que depois limpa, que sapado é sujo mesmo e que não há nada de mais se depois ele (a) mesmo vai deixar limpinho, limpinho. Que tal aquela mulher que larga os absorventes sujos abertos dentro do lixo do banheiro, pois, afinal, estão no lugar certo, para que se dar ao trabalho de dobrar, embrulhar num papel higiênico limpo antes de colocar no lixo? Ou aquela mulher amabilíssima que, no entanto, é completamente desorganizada. Que quando começa a arrumar aa casa mexe em todo os cômodos e no final do dia a casa está pior do que antes de ela “arrumar” a casa?</p>
<p>A esta altura você pode estar achando que estou exagerando, mas cada um destes exemplos e inúmeros outros, são de casos reais, pessoas de verdade, que já atendi com problemas de casamento. Todos eles passaram pela fase do conhecer “cegos de amor” para estas coisas.</p>
<p>Veja, na maioria dos casos, os parceiros sabiam destes defeitos, ou limitações ANTES de chegarem ao altar. Mas acharam que poderiam mudar seus parceiros DEPOIS de casarem. Vocês já ouviram aquela famosa frase “depois de casar eu o coloco na linha?” Pois é talvez quem lhe disse isso esqueceu que esta é uma frase mentirosa. Sim, mentirosa por um motivo simples, a base do amor está na aceitação (que é o próximo verbo do amor), e querer mudar o outro é a própria negação da aceitação. É como se um dissesse para o outro: não gosto de você deste jeito, para eu lhe aceitar existem condições. Quando isto acontece, a relação vira um contrato cheio de ses. Se você mudar nisto e naquilo, então ficamos juntos, se estas e aquelas condições existirem então seremos felizes, mas se porventura as minhas condições não existirem então estou fora da relação. Uma relação cheia de condições é uma relação egoísta, pois o foco está nas condições que eu estabeleço e eu vou estar muito atento para checar se o outro esta preenchendo as minhas condições. E se tivermos duas pessoas juntas numa relação com esta mesma mentalidade nunca teremos uma relação, mas uma briga constante. E ainda mais, egoísmo é a própria negação do amor. Na verdade o egoísmo é a raiz de todos os males num casamento ou de qualquer relacionamento, seja amoroso, seja social ou mesmo comercial. O egoísmo é um sentimento e atitude muito mal entendida por muitos. A maioria acha que “amor próprio” é igual a egoísmo. Digo que este é um erro que muitos cometem. Egoísmo não tem nada a ver com o amor. Não se pode usar a palavra amor para se definir egoísmo, pois o egoísmo é a contradição do amor, é o oposto do amor. Na verdade “amor próprio” é nada mais, nada menos, que aplicar estes cinco verbos do amor a si mesmo, o que é bastante saudável e próprio, coisa que todos devem fazer para estarem de bem consigo mesmos e ainda serem capazes de amar o outro. Na bíblia encontramos o conselho de que devemos amar o próximo como a nós mesmos, portanto, se alguém não se ama, não tem “amor próprio”, como irá amar a alguém?</p>
<p>Assim, egoísmo tem que ser algo diferente, digo, muito diferente do amor e precisa ser definido com uma sentença que não contenha a palavra “amor” em sua definição. Vou deixar de lado a questão do egoísmo aqui, pois por si só merece outro artigo no futuro. Vou apenas dizer que o egoísmo está na própria essência do caráter maligno, e se você se envolve com alguém realmente maligno você está destinado a sofrer de baixa autoestima e depressão, pode desenvolver forte propensão a pensamentos suicidas e isto pode levar você, de fato, a morte. Pode não ser trágico como um suicídio, mas, os recentes estudos em psicossomática, indicam que alguém exposto a um ambiente emocionalmente hostil por um prolongado período de tempo, pode ter uma diminuição na atividade de uma parte do cérebro chamada hipocampo que a pessoa perde a capacidade de receber uma nova informação no cérebro e rebaixa o sistema imunológico predispondo o indivíduo ao câncer e outras doenças oportunistas que podem, no final das contas, levarem a pessoa à morte. Existem muitas mortes prematuras que poderiam ser evitadas, apenas se a pessoa não tivesse vivido numa relação sem amor e cheia de egoísmo. E para finalizar essa questão do egoísmo quero ainda dizer que a relação egoísta, não é facilmente identificável como alguns possam pensar. Ela na verdade é muito camuflada, pois o indivíduo egoísta não quer “manchar” sua imagem de bonzinho (a), lembre, é um egoísta, então quer a opinião pública a seu favor. Assim, uma boa dica de que você pode estar numa relação com um egoísta é quando você percebe que todos a sua volta gostam dele, mesmo os que estão perto de você, sua mãe, seu pai, seus irmãos e amigos, todos, estão achando que você é que está vendo demais, e ele ou ela é que é o bonzinho da história. Se você percebe que sua voz não está sendo ouvida por ninguém a sua volta, e você está sentindo que está sofrendo, você está em grande risco de estar envolvido (a) com um egoísta. E adianto mais, vai ser muitíssimo difícil sair desta relação sem ajuda de um profissional, psicólogo, psiquiatra ou conselheiro profissional. Procure ajuda já, quanto antes melhor.</p>
<p>Creio que expliquei de maneira clara que conhecer não acontece “a primeira vista”, não é instantâneo, não é intuitivo, mas é demorado, racional, intencional, e envolve um julgamento de valor. Conhecer é colocar na balança os dois lados, o positivo e o negativo, os potenciais e os limites e então verificar se os pontos considerados negativos são suportáveis, toleráveis. Uma relação somente será para a vida toda, “até que a morte os separe” se os pontos negativos são suportáveis. Veja que nesta perspectiva o casamento para toda a vista está baseado nos pontos negativos. O que faz a diferença é conhecer este lado. E se uma vez conhecendo este aspecto negativo você ainda acha que é tolerável, então esteja pronto (a) para NUNCA MAIS reclamar deles. Você viu, conheceu, teve acesso e DECIDIU que queria viver com eles, ACEITOU o outros com estes defeitos. Portanto aqui, depois desta decisão você inicia o processo de desenvolvimento do amor que é Conhecer, Respeitar (aceitar), Cuidar, Responsabilizar, Compreender.</p>
<p>Costumo dizer que conhecer é o vestibular do amor. Se você conhece de verdade, então pode submeter a relação a prova e ver se as qualidades superam os defeitos e se os defeitos, ainda que pequenos, são suportáveis. Se alguém tem mil qualidades e apenas um defeito, mas este defeito é insuportável, essa relação não tem futuro. Caia fora. Mas se você é capaz de RESPEITAR o outro como ele é sem querer mudá-lo (a), então dê este próximo passo e cresça em amor.</p>
<p>A seguir leia a respeito do segundo verbo do amor que é o RESPEITAR.</p>
<p><strong>Dr. Adami A. Gabriel</strong> &#8211; Psicólogo e Pastor. Atualmente em doutoramento na “Texas School of Professional Psychology” at Argosy University/Dallas, USA (Título original Explicando os Cinco Verbos do Amor) http://planeta.terra.com.br/saude/Adami/</p>
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		<title>O pássaro e a oração</title>
		<link>https://cadadia.net/o-passaro-e-oracao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Nov 2018 17:01:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pastoral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você já viu um passarinho dormindo num galho ou num fio, sem cair? Como é que ele consegue isso ? Se nós tentássemos dormir assim, iríamos cair e quebrar o pescoço. O segredo está nos tendões das pernas do passarinho. Eles são construídos de forma que, quando o joelho está dobrado, o pezinho segura firmemente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Você já viu um passarinho dormindo num galho ou num fio, sem cair? Como é que ele consegue isso ? Se nós tentássemos dormir assim, iríamos cair e quebrar o pescoço. O segredo está nos tendões das pernas do passarinho.</p>
<p>Eles são construídos de forma que, quando o joelho está dobrado, o pezinho segura firmemente qualquer coisa. Os pés não irão soltar o galho até que ele desdobre o joelho para voar. O joelho dobrado é o que dá ao passarinho a força para segurar qualquer coisa.</p>
<p>É uma maravilha, não é?  Que desenho incrível que o Criador fez para segurar o passarinho! Mas, não é tão diferente em nós. Quando nosso galho (segurança) na vida fica precário, quando tudo está ameaçado de cair, a maior segurança, a maior estabilidade nos vem de um joelho dobrado, dobrado em oração.</p>
<p>Se você algumas vezes, se vê num emaranhado de problemas que o fazem perder a fé, desanimar de caminhar, perdeu os sonhos e a esperança, não caminhe sozinho. Jesus quer fortalecê-lo e caminhar com você por toda sua vida! É Ele quem renova suas forças e sua fé; e se cuida de um passarinho, imagina o que não fará por você Seu filho amado, basta você CRER! (Mateus 6.25-34).</p>
<p>I Pedro 5.7 diz: “Lancem sobre ele (Jesus) toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês”. “Busquem o Senhor enquanto é possível achá-lo; clamem por ele enquanto está perto” Isaias 55.6. Dobre os seus joelhos, em oração, para que seus pés sejam firmados na Rocha que é Cristo.</p>
<p>Autor Desconhecido</p>
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		<title>Segurança no Matrimônio</title>
		<link>https://cadadia.net/seguranca-no-matrimonio/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Nov 2018 14:42:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na união conjugal encontram-se, frente a frente, duas pessoas sem máscaras. Cada uma é amada por si mesma, pelo que é, e não pelo que tem. Nenhum deles tem que justificar-se ou defender-se, nem ganhar a estima através do seu próprio desempenho. Uma mulher contou, depois de dezesseis anos de casada: O meu marido disse-me [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na união conjugal encontram-se, frente a frente, duas pessoas sem máscaras. Cada uma é amada por si mesma, pelo que é, e não pelo que tem. Nenhum deles tem que justificar-se ou defender-se, nem ganhar a estima através do seu próprio desempenho. Uma mulher contou, depois de dezesseis anos de casada: O meu marido disse-me sempre: Casei-me contigo porque queria sentir a tua presença como algo de normal. Isto não parece excessivamente afetuoso, mas o que quer dizer é: sinto-me bem contigo. Posso confiar em ti. É bom saber que não tenho de lutar constantemente por ti nem tenho que causar-te boa impressão. Com isto também quer dizer: Sem ti não sei compreender-me a mim mesmo. Tu pertences-me e eu pertenço-te.</p>
<p>Um momento decisivo na trajetória amorosa de duas pessoas dá-se quando ambos notam que se pertencem mutuamente. Esta descoberta estabelece uma profunda intimidade e, por isso, tanto ele como ela sentirão um mesmo desejo: proteger e ser protegido.</p>
<p>Muitos casais felizes decidiram abandonar rapidamente o desejo de se impressionarem mutuamente. Cada qual pode ser tal como é com o outro, e descansar de tantas regras e desempenho de papéis impostos pela sociedade. Assim podem recuperar forças para novas tarefas. Que importam os problemas diários no local de trabalho se há uma pessoa a quem se pode contar todas as preocupações, e cujo amor vale mais do que todas as ofensas?</p>
<p>Evidentemente, nem sempre é fácil criar um sentimento de segurança dentro do casal. É preciso tempo e esforço, e não basta dedicar-se ao tema de vez em quando, nalguns momentos livres. Os desejos, as esperanças e os anseios tanto como as dificuldades psicológicas e as sensibilidades dos cônjuges devem ser levados a sério. Às vezes é necessário fugir do desagradável, superar situações embaraçosas e ter em conta a susceptibilidade do outro. Sem dúvida que também faz parte do amor, escutar com verdadeiro interesse tudo o que o outro deseja contar.</p>
<p>Há pouco tempo, um homem infeliz no seu casamento, dizia-me: Já não gosto das viagens de negócios como gostava dantes, pois não tenho ninguém a quem contá-las, depois. A disposição para ouvir, receber e tomar parte na vida do outro é certamente o maior presente que se pode dar a uma pessoa. Infelizmente há muitos que nos dão ouvidos e até nos dão conselhos, sem se interessarem verdadeiramente: Não levam a sério o que o outro lhes diz e nem sequer lhes interessa o que lhe responde.</p>
<p>Um sintoma frequente da confiança é partilhar um segredo. Cada casal tem o seu, algo que só os cônjuges conhecem. Pode tratar-se de coisas extremamente insignificantes, por exemplo, o suplício que foi para ela a última festa de família, ou a vertigem de que ele sofre. Cada um mostra-se ao outro tal como é sem sentir vergonha. Quanto mais intimidade houver na vida do casal, mais probabilidade há de que se guarde o segredo. Pelo contrário, aquele que faz mau uso do segredo, mostra que já não tem amor.</p>
<p>O grau de confiança de um casal depende em grande medida de que ambos os cônjuges tenham a sensação de ser o mais importante para o outro.</p>
<p>Conversando com mulheres divorciadas ouve-se com uma frequência surpreendente: O meu marido nunca me deu a entender que eu fosse algo de especial para ele; eu não significava para ele mais do que as outras pessoas: não se preocupava comigo, eu era-lhe indiferente. Se formos informados de que o nosso avião sai com algumas horas de atraso e, em consequência chegaremos à casa muito mais tarde, corremos para o telefone mais perto para dizer a alguém que está à nossa espera, que não se preocupe. E se não temos ninguém a quem falar, porque ninguém nos espera, sentir-nos-emos, possivelmente, muito sós.</p>
<p><strong>Jutta Burggraf </strong>&#8211; Extraído do livro O Desafio do Amor Humano, DIEL, 2000 &#8211; Editora Quadrante.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Entendendo o Pai Nosso</title>
		<link>https://cadadia.net/entendendo-o-pai-nosso/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Oct 2018 19:03:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Para Pensar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Será inútil dizer: Pai Nosso, se em minha vida não ajo como filho de Deus, fechando meu coração ao amor. Será inútil dizer: que estais nos céus, se os meus valores são representados pelos bens da terra. Será inútil dizer: santificado seja o vosso nome, se penso apenas em ser cristão por medo, superstição e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Será inútil dizer: Pai Nosso, se em minha vida não ajo como filho de Deus, fechando meu coração ao amor.</p>
<p>Será inútil dizer: que estais nos céus, se os meus valores são representados pelos bens da terra.</p>
<p>Será inútil dizer: santificado seja o vosso nome, se penso apenas em ser cristão por medo, superstição e comodismo.</p>
<p>Será inútil dizer: venha a nós o vosso reino, se acho tão sedutora a vida aqui, cheia de supérfluos e futilidades.</p>
<p>Será inútil dizer: seja feita a vossa vontade aqui na terra como no céu,<br />
se no fundo desejo mesmo é que todos os meus desejos se realizem.</p>
<p>Será inútil dizer: o pão nosso de cada dia nos daí hoje,<br />
se prefiro acumular riquezas, desprezando meus irmãos que passam fome.</p>
<p>Será inútil dizer: perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, se não me importo em ferir, injustiçar, oprimir e magoar aos que atravessam o meu caminho.</p>
<p>Será inútil dizer: e não nos deixais cair em tentação, se escolho sempre o caminho mais fácil, que nem sempre é o caminho de Deus.</p>
<p>Será inútil dizer: livrai-nos do mal, se por minha própria vontade procuro os prazeres materiais, e se tudo o que é proibido me seduz.</p>
<p>Será inútil dizer: Amém, porque sabendo que sou assim, continuo me omitindo e nada faço para me modificar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Autor Desconhecido</p>
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		<title>Você é feliz?</title>
