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Curtindo a vida na maturidade

A aposentadoria já chegou, os filhos se encaminharam na vida, mas ao contrário do que muitos idosos pensam, ainda há muito a fazer. Chegou a hora de aprender, colecionar coisas interessantes ou até dar uma de artista, o importante é fazer o que se gosta para ocupar a mente e se sentir bem.

Mas nem todo mundo pensa assim. Muitas pessoas, quando chegam na terceira idade, se sentem perdidas e até inúteis, porque acreditam que já cumpriram as suas obrigações e não há mais nada a fazer. “A mulher não precisa mais cuidar dos filhos, o homem não é mais o responsável pelo sustento da família. As pessoas passam a vida em função de um determinado objetivo e, quando ele é alcançado, elas passam a acreditar que não são mais produtivas”  afirma a psicóloga Olga Inês Tessari, especialista em terceira idade.

É muito comum o idoso perder a agilidade nos movimentos e a clareza do raciocínio. “Como a família tem suas próprias obrigações, ela passa a não dar mais ao idoso a mesma atenção que dava antes. É quando ele  começa a perceber que está num plano secundário”, diz Olga. Ela alerta ainda que esse sentimento muitas vezes causa depressão, pois algumas pessoas não aceitam muito bem o processo de envelhecimento e frisa a importância de se procurar ajuda psicológica nesses casos.

“O lazer, a distração, o bem estar são fundamentais para todos, independente da idade”, afirma Olga. “Mas, no caso do idoso, ter um hobby, participar de passeios, reuniões culturais e manter contato com pessoas de sua faixa etária é extremamente importante, pois ajuda a elevar a sua auto estima e fazer com que ele se sinta integrado à sociedade”.

Ter um passatempo como coleções, esporte, instrumento, artesanato, entre outros, é uma das melhores maneiras de estimular o cérebro.

Sabemos que um cérebro ativo é muito mais saudável e capaz de concentrar-se e produzir com mais rapidez.

De acordo com especialistas, o ideal é buscar sempre novas atividades para fazer além do trabalho e outras ações cotidianas.  Isso porque, quando saímos da zona de conforto, nosso cérebro cria mais sinápses, ou seja, novas conexões entre os neurônios.

A prática da atividade física pode controlar e até mesmo evitar alguns sintomas de doenças, dentre os benefícios dos exercícios, pode-se destacar menor probabilidade de disfunções cardiovasculares, como aumento do consumo máximo de oxigênio, redução da pressão arterial e freqüência cardíaca em repouso, diabetes, osteoporose, depressão e ansiedade.

Pessoas mais idosas que pôr algum motivo, não tiveram a chance ou motivação para praticarem algum esporte durante seu período de juventude, poderiam desfrutar dos benefícios da atividade física após esta fase da vida sendo o trabalho de fortalecimento muscular importante não só para a diminuição do declínio de déficit motor quanto para a melhora da auto-estima desse idoso, causada pela independência funcional que a atividade física lhe trará.

E o mais importante a socialização com pessoas da mesma faixa etária, nova amizades o farão se ajustar e integrar a uma nova realidade.