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Um pouco sobre alianças

O uso da aliança surgiu por volta do Século 15, provavelmente em Provence, França, época em que começou a ser mais difundida a ideia do amor romântico, parecido com este que nós conhecemos. Pode parecer meio bruto falar assim, mas a gente não pode esquecer que, antes do século 15, amor e casamento eram coisas distintas. A aliança, como o nome revela, simboliza o laço existente entre o casal – um elo entre os dois.

Mary de Burgundy foi a primeira noiva da história a usar uma aliança como sinal de amor e união duradoura. A iniciativa de presenteá-la com um anel de diamantes foi de seu noivo, o Arquiduque Maximilan da Áustria, em 1477.

A forma circular do anel, sem começo nem fim, seria um prenúncio da continuidade do amor e devoção ao longo da vida do casal.

As alianças são usadas para celebrar a união de duas pessoas, um laço de amor, cumplicidade e companheirismo. Hoje em dia, alguns casais optam por usar alianças desde o namoro até o casamento.

O professor de joalheria Carlos Casnati, com 30 anos de atividade, explica a esta coluna que nas alianças de namoro (conhecidas como alianças de compromisso), os casais preferem usar prata, por ser um compromisso mais leve. O importante, neste caso, é que uma peça seja igual à outra. Mas, pode ser anel, não precisa ser necessariamente uma aliança.

Já as alianças de noivado normalmente são feitas de ouro amarelo e usadas no anelar direito, passando para o esquerdo no dia do casamento. O costume de usar o anel no dedo anelar da mão esquerda parece ligado a uma crença antiga. Acreditava-se que neste dedo existia uma veia que ia direto para o coração. O dedo anelar esquerdo tornou-se, assim, o dedo da aliança de casamento em diversas culturas.

Muitos casais preferem substituir o anel de noivado pelas alianças. Nas alianças de noivado, a noiva grava o nome do noivo e vice-versa. Já nas alianças de casamento, deve ser gravado o nome e a data do casamento. Uma dica: é bom evitar alianças de noivado e casamento em ouro branco, para que não sejam confundidas com alianças de compromisso.

Caso o noivo opte pelo anel de noivado, é importante lembrar que anel de brilhante é um símbolo de amor eterno. As noivas não são obrigadas a presentear seu futuro marido, mas, se quiserem, um relógio é um ótimo presente.

Casnati conta que não existe uma regra com relação ao modelo e à forma de fazer as alianças, mas 20% dos casais optam por alianças tradicionais, de ouro e sem desenhos. Os outros preferem montar o próprio modelo. Ele sugere que as alianças não devem ser muito largas, para não serem confundidas com um anel.

O casal também escolhe a cor do ouro a ser usado. Pode ser o branco, o amarelo ou o vermelho. O ouro vermelho dá uma aparência mais antiga à joia e, talvez por isso, a maioria das alianças de hoje é feita com ouro amarelo.

Depois do namoro, noivado e casamento, chega a hora das bodas, que significam cada ano vivido pelo casal. Esta comemoração nada mais é do que do que a confirmação do compromisso de amor feito no ato do casamento. Existem três datas que o casal comemora de uma maneira especial: bodas de prata, 25 anos, quando, normalmente, o casal muda de alianças.

A segunda aliança do casal pode ser de ouro amarelo com ouro branco (sem misturar). A prata, dependendo do bolso do casal, pode substituir o ouro branco.

Nas bodas de ouro (50 anos): normalmente o casal usa duas alianças conjugadas, com diamante. E, nas bodas de Diamante (75 anos) o casal usa um brilhante maior nas alianças.

O modelo das alianças depende do gosto de cada casal. Atualmente, existem vários modelos: finas, grossas, tradicionais e modernas.

 

Marcia Possik – Assessora de Casamentos. Fundadora da Marriage, maior empresa de organização de Casamentos da América Latina – Amiga e colaboradora do Cada Dia.