		<link>https://cadadia.net/voce-e-feliz/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Oct 2018 17:47:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pastoral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depende. Pelas pesquisas mais recentes descobriu-se que ser feliz depende de alguns fatores. A pesquisadora Sonja Lyubomirsky em seu livro “A Ciência da Felicidade”, afirma que para uma pessoa ser feliz depende de três fatores: 1. Fator genético (50%) – Tendência herdada. 2. Fator circunstancial (10%) – Riqueza, dinheiro, saúde, beleza ou fama. 3. Fator [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depende. Pelas pesquisas mais recentes descobriu-se que ser feliz depende de alguns fatores. A pesquisadora Sonja Lyubomirsky em seu livro “A Ciência da Felicidade”, afirma que para uma pessoa ser feliz depende de três fatores:</p>
<p>1. Fator genético (50%) – Tendência herdada.<br />
2. Fator circunstancial (10%) – Riqueza, dinheiro, saúde, beleza ou fama.<br />
3. Fator intencional (40%) – Atitudes que a pessoa tem diante do mundo e outros.</p>
<p>Segundo a autora, a própria pessoa pode intervir e escolher se vai ser feliz ou não. A felicidade depende mais das atitudes que a pessoa toma do que o dinheiro, saúde, beleza ou fama que possa ter. E mais do que isto: a pessoa pode ser feliz sem muito esforço. Não é difícil ser feliz. É bem mais fácil que se possa imaginar.</p>
<p>A Bíblia declara que para ser feliz basta fazer apenas uma coisa. O que é? Confiar em Deus. “O homem que confia no Senhor, que coloca no Senhor toda a sua esperança, esse sim é muito feliz.” Jeremias 17:7 (Bíblia Viva). Isto parece muito simples e quase infantil, não é mesmo? Porém, se estudarmos as biografias dos grandes homens e mulheres de Deus descobriremos que tiveram uma coisa em comum: todos confiaram em Deus. Apesar de terem passado por dificuldade, doença, pobreza, depressão, abandono, eles foram felizes.</p>
<p>Os discípulos de Cristo, certa vez desejaram ser mais felizes. Não estavam satisfeitos consigo mesmos, eles desejavam ser mais semelhantes a Jesus. E então o que fizeram? Fizeram uma simples, porém significativa oração: “Senhor, aumenta-nos a fé.” Lucas 17:7. Os discípulos descobriram que o segredo de uma vida cristã feliz e poderosa, é ter uma fé profunda e comprometida, uma fé que leva a pessoa a não separar-se do amor de Deus por nada deste mundo.</p>
<p>Será que é difícil confiar em Jesus com tal intensidade? Creio que não. Cristo afirmou que se relacionarmos com Ele através da Sua Palavra e da oração teremos um coração repleto de fé.</p>
<p>É importante lembrarmos que para ser feliz depende em grande parte de nossas atitudes. E nós cristãos sabemos que a verdadeira felicidade depende em entregarmos o nosso caminho ao Senhor e confiarmos nEle (Salmo 37:5).</p>
<p>Se você quer ser feliz de verdade, existem cinco atitudes vencedoras que precisam ser tomadas:</p>
<p>1. Olhar para trás com gratidão,<br />
2. Olhar para dentro com contrição,<br />
3. Olhar para os lados com compaixão,<br />
4. Olhar para o alto com louvor,<br />
5. Olhar para frente com esperança.</p>
<p>Ao você tomar estas atitudes no poder de Jesus, certamente um futuro com esperança lhe aguarda e um mundo melhor lhe espera.</p>
<p>Tudo isto, depende só de você. Decida ser feliz!</p>
<p><strong>Artur Marski</strong> &#8211; Pastor</p>
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		<title>Bioética</title>
		<link>https://cadadia.net/bioetica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Oct 2018 15:04:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação e Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>DEFINIÇÃO DE BIOÉTICA A bioética é um capítulo da ética. Esta afirmação é muito importante porque estabelece uma ponte, um vai-e-vem entre a tradição ética de 25 séculos com os desafios levantados pela biotecnologia e biomedicina. Existem dezenas de definições. Cada uma privilegia um conjunto de premissas pelas quais encara os problemas ético-científicos. Daí surgem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>DEFINIÇÃO DE BIOÉTICA</strong></p>
<p>A bioética é um capítulo da ética. Esta afirmação é muito importante porque estabelece uma ponte, um vai-e-vem entre a tradição ética de 25 séculos com os desafios levantados pela biotecnologia e biomedicina.</p>
<p>Existem dezenas de definições. Cada uma privilegia um conjunto de premissas pelas quais encara os problemas ético-científicos. Daí surgem as diferentes definições com suas respectivas características.</p>
<p>Neste texto, privilegiamos uma definição que parte da palavra: bios &#8211; ethos ou ética da vida. Então a bioética, em primeiro lugar, cuida da vida, especialmente da vida fragilizada. Sua tese primeira é o respeito à vida, tomada em suas três modalidades: humana, animal e vegetal, em seu ambiente como o ar, a água, o solo, o subsolo e a atmosfera. Portanto, uma boa definição é esta: bioética é o cuidado das formas de vida em seu ambiente.</p>
<p>Convém destacar nesta definição que se trata da vida e do ambiente cada vez mais investigados pela ciência, pela biotecnologia e explorados pelas políticas consumistas. Desta exploração, talvez a maior vítima seja a própria vida humana; milhões de humanos vivem em más condições de saúde, educação e habitação por falta de políticas justas. Então, a definição acima, tem tudo a ver com a política, sobretudo através do tema da justiça de uma sociedade bem ordenada.</p>
<p>A bioética é, portanto, uma nova maneira de entender a ética; um mundo novo demanda uma ética nova, adequada às novas condições da vida. A ética é desafiada a reinterpretar suas formulações; ou melhor, a bioética é uma nova leitura da ética. Com o advento daquela, esta renasce, renova-se, torna-se nova outra vez.</p>
<p><strong>BIOÉTICA E CIÊNCIA</strong></p>
<p>Um capítulo central da bioética é a discussão da relação entre ciência e ética; apaixonante debate que dura séculos, pelo menos desde Galileu até hoje. A ciência e a ética estiveram em campos opostos, especialmente durante os séculos em que a ética era subordinada à religião. Ainda hoje, setores da ciência resistem à discussão com a ética temendo que ela venha armada de princípios metafísicos previamente estabelecidos; o debate não seria sobre conclusões possíveis para ambas as partes, mas entre um cientista desarmado e um filósofo que chega com a resposta pronta.</p>
<p>Porém, hoje o conflito entre ciência e ética está sendo largamente superado pelo diálogo entre as partes na intenção de aproximar discursos divergentes.</p>
<p>Por seu lado, os cientistas entendem que a ciência se situa num mundo onde há outros saberes: históricos, políticos, psicológicos, filosóficos e religiosos; reconhecem a importância do diálogo para situar as suas descobertas no contexto histórico e humano.</p>
<p>Por sua vez, a ética e as ciências humanas reconhecem o valor da ciência que produziu, e segue produzindo, tantos benefícios na área da saúde, criou extraordinários meios de comunicação pela telefonia, imagem e som, sem falar de resultados extremamente relevantes na pesquisa biomédica.</p>
<p>A ciência está revelando dimensões da biologia humana que outrora incluíamos na lista de mistérios. Os filósofos reconhecem que a ciência tem características libertadoras das energias da natureza e, por isso mesmo, libertadoras do homem, levando-o a viver mais e melhor.</p>
<p>Tudo isto facilita o diálogo de ambos os lados. Ao diálogo ninguém pode chegar com conclusões no bolso; pelo contrário, ele supõe divergências. Não há diálogo entre pessoas que defendem as mesmas teses; no máximo há conversa. O diálogo supõe que as partes divergentes queiram chegar a um possível ponto de consenso.</p>
<p>A ética afirma que a pesquisa científica é livre e da competência exclusiva do pesquisador que segue as normas próprias da área. A conclusão que resultar é da inteira responsabilidade do cientista.</p>
<p>Em segundo lugar, o cientista reconhece que a ética atua num campo vasto e diferente, no espaço humano dos comportamentos, das decisões, das escolhas e do sentido da vida. Por isso, cabe à ética decidir sobre o uso ou não do resultado da pesquisa científica. Não se trata de aprovar ou não a pesquisa ou seu resultado; estes pertencem só ao cientista. Cabe à ética decidir só sobre seu uso. Por exemplo, a ciência já encontrou o caminho da clonagem humana. Cabe à decisão humana usar ou não estes resultados.</p>
<p>A decisão ética a respeito dos resultados da pesquisa, tem dois níveis: o nível pessoal e subjetivo e o nível social e político. No primeiro nível, cabe à consciência pessoal decidir, por exemplo, sobre um aborto anencefálico no nível social e político, cabe ao poder público aprovar ou não o uso dos resultados científicos.</p>
<p>Pode a legislação proibir a pesquisa científica? Em vários países tenta-se criar leis deste tipo. Mas, por tudo o que foi dito sobre a relação entre ciência e ética, esta tentativa é inaceitável. Equivoca-se o legislador ao tentar proibir pesquisas biológicas; incorre no erro que séculos atrás a Igreja Católica cometeu ao coibir autoritariamente pesquisas, como no caso de Galileu.</p>
<p><strong>Olinto Pergoraro</strong> &#8211; Professor universitário lecionando na UERJ. Possui Doutorado pela Universite Catholique de Louvain &#8211; Belgica, membro do Comitê de Bioética do CREMERJ. Autor de diversos livros sobre Ética e Bióetica entre eles o Ética e Justiça e Ética e Bioética</p>
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		<title>A Brincadeira: Como Entreter Nossos Filhos?</title>
		<link>https://cadadia.net/brincadeira-como-entreter-nossos-filhos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Oct 2018 13:56:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crianças]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para entreter uma criança com idade entre um e três anos não é preciso contratar um palhaço, nem lhe comprar a loja de brinquedos em peso. O que faz falta é ensinar-lhe a brincar. NINGUÉM NASCE SABENDO BRINCAR É algo que tu lhe tens de ensinar. Precisa que tu lhe fales, lhe expliques o que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para entreter uma criança com idade entre um e três anos não é preciso contratar um palhaço, nem lhe comprar a loja de brinquedos em peso. O que faz falta é ensinar-lhe a brincar.</p>
<p><strong>NINGUÉM NASCE SABENDO BRINCAR</strong></p>
<p>É algo que tu lhe tens de ensinar. Precisa que tu lhe fales, lhe expliques o que pode fazer com o comboio de trem, com as argolas&#8230;</p>
<p>Não podes limitar-te a tratar fisicamente da criança e depois deixá-la entregue a si mesma: que ela se desembarace e se divirta. Entretanto, continuas com os trabalhos domésticos ou sais de casa deixando a criancinha na companhia de uma pessoa enfadonha, que não faz a menor ideia de como entreter os miúdos.</p>
<p>Por muito que te esforces por lhe comprares a boneca da moda, se não lhe ensinares a brincar com ela acabará por se aborrecer e por a deixar abandonada nalgum canto da casa. Mas fazer isto não é assim tão difícil. Só é preciso um pouco de vontade e de tempo da tua parte.</p>
<p>No dia do aniversário oferece-lhe um balde de lego para montar. Se passares algum tempo, em dias alternados ou aos fins de semana, a manejar as peças com o pequenito, ao fim de algum tempo será capaz de passar horas com o brinquedo, muito divertido.</p>
<p>Se, pelo contrário, lhe dás tal e qual como veio da loja e nunca mais lhe ligas, acabarás por ter as peças todas espalhadas num cesto de brinquedos a abarrotar, e a criatura aborrecidíssima, agarrada às tuas saias e a pedir-te que lhe ligues a televisão, enquanto tu, desesperada, te lamentas com o teu marido por teres gasto o dinheiro naquele brinquedo, que acabou por ser posto de lado ao fim de dois minutos.</p>
<p><strong>O meu filho de dois anos tem toda a espécie de brinquedos e não se entretém com nada. </strong></p>
<p>Este é um grande erro: que a criança tenha à sua disposição e ao seu alcance todos os brinquedos. Rapidamente se fartará deles e não brincará com nenhum.</p>
<p>É mais aconselhável deixar uns quantos à vista, como elemento decorativo, para alegrar o quarto, e o resto guardá-los à custódia da mãe. De quando em quando tiras da gaveta um brinquedo, que o teu filho não via há três meses, e julgará que é novo. Ensinas-lhe a brincar com ele e de certeza que passa uns quantos dias divertidíssimo com a novidade, que depois voltas a guardar para outra oportunidade.</p>
<p><strong>Quais as vantagens desta forma de atuar? </strong></p>
<p>&#8211; A criança está continuamente a receber novidades, somente porque há rotação dos mesmos brinquedos.</p>
<p>&#8211; Poupas um dinheirão em bonecas e carrinhos novos. Ao guardá-los durante uns tempos e depois fazê-los aparecer, parecem novos à criança e a tua bolsa agradece.</p>
<p>Um programa educativo</p>
<p>A atividade lúdica é, nos primeiros anos, praticamente o único meio de chegar à criança, de te meteres na sua vida.</p>
<p><strong>Podes educar a criança através da brincadeira</strong></p>
<p>Podes mostrar-lhe comportamentos, atitudes e virtudes que deve seguir. Não vejas nas brincadeiras apenas um meio de entretenimento, mas também a melhor arma para educar uma criança nos primeiros anos.</p>
<p><strong>A atividade lúdica serve tanto para entreter como para educar </strong></p>
<p>Deves conjugar numa só atividade o entretenimento e a educação. O vosso filho assimilará, da forma mais natural, simples e divertida, o princípio de que há umas normas que têm de reger a sua vida. Se fazes da educação um jogo durante os primeiros anos, não será difícil à criança ser arrumada, obediente, carinhosa, etc., porque assimilou tudo isso sem traumas, como num jogo.</p>
<p><strong>As brincadeiras devem estar sempre integradas num programa educativo</strong></p>
<p>Devem estar minuciosamente elaboradas pelos pais. Deste modo, o jogo que ensinas ao teu filho não é um jogo qualquer, mas sim um jogo cujo objetivo é desenvolver a sua imaginação, a sua memória, obediência, etc., passando uns momentos divertidos:</p>
<p>&#8211; Se queres que seja arrumado, inventa o jogo A ver quem apanha tudo primeiro: a mãe ou o menino ? Quem ganhar terá um prêmio.</p>
<p>&#8211; Se queres desenvolver a sua imaginação, brinque com máscaras, ou dê-lhe massa de modelar para que molde um boneco ou uma bola.</p>
<p>&#8211; Para que aprenda a preocupar-se com os outros, põe-no a cuidar dos bonecos: que lhes dê banho, que os vista, que lhes dê de comer&#8230;</p>
<p>&#8211; Quando fizeres doce, convida-a a ajudar-te. Aos poucos aprenderá a gostar de cozinhar.</p>
<p>&#8211; Se der um pano de pó à pequenita de três anos, ficará radiante por ir atrás de ti limpar o pó. Assim se habitua a ter a casa limpa.</p>
<p>&#8211; Enquanto costuras, podes animá-la a fazer o mesmo com um trapinho, e assim começará a gostar de costura.</p>
<p>&#8211; A partir dos dois anos e meio uma criança pode ficar encantada por ter encargos. Sente-se muito importante e é uma maneira de começar a dar-lhe responsabilidades.</p>
<p>&#8211; Habitua-a a escutar e a compreender os contos, para captar a sua atenção. Uma criança a quem tenhas lido muitas histórias desde pequena, não terá qualquer dificuldade, a partir dos dois anos e meio, em escutá-los atentamente numa fita de gravador ou disco, enquanto tu estiveres ocupada.</p>
<p>Se a criança já fala, podes pedir-lhe que vos conte. É um bom método para que aprenda a memorizar e, mais tarde, para compreender o que lê.</p>
<p>&#8211; Música: Coloque um disco e faz com que cante ao ritmo da melodia. Pouco a pouco a criança irá educando o seu sentido musical.</p>
<p>&#8211; Ginástica: arranja um colchão velho e põe-no no chão para que possa dar cambalhotas. Põe um sofá no quarto do pequeno, onde possa saltar sem perigo e sem estragar nada. É um modo de habituá-lo ao exercício físico, tão saudável para o corpo.</p>
<p>&#8211; Casinhas: construa uma com os mais variados materiais, como almofadas, caixas&#8230; Hás de ver como se diverte voltando a fazê-la e dando largas à sua imaginação.</p>
<p>&#8211; Trazer amiguinhos &#8211; melhor dito, os filhos das amigas da mãe &#8211; para brincar em casa, ajuda-a a sociabilizar-se e a abrir o seu ego; aprende a compartilhar.</p>
<p>&#8211; Jogos educativos, como puzzles (quebra-cabeças), são de grande utilidade. Ajudam à criança, a saber, discorrer corretamente.</p>
<p>&#8211; Água: pode passar horas metendo e tirando bonecos de dentro de água. É um modo de fazer com que goste de tomar banho em casa, e depois, na piscina.</p>
<p>No início, o pai e a mãe devem fazer estas coisas com o filho. Com o tempo, a criança brincará sozinha.</p>
<p>As saídas diárias ao parque, enquanto não frequenta uma escola, são indispensáveis na vida da criança. Toma contato com a natureza, faz exercício e relaciona-se com outros meninos. Aos fins-de-semana procura levar o teu filho para fora da cidade, para o campo. Aos poucos ir-se-á habituando a amar a natureza. Mostra-lhe as flores, as árvores, as plantas, o céu&#8230;</p>
<p><strong>Regras de ouro para usar os brinquedos:</strong></p>
<p>Dá-lhe os brinquedos adequados à sua idade</p>
<p>A criança deve aprender a desfrutá-los.</p>
<p>O avô, que tem uma loucura pelas suas netinhas de 1 e 3 anos, dá-lhes uns presentes sofisticadíssimos. A mim faz-me imensa pena. São uns brinquedos muito complicados e caríssimos, que elas não sabem apreciar como o poderiam fazer dentro de alguns anos.</p>
<p>&#8211; Evita oferecer presentes sem qualquer motivo. Marca uma data-chave (Natal, aniversário). A criança espera ansiosamente a chegada desses dias.</p>
<p>&#8211; Não pense em comprar-lhe tudo o que lhe passa pela cabeça, só para que a criança te deixe em paz. Explica-lhe que tem de esperar pelos aniversários ou pelo Natal. Com o tempo acabará por entender e deixará de ser caprichosa.</p>
<p>&#8211; Não faças um drama porque a criança estragou algum brinquedo.</p>
<p>&#8211; Aconselha os avós e os outros parentes quanto aos brinquedos a dar ao pequeno. Assim podes evitar que receba ao mesmo tempo sete bonecos e dez caminhões.</p>
<p><strong>O jogo como norma de comportamento</strong></p>
<p>Através do jogo podes observar o comportamento da criança nos acontecimentos de todos os dias</p>
<p>É uma possibilidade de corrigires os defeitos que possa ter.</p>
<p>&#8211; Uma criança que não é capaz de brincar, é uma criança triste. Se reparares que o teu filho não costuma brincar, investiga as razões do seu comportamento. Certamente necessita de mais amor e carinho da tua parte, para reafirmar a sua personalidade e começar a socializar-se.</p>
<p>&#8211; Uma criança que, quando brinca, quer tudo para ela, precisa que os seus pais estejam atentos. Se não se habitua, a saber, compartilhar logo desde pequena, pode chegar a tornar-se numa pessoa tremendamente egoísta.</p>
<p>&#8211; A criança que, por sistema, estraga os brinquedos e que passa o tempo no parque a zangar-se, a sujar a roupa e a magoar-se, é com certeza uma criança com falta de atenção e de carinho. Para chamar a atenção, por um lado, e por julgar que os seus pais não se importam com o que lhe acontece, não toma cuidado com ela, nem com as suas coisas.</p>
<p>&#8211; A criança que, pelo contrário, vai impecável para o parque e regressa igualmente limpa, costuma querer dizer que em casa são um bocado rigorosos com ela. Provavelmente em adulto será insuportável quando vir um grãozinho de pó! Pobre do seu cônjuge quando se casar&#8230;</p>
<p>&#8211; No meio é que está a virtude. Isto é, deixemos que a criança se suje, sem ter por isso de se magoar ou de estragar os brinquedos.</p>
<p><strong>Blanca Jordán de</strong> <strong>Urríes </strong>&#8211; Autora do livro Os teus filhos de 1 a 3 anos. Coleção Fazer Família. Editora Rei dos Livros.</p>
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		<item>
		<title>Problemas do Casal</title>
		<link>https://cadadia.net/problemas-do-casal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Oct 2018 15:40:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Todos nós idealizamos dentro de nós o perfil da pessoa com quem queremos nos casar e viver se possível, até que a morte nos separe (quem nunca ouviu falar daquela expressão entre as mulheres: meu príncipe encantado, o homem perfeito?). Muitas vezes, ao iniciarmos um relacionamento com alguém, apesar de não aceitarmos a pessoa como [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Todos nós idealizamos dentro de nós o perfil da pessoa com quem queremos nos casar e viver se possível, até que a morte nos separe (quem nunca ouviu falar daquela expressão entre as mulheres: meu príncipe encantado, o homem perfeito?).</p>
<p>Muitas vezes, ao iniciarmos um relacionamento com alguém, apesar de não aceitarmos a pessoa como ela é, vivemos querendo que ela corresponda às nossas expectativas, que ela seja aquela pessoa pensada, sonhada, idealizada por longos anos enquanto aguardávamos ansiosos, a sua chegada em nossa vida.</p>
<p>Quantos casamentos são desfeitos porque os parceiros não se aceitam como são?</p>
<p>Vou citar um exemplo comum do que vejo sempre em meu consultório: várias mulheres chegam a mim dizendo estarem espantadas com o comportamento dos seus maridos. Invariavelmente elas dizem: mas ele não era assim antes de se casar&#8230; Por que foi que ele mudou?</p>
<p>Será que os maridos mudaram mesmo?</p>
<p>Ou será que só agora elas estão vendo claramente quem são esses homens com quem se casaram?</p>
<p>O mesmo vale para os homens que muitas vezes se perguntam: Por onde andará aquela garota maravilhosa pela qual eu me apaixonei? Será que ela existe mesmo ou foi fruto da minha imaginação? Acho que ela me iludiu&#8230;</p>
<p>Veja um exemplo interessante de como as pessoas não conseguem aceitar-se com são realmente:</p>
<p>Uma senhora vem ao meu consultório reclamando que seu marido era alcoólatra, que não suportava a convivência com ele, que ele não era assim antes, etc.</p>
<p>Ao longo da sessão, ela mesma percebeu que sempre negou o alcoolismo do marido enquanto namoravam, com mil desculpas e explicações para o fato de que ele chegava alcoolizado para namorar. Um dia foi porque foi demitido uma boa razão para embriagar-se, será? Outro dia ele estava alcoolizado porque brigara com a mãe tadinho dele bebeu por estar sofrendo demais.</p>
<p>Outro dia porque era uma festa de arromba e que mal há em beber numa festa de amigos? E por aí foi. Sempre justificando o estado embriagado dele, mas NUNCA aceitando o fato de que ele era mesmo um alcoólatra e que se embriagava quase que todos os dias e que este era o seu verdadeiro e futuro marido!</p>
<p>Não é interessante como as pessoas têm dificuldade para aceitar os defeitos dos outros?</p>
<p>Quem não conhece ou já ouviu aquela célebre frase: Quando casar, sara?</p>
<p>O que significa dizer que muitas pessoas acreditam piamente que ao se casarem serão capazes de consertar os defeitos e manias do parceiro, que o parceiro será transformado na pessoa idealizada e desejada!</p>
<p>Os problemas entre o casal começam no momento em que não existe a aceitação do outro como ele é mesmo, ou seja, quando começamos a exigir do outro aquilo que NÓS queremos sem perguntarmos se ele quer ou não, se ele está ou não disposto a fazer o que queremos. Tudo começa quando não há respeito mútuo!</p>
<p>Cada um é o que é&#8230; Uma pessoa só será capaz de mudar se ele (ela) mesmo quiser, não se NÓS quisermos. Por mais que desejemos isso, é humanamente impossível mudar alguém caso ele (a) não queira! Ou aceitamos o outro como ele é, com suas qualidades e defeitos, ou então o casamento desmorona!</p>
<p><strong>Olga Inês Tessari</strong> &#8211; Psicóloga e Psicoterapeuta, amiga e colaboradora do Cada Dia</p>
<p>www.ajudaemocional.com</p>
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		<title>Quem é você?</title>
		<link>https://cadadia.net/quem-e-voce/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Oct 2018 17:19:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Para Pensar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de pregar seu lindo sermão E de cantar a última canção Quando você volta pra casa E ninguém mais que você Precisa impressionar está por perto Quem é você? Quem é você quando ninguém vê? Quem é você? Só você mesmo pode responder Por trás da aparência, onde só Deus vê Bem no seu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de pregar seu lindo sermão<br />
E de cantar a última canção<br />
Quando você volta pra casa<br />
E ninguém mais que você<br />
Precisa impressionar está por perto<br />
Quem é você?</p>
<p>Quem é você quando ninguém vê?<br />
Quem é você?<br />
Só você mesmo pode responder<br />
Por trás da aparência, onde só Deus vê<br />
Bem no seu íntimo sombrio<br />
Sufocado e trancado a sete chaves<br />
Maquiando o teu vazio<br />
Deus e o travesseiro sabem<br />
Quem é você?<br />
Quem é você quando ninguém vê?</p>
<p>Quem é você?<br />
Longe do altar, o que Deus vai ver quando Te sondar<br />
Quem é você além de um domingo<br />
Depois das luzes, do discurso e da máscara<br />
Quem é você quando ninguém vê</p>
<p>Quem é você?</p>
<p>Autor desconhecido</p>
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		<title>Boas notícias para o casamento</title>
		<link>https://cadadia.net/boas-noticias-para-o-casamento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Sep 2018 17:42:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pastoral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bombardeados por notícias negativas de toda ordem, as Estatísticas do Registro Civil divulgadas pelo IBGE no final de 2009, oferecem uma boa razão para festejar: o aumento do número de casamentos. O total de casamentos no Brasil tem sido crescente em termos absolutos e relativos nos últimos dez anos. Isso decorre, em grande parte, da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Bombardeados por notícias negativas de toda ordem, as Estatísticas do Registro Civil divulgadas pelo IBGE no final de 2009, oferecem uma boa razão para festejar: o aumento do número de casamentos.</p>
<p>O total de casamentos no Brasil tem sido crescente em termos absolutos e relativos nos últimos dez anos. Isso decorre, em grande parte, da melhoria no acesso aos serviços de Justiça, da procura de casais para formular uniões consensuais incentivados pela renovação do Código Civil em 2002 e da oferta de casamentos coletivos. O casamento está em alta. As pessoas estão casando cada vez mais. As taxas de uniões formais vem atingindo maiores índices e, ao mesmo tempo, as de separação e divórcio estão estáveis.<br />
Essa tendência de crescimento contradiz todas as teorias “modernistas” que consideram o casamento uma instituição em declínio. O valor do casamento permanece muito alto na cultura brasileira.</p>
<p>O casamento continua sendo uma extensão da missão e do destino das pessoas envolvidas. Vai além dos costumes sociais, tornando-se um importante aspecto do desígnio espiritual dos indivíduos. O segredo de sua sobrevivência é que ele é muito mais do que um acordo entre duas pessoas. Vivemos em uma época irreverente que condena à falência tudo o que é considerado solene ou sagrado. O casamento também sofre os efeitos da dessacralização. Não são poucos hoje os que defendem que ele, em seu perfil contemporâneo, não passa de um contrato com cláusulas sobre gerenciamento financeiro, atribuição de tarefas, procedimentos para eventual separação, férias conjugais&#8230;</p>
<p>O casamento nunca aparece na Bíblia meramente como um contrato secular. Antes, ele é uma união espiritual especial com a consequente comunhão. Primeiro, é uma instituição divina, depois é que se tornou uma instituição civil.</p>
<p>Em toda a Bíblia há interesse pelas qualidades pessoais da vida, pelas relações entre seres humanos totais e não simplesmente contatos entre corpos. A Bíblia aponta para possibilidades mais elevadas, para o amor, compromisso e fidelidade.</p>
<p><strong>Jesus e o Casamento</strong></p>
<p>Jesus escolheu um casamento para inaugurar as manifestações de Seu reino. Fez muitas referências ao casamento, e o usou como metáfora da necessidade de preparo e vigilância para o Seu segundo advento ao mundo. Da profusão de Seus ensinos destacam-se quatro aspectos que apontam para a santidade do casamento:</p>
<p>1.      Deus estabeleceu o casamento. (Mt. 19: 4 e 5) Ele origina-se em Deus, preenche a necessidade de amor dos cônjuges e torna o casal em seu matrimônio à imagem do Senhor. A imagem divina não se refere apenas ao fato de nos assemelharmos a Deus por sermos guiados pela razão ou por termos livre arbítrio. Ao dizer que Deus criou macho e fêmea à sua semelhança, a Bíblia indica que nossa semelhança com Deus é entendida também através do mútuo relacionamento de amor que mantemos. Fomos criados homem e mulher como sinal da necessidade de nos realizarmos através do amor.</p>
<p>2.      O casamento cria uma unidade indivisível. Jesus disse: “De modo que não são mais dois, porém uma só carne”. (Mt. 19:6pp) Homens e mulheres têm necessidades biológicas, psicológicas e espirituais de formar um par. Jesus exibe aqui um dos lados mais bonitos do casamento: o companheirismo, o apoio mútuo, a cumplicidade.</p>
<p>A formação psíquica de homem e mulher é constituída de tal modo que um e outro são emocionalmente incompletos, por isso mesmo precisando de ajuda suplementar do outro. Uma nova unidade é estabelecida, para a qual cada um dos cônjuges empresta sua contribuição. Nenhum deles, entretanto, deve perder a sua identidade pessoal nesse relacionamento.</p>
<p>3.      O que Deus ajuntou ninguém tem o direito de separar. (Mt. 19: 6 up) O casamento não é uma união descartável. É um pacto emocional que une um homem a uma mulher para toda a vida. Deve ser uma aliança vitalícia que envolve uma profundidade de satisfação e comunhão simplesmente desconhecida àqueles cuja experiência é casual, ou apenas física.</p>
<p>O casamento tem que ser uma prática diária. É uma “coisa” viva, e só subsiste quando diariamente cultivado e renovado. O risco de qualquer casamento acabar em divórcio é de 45%. Basta o descuido para que aconteça a separação e o divórcio que hoje pode ser direto, ou seja, em cartórios, com menos burocracia. E, para tornar o ato de desfazer um casamento ainda mais banal, tramita no Congresso Nacional o projeto que cria o divórcio online.</p>
<p>Para cada 4 casamentos civis realizados no Brasil, é registrada uma separação. Quem em sua própria vida conjugal vir sintomas letais de desintegração e declínio, cuidado: o divórcio dos espíritos é o prelúdio do divórcio do coração.</p>
<p>4.      A infidelidade é o único motivo para o divórcio. (Mt. 19:9) O casamento é um<br />
pacto bilateral que confere mútuos direitos, mas, ao mesmo tempo impõe mútuos deveres. Um deles é o de fidelidade. Jesus enfatizou que a infidelidade conjugal não pode ser vista como fascinante e com pequenas consequências. A violação do pacto matrimonial é a única razão legítima para a dissolução do casamento.</p>
<p>Considerando a fraqueza e os erros próprios da humanidade, os discípulos perplexos, concluíram então que é melhor não se casar. Eles desconsideraram dois pontos: Deus estabeleceu o princípio fundamental do casamento quando disse “não é bom que o homem esteja só”, portanto, “deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher.” Segundo: o divórcio não é obrigatório, mas permitido quando o pacto matrimonial é violado. Mesmo quando essa tragédia acontece, o melhor caminho é o da reconciliação.</p>
<p>“O que os discípulos esqueceram e que também esquecem os cristãos hoje, é que Cristo oferece outra solução para o desentendimento matrimonial. Segundo a fórmula de Cristo, quando os caracteres e personalidades não combinam, a solução está em mudar o caráter, o coração e a vida (Rom. 12:2) e não mudar de cônjuge. Não há problema matrimonial que não possa ser resolvido para satisfação dos cônjuges se os dois estão dispostos a seguir os princípios apresentados por Cristo no Sermão da Montanha.”</p>
<p><strong>Marcos Schultz</strong> – Pastor</p>
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		<title>Namoro e Noivado: Curtição ou Preparação?</title>
		<link>https://cadadia.net/namoro-e-noivado-curticao-ou-preparacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Sep 2018 19:37:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Namoro e Noivado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Provérbios 30:18 e 19; Mateus 5:16 Porque muitos jovens tiveram um namoro tão romântico, se amaram tanto e realizaram um casamento repleto de alegrias e sonhos, com pouco tempo de casados enfrentam problemas tão importantes culminando com as famosas frases: “Ele não era assim” ou “Ela está mostrando um lado que nunca mostrou no namoro”, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Provérbios 30:18 e 19; Mateus 5:16 Porque muitos jovens tiveram um namoro tão romântico, se amaram tanto e realizaram um casamento repleto de alegrias e sonhos, com pouco tempo de casados enfrentam problemas tão importantes culminando com as famosas frases: “Ele não era assim” ou “Ela está mostrando um lado que nunca mostrou no namoro”, trazendo para a relação uma falsa sensação de que foram enganados?</p>
<p>A questão é que muitos jovens não estão sabendo lidar adequadamente com o namoro, tratando-o apenas como curtição, lazer, zoação, status, autoafirmação, esquecendo que o que hoje é curtição pode custar muitas lágrimas no futuro.</p>
<p>Não consultam a vontade de Deus e fazem suas escolhas sem conteúdo espiritual e uma análise racional, deixando-se levar por questões estéticas e emocionais. O jovem cristão precisa entender que o namoro é preparação e não curtição.</p>
<p>O que um cristão deve levar em consideração antes de iniciar ou manter um namoro ou noivado:</p>
<p>* A primeira questão a ser considerada pelo jovem cristão no namoro é a harmonia espiritual (II Coríntios 14: 6 a 18)</p>
<p>– Não abra mão do princípio bíblico de que não pode haver comunhão entre luz e trevas, e não união conjugal entre pessoas que possuem senhores diferentes. Não despreze as instruções de Deus em favor de suas próprias decisões ou para atender a um apelo meramente humano. Só pode haver harmonia espiritual quando ambos obedecem ao mesmo Deus.</p>
<p>* Verifique se o objetivo de vida de um é compatível com o objetivo de vida do outro</p>
<p>– O que cada um pretende ser e o que cada um quer da sua vida. Não inicie ou leve adiante um namoro ou noivado onde não há compatibilidade de objetivos. “Como andarão dois juntos se não estiverem de acordo” (Amós 3:3).</p>
<p>* Outra questão a ser levada em conta é o grau de maturidade</p>
<p>– O desequilíbrio entre o nível de maturidade, quer na vida espiritual ou pessoal, há de gerar grandes frustrações. Se um for muito mais maduro que o outro, incompreensões quanto a ideias e posturas hão de trazer muitas crises e conflitos conjugais.</p>
<p>* Verifique como se relaciona com os familiares</p>
<p>– Um rapaz ou uma moça que não demonstra amor, carinho, respeito e responsabilidade para com seus familiares dificilmente agirá diferente com seu cônjuge. Também considere como se relaciona com as demais pessoas, se demonstra ser alguém maduro e solícito nos relacionamentos interpessoais.<br />
* Não caia na ilusão de que o casamento é um passe de mágica e que tudo vai mudar depois dele</p>
<p>– O namoro que não é apenas curtição, mas preparação, tem que enfrentar seus problemas de frente, não adianta deixar a resolução para o casamento. É uma tremenda furada fingir que não está vendo os problemas detectados no namoro adiando para o casamento pensando que tudo mudará. Não entre nessa.</p>
<p>* Ore e dialogue sempre</p>
<p>– Esses são elementos indispensáveis para o sucesso de qualquer relação de um cristão. Diálogo requer sinceridade, honestidade, humildade, saber ouvir, cooperação, solidariedade para que o conhecimento mútuo seja aprofundado e seja possível estabelecer pontos comuns. Oração requer fé, obediência e submissão a Deus.</p>
<p>Namoro não é para tirar onda, mas requer um ideal e deve ser visto sempre como uma preparação para o casamento.</p>
<p><strong>Valdo de Oliveira</strong> &#8211; Pastor e Pós Graduado em Terapia Familiar.<br />
.</p>
<p><strong>Leitura de apoio:</strong><br />
Nem Tudo que Cai na Rede é Peixe <a href="https://amzn.to/3qxVh9R">https://amzn.to/3qxVh9R</a><br />
O namoro e o noivado que Deus sempre quis: Construção de relacionamentos duradouros <a href="https://amzn.to/2ONrIDl">https://amzn.to/2ONrIDl</a><br />
Perguntas e respostas sobre o namoro e o noivado <a href="https://amzn.to/3u9bp3K">https://amzn.to/3u9bp3K</a><br />
Namoro blindado <a href="https://amzn.to/2NhE46f">https://amzn.to/2NhE46f</a></p>
<p><strong>Este é o melhor leitor de ebook e com vários recursos para facilitar sua leitura:<br />
</strong>Kindle 10 geração <a href="https://amzn.to/3u6cF7U">https://amzn.to/3u6cF7U</a><br />
Kindle Paperwhite <a href="https://amzn.to/3dnp01w">https://amzn.to/3dnp01w</a><br />
Kindle Oasis <a href="https://amzn.to/3rWwrk8">https://amzn.to/3rWwrk8</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Beleza Brasileira</title>
		<link>https://cadadia.net/beleza-brasileira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Sep 2018 14:59:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação e Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sobre a cera dos corpos femininos, o século XXI vai imprimindo suas primeiras marcas. Produto social, produto cultural e histórico, nossa sociedade os fragmentou e recompôs, regulando seus usos, normas e funções. Nos últimos cem anos, a mulher brasileira viveu diversas transformações físicas. Viu ser introduzida a higiene corporal, que alimentada pela revolução microbiológica, transformou-se [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre a cera dos corpos femininos, o século XXI vai imprimindo suas primeiras marcas. Produto social, produto cultural e histórico, nossa sociedade os fragmentou e recompôs, regulando seus usos, normas e funções. Nos últimos cem anos, a mulher brasileira viveu diversas transformações físicas. Viu ser introduzida a higiene corporal, que alimentada pela revolução microbiológica, transformou-se numa radicalização compulsiva e ansiosa. Acompanhou a invenção do batom, em 1925, do desodorante, nos anos 50, cortou os cabelos à la garçonne, gesto sacrílego contra vastas cabeleiras do século passado. O aprofundamento dos decotes levou-a a aderir à depilação. O espartilho, graças ao trabalho feminino nas fábricas, diminuiu e se transformou em soutien para possibilitar uma maior movimentação dos braços. Manter a linha tornou-se um culto. A magreza ativa foi a resposta do século à gordura passiva da belle époque. O jeans colado e a minissaia sucederam, nos anos 60, ao erotismo da mão na luva e das saias no meio dos tornozelos característicos dos anos 20. Com o desaparecimento da luva, essa capa sensual que funcionava ao mesmo tempo como freio e estímulo do desejo, surgiu o esmalte de unhas.</p>
<p>A ideia é a de que a história das mulheres passa pela história de seus corpos. Sexo belo ou sexo frágil, tais denominações vinculam-se às imagens que nossa sociedade fez deles, de sua sensualidade, beleza ou de sua saúde. No passado, o corpo da mulher, como veremos adiante, era visto com as marcas da exclusão e da inferioridade. Cristalizada pelas formas de pensar de uma sociedade masculina, a evocação das imagens do corpo e da identidade feminina, na pluma de diferentes autores, apenas refletia subordinação. Um exemplo? Segundo os médicos setecentistas, ele era menor, seus ossos pequenos, suas carnes moles e esponjosas, seu caráter, débil. Sua subordinação expressava-se, ainda, na capacidade de reproduzir, quando solicitada pelos homens. Contudo, na outra ponta desta submissão, a mulher era senhora de beleza e sensualidade. Beleza considerada perigosa, pois capaz de perverter os homens. Sensualidade mortal, pois se comparava a vagina a um poço sem fundo, no qual o sexo oposto naufragava. As noções de feminilidade e corporeidade, sempre estiveram, portanto, muito ligadas em nossa cultura.</p>
<p>Temos 500 anos de história de nossos corpos e de suas relações com a beleza e a feiura. Quinhentos anos de importação de modelos que pouco têm a ver com nossa realidade mestiça e morena. Desde o impacto da chegada de portugueses trazendo modelos e o imaginário estético europeu, à nudez de índias e escravas negras, percebida como sinônimo de pobreza, à importação de vestidos e tecidos finos, passando por embrionária cosmética feita produtos caseiros. No século XIX, o corpo-ampulheta, arrochado pelo espartilho será o ícone da elegante, mais importante do que a bela. Na Belle Époque, a beleza será ditada mais uma vez pela importação de modelos aos quais a loura nórdica, bem representada nas imigrantes alemãs, torna-se exemplo de beleza. O XX foi marcado pela chegada das Barbies, do colágeno e da obsessão pelo body business.</p>
<p>Hoje, depois de séculos de ocultação, nossa sociedade livrou-se de uma verdadeira sacralização dos corpos. A higiene e o esporte, primeiro reabilitaram os corpos masculinos; mas as mulheres, rapidamente seguiram os homens. Em nossos dias a identidade do corpo feminino corresponde ao equilíbrio entre a tríade beleza-saúde-juventude. As mulheres, mais e mais, são empurradas a identificar a beleza de seus corpos com juventude, a juventude com saúde. O interessante – diz o antropólogo Bruno Remaury, é que essas são basicamente as três condições culturais da fecundidade, portanto, da perpetuação da linhagem. Em todas as culturas a mulher é objeto de desejo. Em pouquíssimas, esse desejo estaria dissociado de sua aptidão para a maternidade. Daí a valorização dos quadris femininos, berço e sementeira da raça humana. Ora, assim sendo, não deixa de ser curioso constatar que numa sociedade onde as mulheres, graças aos contraceptivos, já têm o controle de sua sexualidade, o modelo resultante de tantas mudanças não trouxe maiores novidades. E pior: a redução brutal dos quadris associados ao consumo de pílulas anticoncepcionais não mudou, sob certos aspectos, sua situação. Mesmo tomando posse do controle de seu corpo, mesmo regulando o momento de conceber, a mulher não está fazendo mais do que repetir grandes modelos tradicionais. Ela continua submissa. Submissa não mais às múltiplas gestações mas a tríade de perfeição física. A associação entre juventude, beleza e saúde, modelo das sociedades ocidentais, e às práticas de aperfeiçoamento do corpo, intensificou-se brutalmente, consolidando um mercado florescente que comporta indústrias, linhas de produtos, jogadas de marketing e espaços nas mídias. A intensificação desse modelo corporal é tão grave, que suas consequências na forma de técnicas e práticas vêm sendo largamente discutidas por sociólogos e historiadores. A pergunta que ainda cabe é: que tipo de imagem preside a ligação entre as mulheres e essa tríade? Foi sempre assim? O que mudou? O interesse dessas perguntas é que a imagem corporal da mulher brasileira está longe de desembaraçar-se de esquemas tradicionais, ficando longe, portanto da propalada liberação dos anos 70. Mais do que nunca, a mulher sofre prescrições. Agora, não mais do marido, do padre ou do médico, mas do discurso jornalístico e publicitário que a cerca. No início do século XXI, somos todas obrigadas a nos colocar a serviço de nossos próprios corpos. Essa, sendo sem dúvida uma outra forma de subordinação. Subordinação, diga-se, pior do que a que se sofria antes, pois, diferentemente do passado, na qual quem mandava era o marido, hoje, o algoz não tem rosto. É a mídia. São os cartazes da rua. O bombardeio de imagens na televisão.</p>
<p>A feiura, hoje, tão universal quanto no passado, não têm história. Tampouco se escreveu a história da solidão e da dor, suas consequências mais imediatas. Há séculos, os feios servem de bode expiatório a sociedades muito seguras de suas verdades e do discurso de suas elites que, tal como as nossas nos anos 20 e 30, determinavam que a beleza era o modelo sueco. Hoje, embora o discurso higienista tenha desaparecido, continuamos falando em coisas como patricinhas e mauricinhos, em peruas e marombeiros. Nessa perspectiva, as transformações do corpo da mulher brasileira foram brutais. Uma radicalização compulsiva e ansiosa a empurrou nos últimos dez anos, e a segue empurrando para a tríade abençoada pela mídia: ser bela, ser jovem, ser saudável! Graças à supremacia das imagens, instaurou-se a tirania da perfeição física. Hoje, todas querem ser magras, leves, turbinadas. Num mundo onde se morre de fome, grassa uma verdadeira lipofobia. Todas as mulheres parecem querer participar da sinfonia do corpo magnífico, quase atualizando as intolerantes teses estéticas dos nazistas.</p>
<p>Na outra ponta, criaturas como madre Teresa de Calcutá conheceram de perto os horrores do sofrimento físico. Numa entrevista, ela dizia que o trágico da feiura de um leproso, era a sua solidão, o fato de ser indesejável, não amado, rejeitado. Que se podia fazer tudo por um corpo em sofrimento, mas nada por esse outro sofrimento feito de negação. Anônimas, as que não são belas, simplesmente recusam seus corpos, tanto mais quando vivemos hoje a supremacia da aparência. A fotografia, o filme, a televisão e o espelho das academias dão a mulher moderna o conhecimento objetivo de sua própria imagem. Mas, também, a forma subjetiva que ela deve ter aos olhos de seus semelhantes. Numa sociedade de consumo, a estética aparece como motor do bom desenvolvimento da existência. O hábito não faz o monge, mas quase&#8230; A feiura é vivida como um drama. Daí a multiplicação de fábricas de beleza cujo pior fruto é a clínica de cirurgia plástica milagrosa. Os pagamentos a perder de vista, com pequenos juros de mercado, parecem garantir, graças a próteses, a constituição de um novo corpo: formal, mecânico, teatral. Corpo que é a efígie do desejo moderno, desejo derrisório de uma perpétua troca das peças que envelhecem: de nádegas a coxas e panturrilhas.</p>
<p>Essa relação com o corpo implica em opiniões contraditórias. Os adversários da cirurgia estética recusam-se em acordar ao corpo uma importância que valha a pena modificar. O que conta é a alma ou o espírito. O desejo de modificação torna-se para alguns até mesmo suspeito. Os partidários, por sua vez, acreditam que a forma corporal é uma realidade cujo papel na vida cotidiana está longe de ser pequeno. A cirurgia, aqui, é um elemento importante para o equilíbrio psicológico e seus desdobramentos: o casamento feliz, o sucesso profissional! As pessoas pouco percebem que a chave de um bom relacionamento com a vida, passa por certa dose de aceitação, inteligência, carinho e alegria. Pelo menos é o que afirmam os especialistas!</p>
<p>O tal equilíbrio passa também por uma constatação que pouco se dá atenção: o culto à beleza, exclusivamente a isso, é perigoso. Estando intimamente ligado aquele da juventude e do efêmero, torna-se um desafio ao tempo, e mais dramático, ao homem ele mesmo. Pior é quando um modelo de beleza nosso, mestiço, passa a ser ameaçado pelo que vem de fora. Entre nós, aumenta assustadoramente o número de mulheres que opta pela imagem da Barbie americana, dona de volumosos seios de plástico, cabeleiras louras falsas e lábios de Pato Donald. No outro extremo encontramos a androginia mais absoluta, onde cada um quer ter as formas do outro, com todas as suas consequências. Inclusive aquela terrível, de que quando nossas preocupações físicas tomam a frente, elas significam o medo e a recusa dos que não são como nós. Mal se percebe que nossa sociedade valoriza não a identidade, mas a identificação. Os pequenos defeitos, que outrora davam charme a uma mulher, o tal de it, estão em baixa.</p>
<p>Ora, o Brasil é um país mestiço. Nossos corpos são o resultado de uma longa história biológica, onde se misturam índios, negros, brancos de várias procedências e amarelos. Os resultados foram ancas, cabelos crespos, a maneira ondulante de andar e o que Gilberto Freyre chamava de morenidade. É preciso proteger e libertar nossa sociedade do que ela pode fazer com ela mesma. É preciso proteger nela a sua integridade, a sua identidade subjetiva e genealógica, a dignidade de suas formas e das suas cores originais contra o materialismo e o desmantelamento do corpo. Xô Barbies, próteses, anabolizantes, anoréxicas e oxigenadas! Abaixo a insistência em fabricar mulheres sem marcas, nem diferenças capazes de individualizá-las. Num país onde são tantas as variáveis corporais, onde graças e desgraças são distribuídas de acordo com as diversas heranças biológicas e sociais, a imposição de um modelo perua importada só é bom quando se trata de veículo de passeio sobre quatro rodas!</p>
<p><strong>Mary Del Priore</strong> &#8211; Historiadora e professora universitária, autora de mais de 22 livros e vencedora de importantes prêmios.</p>
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		<title>A Autoestima de Nossos Filhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Sep 2018 13:51:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crianças]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma semana depois de minha esposa e eu decidirmos começar uma família, entramos numa livraria e compramos dois livros sobre como educar filhos. Por uma série de razões os dois filhos só nasceram seis anos depois e acabamos lendo não dois, mas 36 livros. Se dependesse de teoria, estávamos preparados. Hoje eles estão crescidos e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma semana depois de minha esposa e eu decidirmos começar uma família, entramos numa livraria e compramos dois livros sobre como educar filhos.</p>
<p>Por uma série de razões os dois filhos só nasceram seis anos depois e acabamos lendo não dois, mas 36 livros. Se dependesse de teoria, estávamos preparados. Hoje eles estão crescidos e um amigo me perguntou que livros nós havíamos utilizado mais. Foi uma boa pergunta a que demorei a responder. Usamos um livro só, um que educava mais os pais do que os filhos. Intitulava-se A Autoestima do Seu Filho, de Dorothy Briggs, e o título já diz tudo.</p>
<p>A tese do livro é como agir para nunca reduzir a autoestima de seu filho: elogiá-lo frequentemente, ouvir sempre sua pequenas conquistas, festejar suas pequenas vitórias, nunca mentir ou exagerar nesse intento, em suma mostrar aos filhos seu verdadeiro valor. Ao contrário do que defendem os demais livros, não é uma boa educação, nem disciplina, nem muito amor e carinho ou uma família bem estruturada que determinam o sucesso de nossos filhos, embora tudo isso ajude.<br />
A sacada mais importante do livro, no nosso entender, foi a constatação de que os filhos já nascem com uma elevada autoestima, e que são os pais que irão sistematicamente arruína-la com frases como: “Seu imbecil!”, “Será que você nunca aprende?”, “Você ficou surda?”. Jean Jacques Rousseau errou quando disse que “o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”. São os próprios pais que se encarregam de fazer o estrago.</p>
<p>Por exemplo: você, pai ou mãe, chega do trabalho e encontra seu filho pendurado na cadeira: “Desça já, seu idiota, vai torcer o pescoço”. Para Dorothy, o politicamente correto seria: “Desça já, tenho medo de que você possa se machucar”. Primeiro porque seu filho não é um idiota, ele assume riscos calculados. Segundo, são os pais, com suas neuroses de segurança, que têm medo de cadeiras.</p>
<p>Quando nossos dois filhos começaram a aprender a pular, entre 3 e 4 anos de idade, desafiava-os para um campeonato de salta a distância. Depois de algumas rodadas, seguindo a filosofia do livro, deixava-os ganhar. Ficavam muito felizes, mas qual não foi a minha surpresa quando, na sétima ou oitava rodada, eles começavam a me dar uma colher de chá, deixando que eu ganhasse. Que lição de cidadania: criança com uma boa autoestima não é egoísta e se torna solidária.</p>
<p>Eu não tenho a menor dúvida de que os problemas que temos no Brasil em termos de ganância empresarial, ânsia em ficar rico a qualquer custo que levam à corrupção. Advêm de um pai ou mãe que nunca se preocuparam com a autoestima dos filhos.</p>
<p>Eu acho que políticos, professores e intelectuais, na maioria desesperados em se autopromover, jamais darão oportunidade para outros vencerem, como até crianças de 3 anos são capazes de fazer.</p>
<p>A fogueira das vaidades só atinge os inseguros com baixa autoestima. Alguns pais fazem questão até de vencer os próprios filhos nos esportes para acostumá-los às agruras da vida, como se a vida já não destruísse nossa autoestima o suficiente.</p>
<p>A teoria é simples, mas a prática é complicada. Uma frase desastrada pode arruinar o efeito de cinquenta elogios bem dados. “Meu marido queria que o segundo filho fosse um menino, mas veio uma menina”. Portanto, quando mais cedo consolidar a autoestima melhor.</p>
<p>Essa tese, porém, tem seus inconvenientes. Agora que meus filhos são mais espertos, inteligentes e observadores do que eu, tenho de ouvir frases como: “É isso aí, pai”, “Faremos do seu jeito, pai”, tentativas bem intencionadas de restaurar a minha abalada autoestima.</p>
<p><b>Stephen Kanitz</b> &#8211; Professor e escritor premiado com livros editados tanto no Brasil quanto no exterior, entre outros títulos o “Master in Business Administration pela Harvard University. Escreve a seção Ponto de Vista da Revista Veja.</p>
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		<title>Eu e Você</title>
		<link>https://cadadia.net/eu-e-voce/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Sep 2018 15:35:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O casamento é uma etapa importante na vida das pessoas. Consiste num ritual de passagem, um marco para a construção da vida a dois. Normalmente, insere muitos preparativos, em relação ao enxoval, à moradia, à cerimônia, seja ela religiosa e/ou civil, mas, também, pelo festejo que requer diversas tarefas.  Isso acaba envolvendo o casal e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O casamento é uma etapa importante na vida das pessoas. Consiste num ritual de passagem, um marco para a construção da vida a dois. Normalmente, insere muitos preparativos, em relação ao enxoval, à moradia, à cerimônia, seja ela religiosa e/ou civil, mas, também, pelo festejo que requer diversas tarefas.  Isso acaba envolvendo o casal e suas respectivas famílias.</p>
<p>Ao considerarmos o casal como o arquiteto da família, observa-se que se deveria dar igual ou maior valor a sua preparação para essa etapa de vida, o que tem sido, ao longo do tempo, de alguma forma, uma preocupação das  instituições religiosas.</p>
<p>Se pensarmos que cada um dos parceiros traz uma bagagem própria, e que ela é construída por suas experiências familiares, nas quais valores, comportamentos, mitos e expectativas estão inseridos, constatamos que a vida a dois traz um grande desafio: a união de duas famílias. No casal cada um representa a sua família. Isso significa enfrentar diferenças pessoais.</p>
<p>O convívio vai exigir que o casal negocie questões, que cada um estava acostumado a definir em termos individuais, e que pertencem ao seu referencial familiar, como por exemplo: o que comer, como utilizar o dinheiro, com quem se reunir para lazer, etc.</p>
<p>Na fase de namoro, o casal vive um para o outro, mas dentro de uma idealização. Não se dá conta das diferenças pessoais, das pequenas diferenças que podem se transformar em dificuldades no relacionamento. Após a união descobre que as preferências, gostos, opiniões opostas entre eles, ao invés de agir como ponto de complementaridade, só os afastam. As discórdias passam a ser sinal de desamor. As diferenças passam a ser conflito de interesses. Inicia-se, assim, a disputa pelo “o meu é que é melhor”.</p>
<p>Na preparação para o casamento já se pode observar o processo familiar na formação do casal: quem toma a iniciativa da organização, quem paga, quem está aborrecido, etc.</p>
<p>Essa é uma etapa do ciclo de vida familiar que envolve alteração da posição de cada um dos parceiros em relação a sua família de origem. A independência financeira auxilia este processo, pois permite a manutenção dos laços de afeto, mas estabelece com clareza as fronteiras em relação aos pais. “É necessário ser menos filhos para se tornar um casal”.</p>
<p>Para o casal construir sua própria história é necessário: o autoconhecimento, o conhecimento mútuo, a aceitação e respeito às diferenças, a responsabilidade de cada um assumir a sua parte no relacionamento. Isso consiste em poder reconhecer os seus padrões relacionais repetitivos oriundos das suas histórias familiares e identificá-los, para que não se caia no ponto comum das acusações recíprocas. Enfim, é de vital importância para a transformação do eu e você em nós: reconhecer que se têm experiências diferentes e que cada um precisa sair da sua percepção limitada e poder ver o outro como ele é. Desta forma, constrói-se uma estrada de mão dupla: dar e receber.</p>
<p><strong>Norma Emiliano</strong> &#8211; Assistente Social, Mestre em Política Social, especialista em Terapia de Família e Gerontologia, amiga e colaboradora do Cada Dia.  www.pensandoemfamilia.com.br</p>
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		<title>Dormindo com o Inimigo</title>
		<link>https://cadadia.net/dormindo-com-o-inimigo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Aug 2018 18:27:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Para Pensar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Dormindo com o inimigo”, filme que descreve o sofrimento de uma mulher maltratada, deixa o campo da ficção cinematográfica para retratar o cotidiano de muitas mulheres atualmente. A fisionomia do mundo neste século foi mudada por transformações sociais que alteram o papel da mulher. Obscurecido por antiquíssimos preconceitos originários da estima absurdamente baixa com que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“Dormindo com o inimigo”, filme que descreve o sofrimento de uma mulher maltratada, deixa o campo da ficção cinematográfica para retratar o cotidiano de muitas mulheres atualmente.</p>
<p>A fisionomia do mundo neste século foi mudada por transformações sociais que alteram o papel da mulher.</p>
<p>Obscurecido por antiquíssimos preconceitos originários da estima absurdamente baixa com que era tida universalmente, o mundo antigo dava pouca importância à mulher. Mas mudanças sociais relevantes, rompendo com os cânones tradicionais, aboliram o determinismo milenar que impunha ao homem o papel de mandar e à mulher a obrigação de obedecer.</p>
<p>Os novos papéis assumidos pela mulher que retiraram a ênfase na procriação para ressaltar ofícios de autodeterminação causaram conflitos de identidade e relacionamento. Para a mente humana a alteração de velhas normas de comportamento herdadas de outros séculos, produz dificuldades uma vez que destrói a estrutura psicológica.</p>
<p>Acostumados aos valores que por milênios permaneceram intocados, muitos homens ainda não aceitaram a nova realidade que estende à mulher direitos de autonomia, cidadania, domínio de sua sexualidade, considerados exclusividade dos homens.</p>
<p>A resistência em aceitar que a relação afetiva não deve ser mais um exercício de poder por parte do homem, tem ocasionalmente patrocinado a violência e crimes sangrentos contra a mulher.</p>
<p>Acrescente-se a isto, a tendência moderna de encarar o amor não mais como um princípio alterocêntrico, centralizado nos outros, e sim como um mero sentimento egocêntrico centralizado, portanto, no próprio eu.</p>
<p>Há um egoísmo nas definições humanas. Um egocentrismo de atração negativa. O amor do outro tem como única finalidade me fazer feliz. A poesia da música popular está repleta de expressões que confirmam esta verdade: “o meu mundo acabou sem você”, “você precisa me fazer feliz”, “quero sempre ter o seu amor”, “sem você não sou ninguém”.</p>
<p>Existe íntima relação entre o individualismo, o egoísmo e a violência latente. O vazio emocional criado pela ausência desse “tudo” para a vida, pode levar a atos extravagantes, especialmente aos violentos. São as tragédias causadas pelo ciúme quando um dos cônjuges percebe a iminência da perda da pessoa amada.</p>
<p>A sensação de perda desse aditivo para a vida, basicamente, deixa a autoestima ameaçada. O dominador perde até o senso de suas características e passa a explicar seu chauvinismo e outras mórbidas atitudes como necessárias, razoáveis e justificadas.</p>
<p>Não é plano de Deus que marido e mulher sufoquem a individualidade um do outro. Por ser o direito de escolha moralmente indispensável, tanto a mulher quanto o homem tem o direito de recusar o desejo da pessoa que supostamente ama, de lhe controlar a vida e até seus pensamentos.</p>
<p>A liberdade de escolha dá ao indivíduo o direito de fazer o que desejar com a sua própria vida, mas não lhe concede o direito de fazer o mesmo com a vida dos outros. A mulher tem o direito de controlar o uso de seu próprio corpo. Jamais deveria ser forçada a manter relacionamentos com pessoas que lhe sejam repugnantes.</p>
<p>Fomos dotados pelo Criador, do direito de livre arbítrio. (Deuteronômio 30:19) É o direito de escolha entre o bem e o mal. É esse direito que faz uma pessoa moralmente livre e a torna responsável por suas ações. A destruição desse direito, seja por coerção familiar, pressão social, por preconceitos ou pela ideologia patriarcal atualmente em decadência, não deixa a pessoa sem vida, morta, mas a deixa sem a possibilidade de viver como um ser humano livre. E um ser humano sem liberdade é muito mais desumano do que Deus queria que fosse quando o criou.</p>
<p><strong>Marcos Osmar Schultz</strong> – Pastor</p>
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		<title>Consciência</title>
		<link>https://cadadia.net/consciencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Aug 2018 17:32:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pastoral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Às vezes nos deparamos com alguns flashes que surgem em nossa mente trazendo-nos à memória passagens e episódios da nossa infância ou adolescência, ou de momentos mais recentes do nosso viver. São nada menos do que registros da nossa vida que estão preservados para em um grande dia passar, como num filme, diante de nós [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes nos deparamos com alguns flashes que surgem em nossa mente trazendo-nos à memória passagens e episódios da nossa infância ou adolescência, ou de momentos mais recentes do nosso viver. São nada menos do que registros da nossa vida que estão preservados para em um grande dia passar, como num filme, diante de nós e do grande Deus, nosso Senhor.</p>
<p>A nossa consciência armazena todos os acontecimentos que os nossos sentidos puderam captar, tanto as suas imagens, quanto a opinião que tivemos a respeito de cada situação. Não é à toa que as escrituras declaram que seremos julgados também pelos desígnios e as intenções do coração (I Cor. 4.5; Hb. 4.12). O apóstolo Paulo declarou em Atos 23.1: &#8230;até ao dia de hoje tenho andado diante de Deus com toda a boa consciência,&#8230; e procuro ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens (também Atos 24.16).</p>
<p>&#8230;</p>
<p>A consciência traz um sentimento moral, é como um termômetro dado por Deus. Ela é tão importante que muitos que morreram sem ter a oportunidade de ouvir o evangelho, serão julgados pela lei da consciência. Ela atua em nós dando-nos discernimento entre o bem e o mal. Quando o nosso coração não nos condena, podemos ter confiança diante de Deus. No entanto, quando há algo errado, fora da vontade de Deus, logo ela sinaliza, e a pessoa só terá verdadeira paz quando conseguir consertar o que está errado.</p>
<p>Mas, existem também os casos em que a pessoa está tão longe de Deus e a sua vida tão embaraçada em erros e pecados que a sua consciência fica cauterizada, extirpada, ou seja, destruída na sua função de julgar. Ela fica insensível ao erro, que, de tão costumeiro, torna-se uma rotina. Não há dúvida de que, o coração sem a Verdade é um prisioneiro do mal.</p>
<p>O apóstolo  Paulo declara em  I Tim1.19, que muitos naufragam na fé por este motivo e nesta condição se tornam hipócritas e mentirosos (4.2).  Portanto, para se ter Paz verdadeira e ter confiança nos momentos de luta é necessário apresentar a Deus uma consciência pura, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia. É preciso deixar a palavra falar ao coração, pois ela é poderosa para salvar as nossas almas (Tiago 1.21).</p>
<p>O diabo é apresentado nas Escrituras Sagradas como o acusador dos filhos de Deus (Ap. 12.10). Quando a pessoa tem algo retido no seu interior, ele usará aquilo como arma contra ela para impedi-la de ter comunhão com Deus e de tomar posse daquilo que pertence a ela, por direito.</p>
<p>Não deixe jamais que isto aconteça!&#8230; Não permita que nada te separe do amor de Deus que está em Cristo Jesus! (Rm.8.39). Não aceite que ninguém te acuse, pois é Deus quem te justifica (Rm.8.32). Permaneça firme, seja fiel e vença sempre!</p>
<p><strong>Silvana Gonçalves</strong></p>
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		<title>Relembrando os bons tempos</title>
		<link>https://cadadia.net/relembrando-os-bons-tempos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Aug 2018 20:07:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Qualquer um que esteja casado quer que a experiência seja a mais feliz possível. Mas só a motivação não basta. Nenhum de nós tem energia para iniciar um processo de mudança a menos que tenha esperança de que isso possa levar a uma satisfação maior. Com relação ao casamento, devemos acreditar que as coisa podem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Qualquer um que esteja casado quer que a experiência seja a mais feliz possível. Mas só a motivação não basta. Nenhum de nós tem energia para iniciar um processo de mudança a menos que tenha esperança de que isso possa levar a uma satisfação maior. Com relação ao casamento, devemos acreditar que as coisa podem ser mais ricas, melhores. Elas podem! Como evidência deste potencial, precisamos apenas examinar o início do nosso relacionamento.</p>
<p>Infelizmente, muitos de nós se tornam vítimas da crença errônea de que o que acontece no casamento é inevitável, e o que aconteceu no passado é apenas uma lembrança agradável. Nos momentos mais cínicos chegamos até a pensar que aqueles primeiros tempos devem ter siso apenas fantasia. Mas a verdade é que nessa época nosso amor era genuíno e generoso. Era um tempo de menores expectativas, em que tratávamos nosso parceiro com carinho e, em troca, nos sentíamos aceitos e valorizados. No passado, havia mais entendimento e menos reclamação, maior capacidade de perdoar, mais amor e menos dor.</p>
<p>A maioria dos casais teve boas razões para se casar. Cada um pensava que o outro era maravilhoso e esperava continuar achando isso sempre. Qualquer que tenha sido o nível de maturidade quando casamos, e sem relação com o quanto realmente conhecíamos sobre a outra pessoa, a maioria de nós se casou porque encontrou alguém importante e significativo que quis entrelaçar suas vidas.</p>
<p>Tentem lembrar-se de que ainda são as mesmas pessoas que uma vez ficaram juntas e juraram votos de amor e compromisso. Quaisquer que tenham sido as mudanças ocorridas e as dores que tenham causado um ao outro, pare um instante e olhe para trás , lembrando novamente o amor que ambos gozavam.</p>
<p>Estar disposto a relembrar esses sentimentos é absolutamente crucial, porque são estas primeiras experiências que fornecem uma medida do potencial a ser compartilhado. Mesmo que estes sentimentos tenham estado cobertos por um longo tempo, lembrar-se de por que você se casou e o que você sentia fornece um guia para o caminho de volta &#8211; não uma volta ao passado, porque este se foi para sempre, mas um retorno a vivacidade e esperança que sentia antes e pode ainda sentir no futuro.</p>
<p>Você pode estar pensando: “Mas somos tão diferentes agora – não há jeito de sentir o mesmo de antes.” A verdade é que você está provavelmente menos diferente do que acredita, e muito mais próximo de sentimentos de ternura, confiança e cuidado. Mas o que estamos pedindo requer um ato de fé no início – uma disposição de acredita que essa possibilidade existe.</p>
<p>“Já faz muito tempo que um de nós sentiu alguma coisa parecida com o que você está falando”, disse uma mulher, ceticamente, quando pedida pra relembrar alguns de seus primeiros sentimentos em relação a seu casamento. Encorajada a tentar, começou contando histórias de seu namoro, e depois de algum tempo estava sorrindo e falando com terna animação &#8230; Religar-se com a importância e a significação de um parceiro não apaga automaticamente a dor e o desapontamento, mas fornece um parâmetro.</p>
<p><strong>Melvyn Kinder e Connell Cowan</strong> &#8211; Doutores em Psicologia, conferencistas e autores de diversos livros.</p>
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		<title>Dicas alegres para demonstrar amor</title>
		<link>https://cadadia.net/dicas-alegres-para-demonstrar-amor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Aug 2018 15:53:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Boa dica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Coloque um bilhetinho romântico no bolso do casaco dele. Segure a mão dela sempre que andarem juntos. Sem nenhuma razão especial, compre uma gravata elegante e bonita para ele. Escreva um bilhete ou uma carta para ela (ele) numa folha de papel. Cole num pedaço de papelão fino. Corte tudo em pedaços imitando quebra-cabeça. Envie [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Coloque um bilhetinho romântico no bolso do casaco dele.</p>
<p>Segure a mão dela sempre que andarem juntos.</p>
<p>Sem nenhuma razão especial, compre uma gravata elegante e bonita para ele.</p>
<p>Escreva um bilhete ou uma carta para ela (ele) numa folha de papel. Cole num pedaço de papelão fino. Corte tudo em pedaços imitando quebra-cabeça. Envie pelo correio todas as peças num envelope. Ou envie uma peça de cada vez ao longo de uma semana.</p>
<p>Envie um telegrama.</p>
<p>Se você não consegue fazer uma melodia ou colocar letra numa música já existente contando seu caso de amor, procure um compositor ou escreva para estes programas populares que costumam fazer a ponte entre o desejo do telespectador e quem pode ajudá-lo.</p>
<p>Escreva um poema, bilhete de amor, carta de amor, lista, citações, certificados para serem emolduradas ou o que sua criatividade sugerir e mande um calígrafo transcrever seu texto e ofereça-lhe como presente.</p>
<p>Mude seu modo de agir com ela. Ser romântico apenas quando é conveniente é como mandar flores no Dia dos Namorados &#8211; é algo que se espera e não é nada demais!</p>
<p><strong>Doces presentes: </strong></p>
<p>&#8211; dê a ela um pote cheio de M&amp;M.<br />
&#8211; qual o tipo favorito de bolo de aniversário dele?<br />
&#8211; bala de hortelã recheada com chocolate.<br />
&#8211; torta de chocolate.<br />
&#8211; torta de queijo ou outras delícias&#8230;</p>
<p><strong>Coisas de criança: </strong><br />
&#8211; bichinhos de pelúcia.<br />
&#8211; surpreenda-a com uma aliança escondida numa caixa de BigMac.<br />
&#8211; um “brinquedo” eletrônico.<br />
&#8211; peças de Lego são ótimas para escrever mensagens.<br />
&#8211; surpreenda-o escondendo seu bichinho de pelúcia preferido dentro da bolsa que ele leva para a academia.<br />
&#8211; e outras ideias criativas.<br />
&#8211; cartazes gigantes estão à venda nas papelarias. É saber procurar com calma para achar o que você deseja.<br />
&#8211; quebra-cabeça é um passatempo para qualquer dia sem um programa determinado. Aqueles tipos maiores, com mil pecinhas pequenas, são os mais divertidos. E pode pintar um clima romântico! Deixe a emoção à solta. Vale fazer aposta do tipo quem montar mais peças ganha um beijo e assim por diante.</p>
<p>Você pode dizer eu te amo com a linguagem dos sinais. Escolha o livro certo, que pode ser encontrado nas grandes livrarias, treine e comece um novo sistema de comunicação.</p>
<p>Revisite a arte esquecida de escrever cartas de amor!</p>
<p><strong>Não dê dinheiro como presente &#8211; a menos que isso seja feito de modo criativo. Por exemplo: </strong><br />
&#8211; Cole uma porção de notas de um real, criando uma grande faixa e enrole-a em torno da árvore de natal, ou desenrole esta faixa de notas por toda a casa.<br />
&#8211; Se a cor favorita dele (dela) for verde, amarre um bolo de notas de um real com uma fita verde.<br />
&#8211; Prenda uma nota de cem reais num catálogo das Páginas Amarelas com um bilhete: Você escolhe.</p>
<p><strong>Não dê cheques como presente.</strong></p>
<p><strong>Guarde suas datas. Todas&#8230; </strong><br />
&#8211; Seu casamento.<br />
&#8211; Dia em que se conheceram.<br />
&#8211; Dia do primeiro encontro.<br />
&#8211; O primeiro beijo.<br />
&#8211; A primeira briga para valer.<br />
&#8211; O dia em que compraram a casa.<br />
&#8211; A primeira vez em que disseram Eu te amo.</p>
<p>Pegue um exemplar das boas revistas femininas e leia-as. (Como você espera conhecer o que as mulheres estão pensando e sobre o que estão falando se de vez em quando não der uma olhada nas revistas que elas leem?).</p>
<p>Um conselho: não iguale romance ao sexo. É uma das maneiras mais rápidas de gerar o ressentimento e a má comunicação. Igualar os dois tende a transformar o romance em barganha. Às vezes o romance &#8211; mas nem sempre &#8211; leva ao sexo. O romance é sempre ligado a amor, mas somente às vezes tem a ver com sexo. Entendeu?!</p>
<p><strong>Faça uma das tarefas domésticas que é geralmente um dos trabalhos dela:</strong><br />
&#8211; prepare o jantar.<br />
&#8211; limpe o banheiro.<br />
&#8211; faça as compras de supermercado.<br />
&#8211; leve as crianças ao treino esportivo, etc.</p>
<p>Adaptação de artigo de autor desconhecido.</p>
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		<title>Família em primeiro lugar</title>
		<link>https://cadadia.net/familia-em-primeiro-lugar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jul 2018 20:02:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ponto de Vista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há vinte anos presenciei uma cena que modificou radicalmente minha vida. Foi num almoço com um empresário respeitado e bem mais velho que eu. Ele era um dos poucos engajados no social, embora fosse pessoalmente um workaholic. O encontro foi na própria empresa, ele não tinha tempo para almoçar com a família em casa nem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há vinte anos presenciei uma cena que modificou radicalmente minha vida. Foi num almoço com um empresário respeitado e bem mais velho que eu. Ele era um dos poucos engajados no social, embora fosse pessoalmente um workaholic.</p>
<p>O encontro foi na própria empresa, ele não tinha tempo para almoçar com a família em casa nem com os amigos num restaurante. Os amigos tinham de ir até ele.</p>
<p>Seus olhos estavam estranhos, achei até que vi uma lágrima no olho esquerdo. Bobagem minha pensei, homens não choram, especialmente na frente de outros.</p>
<p>Mas durante a sobremesa ele começou a chorar copiosamente. Fiquei imaginando o que eu poderia ter dito de errado. Supus que ele tivesse lembrado dos impostos pagos no dia, impostos que ele sabia que nunca seriam usados para o social.</p>
<p>Minha filha vai se casar amanhã, disse sem jeito, e só agora a ficha caiu. Eu fui um tremendo de um workaholic e agora percebo que mal a conheci. Conheço tudo sobre meu negócio, mal conheço minha própria filha. Dediquei todo o tempo a minha empresa e me esqueci de me dedicar à família.</p>
<p>Voltei para casa arrasado. Por meses eu me lembrava dessa cena patética e sonhava com ela. Prometi a mim mesmo e a minha esposa que nunca aceitaria seguir uma carreira assim.</p>
<p>Colocar a família em primeiro lugar não é uma proposição ética tão óbvia, trivial, nem tão aceita por aí. Basta entrar na internet e você encontrará milhares de artigos que lhe dirão para colocar em primeiro lugar os outros &#8211; a sociedade, os amigos, o dever, o trabalho, o cliente, raramente a família.</p>
<p>Normalmente, a grande discussão é como conciliar o conflito entre trabalho e família, e a saída salomônica é afirmar que dá para fazer ambos. Será?</p>
<p>O cinema americano vive mostrando o clichê do executivo atarefado que não consegue chegar a tempo à peça de teatro da filha ou ao campeonato mirim de seu filho. Ele se atrasou justamente porque tentou conciliar trabalho e família. Só que surgiu um imprevisto de última hora, e a cena termina com o pai contando uma mentira ou dando uma desculpa esfarrapada.</p>
<p>Se tivesse colocado a família em primeiro lugar, esse executivo teria chegado a tempo, teria levado pessoalmente a criança ao evento, teria dado a ela o suporte psicológico necessário nos momentos de angústia que antecedem um teatro ou um jogo.</p>
<p>A questão é justamente essa. Se você, como eu e a grande maioria das pessoas, tem de conciliar família com amigos, trabalho, carreira ou política, é imprescindível determinar, muito antes das inevitáveis crises, quem você prioriza e coloca em primeiro lugar. Você não terá de tomar difíceis decisões de lealdade na última hora, pois a opção já terá sido previamente discutida e emocionalmente internalizada.</p>
<p>Na época pensava deixar de ser professor da USP, apesar do ambiente tranquilo e dos três meses de férias que a carreira proporcionava. Mas aquele almoço me fez ficar, para desespero de meus alunos.</p>
<p>Colocar a família em primeiro lugar tem um custo com o qual nem todos podem arcar. Implica menos dinheiro, fama e projeção social. Muitos de seus amigos poderão ficar ricos, mais famosos que você e um dia olhá-lo com desdém. Nessas horas, o consolo é lembrar um velho ditado que define bem por que priorizar a família vale a pena: Nenhum sucesso na vida compensa um fracasso no lar.</p>
<p>Qual o verdadeiro sucesso de ter um filho drogado por falta de atenção, carinho e tempo para ouvi-lo no dia a dia? De que adianta fazer uma fortuna para ter de dividi-la pela metade num ruinoso divórcio e pagar pensão à ex-esposa para o resto da vida? De que adianta ser um executivo bem-sucedido e depois chorar na sobremesa porque não conheceu sequer a própria filha?</p>
<p><b>Stephen Kanitz</b> &#8211; Professor e escritor premiado com livros editados tanto no Brasil quanto no exterior é formado pela Harvard University. Escreve a seção Ponto de Vista da Revista Veja.</p>
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		<title>Eu também cansei!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jul 2018 18:22:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Para Pensar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 27 de julho, a Philips do Brasil publicou um anúncio nos principais jornais do país manifestando apoio ao “Cansei”. A carta da Philips foi alvo de uma saraivada de críticas, inclusive do governo. Muitos segmentos da sociedade brasileira repudiaram o movimento que, segundo os organizadores, não tinha nenhum caráter partidário ou político e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 27 de julho, a Philips do Brasil publicou um anúncio nos principais jornais do país manifestando apoio ao “Cansei”. A carta da Philips foi alvo de uma saraivada de críticas, inclusive do governo.</p>
<p>Muitos segmentos da sociedade brasileira repudiaram o movimento que, segundo os organizadores, não tinha nenhum caráter partidário ou político e “apenas” buscava canalizar o descontentamento e a indignação dos brasileiros com o clímax da violência, desgoverno e caos das instituições no Brasil.</p>
<p>Procurando esclarecer a opinião pública, o presidente da Philips no Brasil, Paulo Zottolo, deu uma entrevista onde afirmou: “O marasmo hoje é do cidadão brasileiro, não é do governo”. Como cidadão brasileiro nós estamos [sic] aceitando uma tragédia atrás da outra e paramos de nos indignar. E por que paramos de nos indignar? Por que nós como brasileiros não ligamos para o próximo? Não é isso.</p>
<p>É porque a sucessão de tragédias é tão grande que você passa de uma indignação para outra. Você passa do dólar na cueca para o buraco do metrô, para o acidente com o avião da Gol, para o acidente com outro avião, para uma notícia [sic] que você está voando no espaço aéreo com um buraco negro e que você pode bater com contrabandista, com bala na favela, com garoto sendo arrastado no cinto de segurança de um carro no Rio&#8230; Portanto, ‘Cansei’.</p>
<p>Embora não faça parte de nenhum partido político ou mesmo agremiações não partidárias tipo o “Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros”, este colunista quer, também, manifestar publicamente o seu descontentamento com esta avalanche de coisas erradas que estão aí causando dor, perplexidade e comoção mundial.</p>
<p>Cansei de ver tanta gente na miséria, enquanto os bancos batem sucessivos recordes de lucros em seus relatórios. Cansei de ver crianças fazendo malabarismos nos semáforos, quase sendo atropeladas pelos carros, à cata de algumas moedas para saciar a fome.</p>
<p>Cansei de ver adolescentes nos postos de gasolina, nas entradas e saídas das grandes cidades, vendendo o corpo e a alma por uns míseros reais – enquanto os governantes gastam milhões em campanhas que nem de longe tocam nas causas estruturais da miséria e prostituição infantil.</p>
<p>Eu também cansei de ver os idosos sendo maltratados e explorados em asilos e outros lugares estranhos que deveriam servir de lar e abrigo para eles. Cansei de ver os velhinhos sendo assaltados e mortos nos caixas eletrônicos – hoje mesmo, um deles foi impiedosamente executado porque, sob a ameaça do revólver, não conseguiu lembrar o número da senha bancária.</p>
<p>Cansei de ver estradas esburacadas e pessoas mortas em acidentes, por causa da negligência e irresponsabilidade dos governantes. Cansei de ver as pessoas sofrendo e vindo a morrer sem a mínima assistência médica, nos hospitais públicos do Brasil – por sinal, o ministro da área já reconheceu a falência do SUS.</p>
<p>Cansei de ver líderes políticos a pairar como zumbis alucinados acima da coleção de denúncias fundadas e das “histórias pra boi dormir” engendradas por eles e seus defensores. Cansei de ver a moral dos governantes vilipendiada e a memória dos grandes estadistas e homens públicos do passado sendo jogada pelo ralo – na grande rede de esgoto que se tornou a política brasileira.</p>
<p>Cansei de ver os iraquianos se matando como moscas, em seu próprio país. De ver as agressões ao meio ambiente perpetradas por Bush e outros líderes mundiais. Cansei de ver a escalada da violência, a insensibilidade dos governantes e o total desprezo pela vida humana.</p>
<p>Cansei de ver a ganância dos ricos, com a sua ostentação, e a insensibilidade para com a penúria dos pobres. Cansei de ver a imoralidade tornando vis os chamados horários nobres das grandes redes de TV.</p>
<p>Em suma, eu cansei: Cansei de ver a verdade bíblica posta de lado e a mentira deslavada dos “descarregos” e “encostos” cada vez mais disseminada pelos vendilhões do templo. Cansei de ver o pecado exaltado e as virtudes ridicularizadas. Cansei de ver o choro, tristeza, dor e separação causados pela morte de entes queridos.</p>
<p>Cansei dos prazeres efêmeros deste mundo. Cansei de buscar a felicidade aqui na Terra – porque, agora, reconheço e afirmo que este mundo tornou-se um lugar inadequado para os filhos de Deus. Portanto, agora descanso unicamente na promessa infalível do Senhor: “E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (João 14:3). Cansei da Terra!</p>
<p>Aguardo o Céu!</p>
<p><strong>Elizeu Lira</strong> &#8211; Pastor e Jornalista. Autor de diversos livros, inclusive com indicação para o Jaboti, que é o maior prêmio da literatura nacional.</p>
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		<title>A Bíblia e a Soberania de Deus</title>
		<link>https://cadadia.net/biblia-e-soberania-de-deus/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jul 2018 17:28:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pastoral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>(Jeremias 18: 4 a 6; Rom. 9: 19 a 29; 2a Tim. 3:16). Não há como saber sobre a soberania de Deus, senão pelas Escrituras Sagradas. Se aceitamos a Bíblia como Palavra de Deus, então descobrimos que ela repetidamente diz que Deus e soberano. Quando é aplicado a Deus, o termo soberania indica o total [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>(Jeremias 18: 4 a 6; Rom. 9: 19 a 29; 2a Tim. 3:16).</p>
<p>Não há como saber sobre a soberania de Deus, senão pelas Escrituras Sagradas. Se aceitamos a Bíblia como Palavra de Deus, então descobrimos que ela repetidamente diz que Deus e soberano.</p>
<p>Quando é aplicado a Deus, o termo soberania indica o total domínio do Senhor sobre toda a Sua criação. Como soberano que é, Deus exerce de modo absoluto a Sua vontade, sem ter de prestar contas a qualquer vontade finita, conforme Daniel 4:25 &#8230; Até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o da a quem quer. Somos o barro, Deus, oleiro (Jer.18:4-6).</p>
<p>Deus não pode ser comparado com os limitados e mortais soberanos deste mundo, porquanto só Ele é o soberano eterno, justo, fiel, verdadeiro, longânimo e Sua misericórdia não tem fim.</p>
<p>O ensino bíblico e que Deus é Rei, Soberano Supremo e Legislador do universo e os cristãos do mundo inteiro, proclamam isso, repetidamente, quando recitam ou cantam a doxologia Pois Teu e o Reino, o poder e a glória para sempre. É uma expressão plenamente verdadeira, pois Deus realmente é o único Soberano, o Rei dos reis e o Senhor dos senhores (Tim. 6:15).</p>
<p>A autoridade da Bíblia é estabelecida por suas próprias reivindicações. Ela é a Palavra de Deus, pois &#8230; Nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal, pois jamais a profecia teve origem na vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo (2° Pedro 1:20,21). O apóstolo Paulo reafirma essa convicção quando diz que: toda Escritura e inspirada por Deus&#8230; (2° Tim. 3:16).</p>
<p>A soberania de Deus consiste não só em Sua onipotência expressa em relação ao universo criado, mas também, no tocante à responsabilidade moral das criaturas diante dEle. Deus poderia, por exemplo, condenar toda a raça humana à perdição face à desobediência de nossos primeiros pais, Adão e Eva e, também, quando do dilúvio. Ao longo da historia ternos visto que Ele, como soberano, justo e misericordioso, resolveu salvar a muitos &#8230; (lsa.53:11).</p>
<p>Em toda a Escritura se faz evidente que não existe outra fonte de salvação exceto a graciosa mercê divina. A graça não teria razão de ser se os méritos a precedessem. O Senhor não escolhe os bons, mas escolhe para os fazer bons (J. Calvino), O Senhor nos escolhe segundo o beneplácito da Sua vontade (Ef.1:5). Beneplácito significa a vontade prazerosa de Deus. Sua boa, agradável e perfeita vontade.</p>
<p>Jesus diz que ninguém pode reconhecê-lo como Salvador se o Pai não o levar a Ele e que todo o que o Pai Lhe dá, esse irá a Ele; e esse de maneira nenhuma se perderá, conforme João 6: 37,44.<br />
A Igreja é o instrumento de Deus para reunir aqueles que Ele soberanamente quer salvar e, que, com Sua graça irresistível, Ele, através do Seu Santo Espírito, vai reunindo os que lhe pertencem.<br />
Que a nossa Igreja possa ser a Arca que receba, fraternalmente, pessoas e famílias que Deus quer reunir como Seu povo.</p>
<p><strong>Reverendo Enoc Teixeira Wenceslau</strong> &#8211; Moderador do Conselho Coordenador da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil.</p>
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		<title>Namoro. Quais os limites do relacionamento físico?</title>
		<link>https://cadadia.net/namoro-quais-os-limites-do-relacionamento-fisico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jul 2018 18:42:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Namoro e Noivado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Até onde podemos ir no namoro? Quais os limites do relacionamento físico? Como lidar com impulsos sexuais e não desagradar a Deus ao mesmo tempo? Quantas perguntas e interrogações para nós, jovens cristãos. Sabemos que não devemos ter relação sexual antes do casamento, mas e o resto? Até onde o beijo e as carícias são [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Até onde podemos ir no namoro? Quais os limites do relacionamento físico? Como lidar com impulsos sexuais e não desagradar a Deus ao mesmo tempo? Quantas perguntas e interrogações para nós, jovens cristãos. Sabemos que não devemos ter relação sexual antes do casamento, mas e o resto? Até onde o beijo e as carícias são saudáveis?</p>
<p>Infelizmente não temos um guia sobre o certo e o errado no relacionamento físico e a Palavra de Deus não diz claramente nada sobre isso, mas temos princípios que podem nos ajudar a levar um relacionamento no namoro que agrade a Deus. Uma coisa é certa: não é algo fácil mas vale a pena. Por trás de toda a obediência existe uma grande benção de Deus.</p>
<p>Como tudo o que existe na vida, o namoro faz parte de um processo que tem um começo e um fim. Começa com uma amizade especial, passa pelo namoro e noivado e tem como fim o casamento. É como uma corrida que tem linha de partida e chegada. O perigo é quando nos desviamos do percurso.</p>
<p>O relacionamento físico sempre nos leva a querer mais, e quando a intimidade se desenvolve, retroceder é quase impossível. Se você dá as mãos, vai querer abraçar, se abraça, quer beijar. Depois do beijo vem as carícias, que em pouco tempo, ficam mais íntimas. De repente, quando menos se espera, vocês se relacionam sexualmente ou quase chegam lá. Mas vocês não queriam isso, vocês queriam agradar a Deus e ter um namoro legal. O que fazer então?</p>
<p>O sexo tem um lugar, uma hora especial na vida de uma mulher e um homem, o que deve acontecer só depois do casamento (Hb13:4) e faz parte do final do processo. Até chegar lá, é preciso aprender a lidar com os desejos e impulsos sexuais, que são como um vulcão adormecido. Se o cutucarmos, ele acorda antes do tempo e produz estragos.</p>
<p>Uma coisa é importante: os impulsos sexuais foram criados por Deus, são parte da Sua benção, mas se utilizados fora do tempo, levam ao pecado, à culpa e à vergonha. Porque então acordar o vulcão? Deus está orientado em nosso padrão de namoro e pode nos dirigir e orientar, basta buscarmos sua direção. Ele anseia por casais de namorados que queiram acima de tudo, santidade. Creio que por trás de tudo isso existe algo profético e precioso para todos nós.</p>
<p>Jesus está voltando e poderemos ter o privilégio de testemunhar sua vinda. Mas Ele vem para encontrar sua noiva (a Igreja), sem mácula. Ele vem para nos encontrar! O nosso padrão de namoro não é uma mera questão de fazer ou deixar de fazer algo, mas reflete o nosso amor pelo Senhor e nossa vontade de honrá-lo da melhor forma. Talvez tenhamos que nos sacrificar e dizer não às coisas que todo mundo faz e que podem nos dar prazer. Mas se tudo isso é para agradar ao Senhor e honrá-lo, então deve valer a pena. Porque não? Porque não tentarmos ser diferentes do mundo em vez de aceitarmos e copiarmos seus padrões?</p>
<p>Que você e eu possamos erguer uma nova bandeira na área de relacionamentos. Que possamos honrar e louvar ao Senhor através de nossos namoros. Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santidade e honra, não na paixão da concupiscência, como os gentios que não conhecem a Deus; ninguém iluda ou defraude nisso a seu irmão, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também antes vo-lo dissemos e testificamos. Porque Deus não nos chamou para a imundícia, mas para a santificação. (I Tessalonicenses 4:3-7).</p>
<p><strong>Ariane Nishimura<br />
.</strong></p>
<p><strong>Leitura de apoio:</strong><br />
Nem Tudo que Cai na Rede é Peixe <a href="https://amzn.to/3qxVh9R">https://amzn.to/3qxVh9R</a><br />
O namoro e o noivado que Deus sempre quis: Construção de relacionamentos duradouros <a href="https://amzn.to/2ONrIDl">https://amzn.to/2ONrIDl</a><br />
Perguntas e respostas sobre o namoro e o noivado <a href="https://amzn.to/3u9bp3K">https://amzn.to/3u9bp3K</a><br />
Namoro blindado <a href="https://amzn.to/2NhE46f">https://amzn.to/2NhE46f</a></p>
<p><strong>Este é o melhor leitor de ebook e com vários recursos para facilitar sua leitura:<br />
</strong>Kindle 10 geração <a href="https://amzn.to/3u6cF7U">https://amzn.to/3u6cF7U</a><br />
Kindle Paperwhite <a href="https://amzn.to/3dnp01w">https://amzn.to/3dnp01w</a><br />
Kindle Oasis <a href="https://amzn.to/3rWwrk8">https://amzn.to/3rWwrk8</a></p>
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		<title>Emancipação Intelectual e Educação Popular</title>
		<link>https://cadadia.net/emancipacao-intelectual-e-educacao-popular/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jul 2018 14:37:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação e Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O objetivo deste texto é desenvolver uma reflexão a respeito de uma ação educativa popular, em uma das maiores favelas da América Latina, situada no Rio de Janeiro, baseada na premissa filosófica de Jacques Rancière, da igualdade das inteligências e da emancipação intelectual. Acredito que esta noção apresenta indícios de uma análise crítica, subversiva à [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O objetivo deste texto é desenvolver uma reflexão a respeito de uma ação educativa popular, em uma das maiores favelas da América Latina, situada no Rio de Janeiro, baseada na premissa filosófica de Jacques Rancière, da igualdade das inteligências e da emancipação intelectual. Acredito que esta noção apresenta indícios de uma análise crítica, subversiva à lógica da ordem explicadora, difundida pela sociedade capitalista moderna, que pedagogizou-se sob o discurso de que, com isso, poderia levar luzes aos que viviam na obscuridade.</p>
<p>Aproximando a proposta de Rancière das práticas curriculares de um movimento social de Educação Popular do qual sou participante-pesquisador, o Pré-vestibular Comunitário da Rocinha (PVCR), é possível perceber que a problemática da emancipação intelectual não só se faz presente nesse cotidiano, como também, se consubstancializa nas ações dos alunos, professores e coordenadores, que têm se questionado bastante a respeito dos métodos de ensino.</p>
<p>Os métodos têm sido considerados como instrumentos dos quais os iluminados, sábios da ciência se servem para elevar os indivíduos ignorantes, levando-os ao encontro do saber superior; o saber científico. São uma tentativa de implantação de mecanismos que deem conta de um ensino universal, que possa instruir uma grande quantidade de pessoas ao mesmo tempo, homogeneizando a forma de raciocinar e funcionando como antolhos que não permitem enxergar nem percorrer outros caminhos. O risco para aqueles que ousem subverter (e os sujeitos sempre o fazem) essa lógica é o de serem acusados de levianos ou até de profanadores dos cânones científicos. No PVCR, os atores sociais envolvidos no processo de ensino e aprendizagem encontram-se num constante conflito entre esses dois polos.</p>
<p>Fundamentado em bases contraditórias, porém complementares, esse movimento de educação popular ao mesmo tempo em que prepara os alunos, através de alguns treinamentos, para os exames do vestibular, almeja que estes, a partir da reflexão-ação, construam redes de intersubjetividades emancipatórias. Através de um eixo programático criado com a intenção de integrar temas políticos e sociais para problematizar a situação existencial do grupo (que vive em contextos cuja violência urbana se faz constantemente presente) e a sociedade em geral, pretendemos desenvolver uma escolarização diferenciada, para que, ao chegarem às universidades, os alunos estejam dispostos a entrar nos embates pela democratização do acesso ao ensino superior e da própria sociedade.</p>
<p>O resultado dessa experiência tem demonstrado que a ideia de igualar as camadas populares da sociedade às outras pelo saber imposto não se sustenta. Ao omitir a igualdade da potência de inteligência humana, que permite a todos aprender a partir da vontade, tal concepção nega e tenta invisibilizar os saberes e as práticas dos indivíduos oriundos desses grupos sociais. A premissa da emancipação intelectual é uma possibilidade de questionamento e de subversão desse modelo.</p>
<p><strong>Rodrigo Torquato</strong> &#8211; Professor universitário, mestrando do Programa de Pós-graduação em Educação na UERJ, membro do grupo de pesquisa Redes de conhecimentos e práticas emancipatórias no cotidiano escolar do Laboratório Educação e Imagem da UERJ.</p>
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		<item>
		<title>Abra seu Coração para os Filhos</title>
		<link>https://cadadia.net/abra-seu-coracao-para-os-filhos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jul 2018 13:37:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crianças]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu estive olhando o livro Assuntos de Família, do Daniel Gotlieb, Editora Saraiva, e quero compartilhar algumas ideias que podem ser úteis para quem ainda se pergunta: o que posso deixar para meus filhos? Que tipo de ajuda posso oferecer? Ele faz um comentário sobre nossa expectativa de querer o melhor para os filhos e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu estive olhando o livro Assuntos de Família, do Daniel Gotlieb, Editora Saraiva, e quero compartilhar algumas ideias que podem ser úteis para quem ainda se pergunta: o que posso deixar para meus filhos?</p>
<p>Que tipo de ajuda posso oferecer? Ele faz um comentário sobre nossa expectativa de querer o melhor para os filhos e lembra como muitas vezes o que imaginamos e idealizamos não é realmente o que eles têm em mente para suas próprias vidas.</p>
<p>Na verdade acaba sendo algo que queremos ver neles, que pode não fazer nenhum sentido. Nossas crenças, aquilo que gostamos, nosso estilo de vida, nem sempre serão aceitos por eles. Mas, muitas vezes, insistimos que continuem vivendo carregando nossa bagagem, porque julgamos que nosso projeto e caminhos percorridos são os mais adequados. Quando eles se desviam dessa rota, realizando com autonomia suas escolhas, tendemos a achar que não serão boas escolhas. E até nos rebelamos, abandonando-os com chavões do tipo: lavo minhas mãos.</p>
<p>No entanto, talvez um dos principais aprendizados que tenhamos de fazer enquanto pais é aceitar que nossos filhos são autônomos e fazem suas escolhas por vontade própria. E que não teremos controle permanente sobre suas vidas.</p>
<p>O autor de Assuntos de Família diz uma coisa que eu achei muito rica para apreciarmos que é o seguinte:</p>
<p>Se ao invés de tentarmos que carreguem nossa bagagem, compartilharmos com nossos filhos o nosso coração, ou seja, os nossos medos, a nossa culpa, a nossa dor, os nossos limites e a nossa luta, eles nos terão como pessoas inteiras, com uma sabedoria colhida na trilha da vida, e também com uma fragilidade. E desse tipo de vínculo verdadeiro poderá surgir neles a força que precisam para trilhar seu próprio caminho, usando seus recursos, que não podemos esquecer, também têm nossas raízes, é claro.</p>
<p>Confie. Abra seu coração. Fale de você e de suas experiências.</p>
<p><strong>Ângela Vieira de Albuquerque Martins </strong>&#8211; Jornalista profissional, formada em Comunicação Social; Terapeuta Familiar, pós-graduada na PUC-SP, atua na orientação familiar, conduz a coluna De Olho na Criança (Jovem Pan FM).</p>
<p>O post <a href="https://cadadia.net/abra-seu-coracao-para-os-filhos/">Abra seu Coração para os Filhos</a> apareceu primeiro em <a href="https://cadadia.net">My Blog</a>.</p>
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		<title>Conheço-te</title>
		<link>https://cadadia.net/conheco-te/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2018 18:38:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Poesia e CIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conheço você&#8230; Conheço teu medo, a tua felicidade e os teus sonhos. Conheço tua estrada e sei exatamente o teu destino. Conheço você por dentro&#8230; Sem que você tenha que me pedir, eu entendo o que você quer&#8230; Conheço o teu sorriso, e sei tudo que está dentro do teu coração. Conheço e te reconheço em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Conheço você&#8230;<br />
Conheço teu medo,<br />
a tua felicidade<br />
e os teus sonhos.</p>
<p>Conheço tua estrada<br />
e sei exatamente o teu destino.</p>
<p>Conheço você por dentro&#8230;</p>
<p>Sem que você tenha que me pedir,<br />
eu entendo o que você quer&#8230;</p>
<p>Conheço o teu sorriso,<br />
e sei tudo que está dentro do teu coração.</p>
<p>Conheço e te reconheço em qualquer lugar&#8230;</p>
<p>Sei do teu amor,<br />
da tua saudade,<br />
dos sonhos que movimentam a tua vida<br />
e da esperança que te faz lutar.</p>
<p>Amo-te pelo que você é,<br />
para mim, você é um ser valioso.</p>
<p>Amo-te mesmo quando você perde<br />
a confiança em mim.<br />
Amo-te mesmo sem você saber&#8230;</p>
<p>Acompanho-te desde sempre,<br />
estou a teu lado mesmo quando você pensa<br />
que eu te abandonei&#8230;</p>
<p>Vibro com você cada minuto da tua felicidade.<br />
Choro com você cada lágrima.<br />
Sofro com você toda a tua dor,<br />
e te estendo as mãos a todo momento,<br />
embora muitas vezes você teime em não me pedir ajuda,<br />
mesmo assim,<br />
continuo a te proteger&#8230;</p>
<p>Conheço-te<br />
e sei que você é muito especial,<br />
como é especial cada filho meu,<br />
mas cada um com as suas diferenças,<br />
ainda assim o meu amor é incondicional,<br />
e ele é o maior amor do mundo.</p>
<p>Conheço-te,<br />
porque eu te criei&#8230;</p>
<p>Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus.<br />
* Salmo 46-10 *</p>
<p>Autor Desconhecido</p>
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		<title>Relacionamento Familiar</title>
		<link>https://cadadia.net/relacionamento-familiar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2018 17:54:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O maior problema no relacionamento familiar é que cada um acredita que a razão lhe pertence. A esposa reclama porque o marido acredita que é doutor em tudo. Está sempre certo. Não admite que ninguém lhe diga que está errado. O marido, por sua vez, fala que a mulher é muito impertinente. Gosta de confusão. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O maior problema no relacionamento familiar é que cada um acredita que a razão lhe pertence. A esposa reclama porque o marido acredita que é doutor em tudo. Está sempre certo. Não admite que ninguém lhe diga que está errado. O marido, por sua vez, fala que a mulher é muito impertinente. Gosta de confusão. Faz tempestade em copo d’água. O filho reclama que os pais estão totalmente por fora do mundo e querem governar a sua vida.</p>
<p>Talvez falte um pouco de amor para iluminar o relacionamento afetivo e inspirar maneiras de conviver com menos egoísmo.</p>
<p>Conta o escritor Tom Anderson que certa vez ouviu alguém afirmar que o amor deve ser exercitado como um ato da vontade. Uma pessoa pode demonstrar amor através de gestos simples. Impressionou-se com o que ouviu. Reconheceu-se egoísta e que havia se tornado insensível ao amor familiar.</p>
<p>Ficou imaginando que poderia melhorar o relacionamento afetivo se deixasse de criticar tanto a esposa e os filhos. Se não ligasse a televisão somente no canal de seu interesse. Se deixasse de se concentrar na leitura do jornal e desse um pouco de atenção aos familiares. Durante as férias de duas semanas, em que estavam juntos na praia, decidiu ser um marido e pai carinhoso. No primeiro dia, beijou a esposa e falou como ela estava bem, vestindo aquele suéter amarelo. Você reparou! – falou admirada.</p>
<p>Logo que chegaram à praia, Tom pensou em descansar. Mas a esposa o convidou para dar um passeio, junto ao mar. Ia recusar, mas lembrou da promessa que fizera a si mesmo, por isso foi com ela. No outro dia, a esposa o convidou para visitar um museu de conchas. Ele detestava museus, mas foi.</p>
<p>Numa das noites, não reclamou quando ela demorou demais para se arrumar e eles chegaram atrasados a um jantar. E assim se passaram doze dias. As férias estavam por terminar. Entretanto, Tom fizera a promessa de continuar com aquela disposição de expressar amor.</p>
<p>Foi então que ele surpreendeu a esposa muito triste. Perguntou-lhe o motivo, ela lhe indagou: você sabe de alguma coisa que eu não sei? Por que pergunta? Disse o marido. Bem, é que eu fiz aqueles exames rotineiros há algumas semanas. Segundo me disse o médico, estava tudo bem. Mas, por acaso ele disse alguma coisa diferente para você?</p>
<p>Não, afirmou Tom. Claro que não. Por que deveria? É que você está sendo tão bom para mim que imaginei estar com uma doença grave, que iria morrer. Não, querida, tornou a falar Tom, sorrindo, você não está morrendo. Eu é que estou começando a viver.</p>
<p>Ao admitir que não somos infalíveis, nos habilitamos a iniciativas maravilhosas que põem fim aos desentendimentos.</p>
<p>Existem expressões mágicas em favor da harmonia doméstica, como, por exemplo, dizer:</p>
<p>⦁ Cometi um erro.<br />
⦁ Você tem razão.<br />
⦁ Peço perdão.<br />
⦁ Fui indelicado.<br />
⦁ Prometo mudar.</p>
<p>Que tal começar hoje mesmo a tentar utilizar uma destas expressões a favor da paz no lar?</p>
<p>www.segs.com.br                                                                                                                                                                                         Baseado no livro A presença de Deus.</p>
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		<title>Filhos: Como Educá-los?</title>
		<link>https://cadadia.net/filhos-como-educa-los/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Mar 2018 14:21:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crianças]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ensine a criança no caminho em que ela deve andar. Você como pai e mãe, precisa passar um modelo saudável de comportamento, pois a criança copia comportamentos e os repetirá em seguida. Deve-se evitar os extremos de, por um lado, agir com muita rigidez , e, por outro lado, com muita liberalidade. Uma criança não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ensine a criança no caminho em que ela deve andar. Você como pai e mãe, precisa passar um modelo saudável de comportamento, pois a criança copia comportamentos e os repetirá em seguida. Deve-se evitar os extremos de, por um lado, agir com muita rigidez , e, por outro lado, com muita liberalidade. Uma criança não se torna mais feliz quando se a deixa fazer tudo o que ela quer ou quando ela ganha tudo o que deseja.</p>
<p>Antigamente atuava-se com autoridade e não havia diálogo e orientação afetiva. A tendência hoje passou a ser diferente, há mais diálogo, há afeto através de presentes (viagens, presentes), mas parece ter havido uma perda da postura de autoridade que a criança necessita ver nos pais.</p>
<p>Uma criança e mesmo um jovem não conseguem se comportar bem apenas com um diálogo racional, sem alguma restrição. Sem restrições (para o bem da pessoa) a criança passa erradamente a sentir que ela é a dona da situação, enquanto que na realidade ela não é. É importante compreender que a criança é igual ao pai e mãe no sentido de serem pessoas com sentimentos, com necessidades afetivas. Mas não são iguais, obviamente, quanto à responsabilidade. Isso significa que você, pai e mãe, precisam ser sensíveis para com a necessidade afetiva do seu filho ou filha, mas não caírem na armadilha que eles podem colocar, quando apelam para as emoções, passando por cima da razão que aponta caminhos de saúde, de harmonia e de respeito na família.</p>
<p>Se uma criança não aprende a obedecer seus pais, provavelmente ela terá dificuldade de obedecer outras figuras de autoridade na sociedade, e isto poderá colocá-la numa situação difícil e até dolorosa no futuro. Há uma hierarquia normal na sociedade, e isto precisa ser respeitado para o bom funcionamento da vida. Acho que as crianças e os jovens hoje têm maiores lutas e desafios e estão sob uma pressão destrutiva do caráter, e, portanto, dos bons costumes que facilitariam um viver feliz, muito maior que gerações anteriores. Existe uma superficialização da vida, uma tendência de obter prazer já, imediatamente, sem ser ensinado aos filhos os valores da paciência, do aprendizado a lidar com a frustração. O mundo está muito mais ansioso do que há décadas atrás. Quando digo “ansioso” quero dizer acelerado no mau sentido. É, sem dúvida, maravilhoso o avanço tecnológico. Porém, as crianças obtém precocemente muito mais informações do que elas têm capacidade e maturidade para administrar. Por isso, há um preço sobre a saúde física e mental delas doloroso.</p>
<p>Há uma sexualidade precoce. Uma tensão muito grande quanto ao mercado de trabalho. Fisicamente as meninas menstruam mais cedo (efeitos também de hormônios colocados em alimentos para maior produção e lucros, além dos outros fatores estressantes). Jovens de ambos os sexos praticam sexo genital quando não possuem ainda maturidade emocional para lidar com isso. Estão prontos para o sexo somente por terem pênis e vagina e poderem experimentar o orgasmo. Mas estão quase que totalmente desprovidos de maturidade emocional para lidar com uma gravidez indesejada, um aborto, uma doença sexualmente transmitida, a AIDS, além de situações de namoro precoce e extremamente erotizado (aqui a mídia joga um papel de fornecer uma péssima educação e são definidamente responsáveis, junto com os pais, neste problema social complexo). No Brasil mais de um milhão e duzentos mil meninas abortam por ano.</p>
<p><strong>Os pais precisam ensinar seus filhos:</strong></p>
<p>1) O autodomínio. A criança não deve ser deixada fazer pirraça e exigir o que ela quer na hora que ela quer. Claro, você, pai e mãe, precisam ser bons exemplos de autodomínio também! Como você reage quando não consegue o que deseja? Diz palavrões? Quebra alguma coisa? Fica com tanta raiva que corre no armário para tomar um tranquilizante e a criança vendo? Toma um drinque para se acalmar, ao invés de lidar construtivamente com suas emoções dolorosas? A criança vai fazer o que ela viu você fazer. Gratifique-a com beijos, abraços, elogios sinceros, quando ela conseguir fazer algo que você sabia que seria difícil para ela, que exigiu dela autocontrole. Diga palavras, com sorriso, assim: Viu? Eu sabia que você era capaz de conseguir isto! Muito bem!</p>
<p>2) Toda vez que a criança falar uma palavra errada, uma gíria, corrija com carinho, dizendo a palavra certa e elogiando-a na primeira oportunidade que ela falar a palavra correta. Não use palavrões com seus filhos. Não acredite que isto é coisa bonita, moderna ou de macho. É sim, de pessoas mal educadas.</p>
<p>3) Ensine seu filho a agradecer pelo que ela recebe, seja presente material, seja carinho, seja um passeio. Pai e mãe não são empregados dos filhos, que os têm de servir em todos os desejos deles.</p>
<p>4) Exija obediência com amor, mas com firmeza. O não do pai ou mãe deve ser obedecido. Evite dizer sim e não precipitados, para não ter de voltar atrás depois, o que destrói o respeito da criança pelos pais.</p>
<p>5) Ensine o valor sublime da vida que não é o material. O abuso álcool (outro dia soube que numa excursão de um bom colégio da cidade, jovens voltaram embriagados, triste, não?) o uso de drogas ilícitas pode estar relacionado também com uma perda do motivo para viver porque os modelos de vida podem ser materialistas e os jovens usam isto de uma forma autodestrutiva.</p>
<p><strong>Cesar Vasconcellos de Souza</strong> – Médico psiquiatra do CAVS – Centro Adventista de Vida Saudável e do Hospital Adventista Silvestre.</p>
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