Faça o bem para seu bem
20 de julho de 2016
Demonstrando amor nas pequena coisas
20 de julho de 2016

Seis regras de ouro para medicina alternativa

Se é natural, mal não faz! Será que é assim mesmo?

Eu costumo dizer que veneno de cobra é uma substância completamente natural e pode fazer um estrago daqueles. Para não comprar gato por lebre e ser capaz de escolher um tratamento alternativo que funcione, verifique sempre estas 6 regras de ouro:

Tenha um diagnóstico
Você tem que saber O QUÊ pretende tratar. Não confie em tratamentos alternativos que propõem curar, com uma só garrafada , desde unha encravada à espinhela caída, queda de cabelo, inchaços, dores, ansiedade e etc. Remédios naturais ainda são remédios, não milagres. E possuem indicações, limitações e efeitos colaterais.

Não se auto-medique

Nunca, em hipótese alguma, abandone por conta própria um tratamento tradicional por uma terapia complementar. E não caia na armadilha de que, se um tratamento alternativo foi bom para uma determinada pessoa, ele certamente será para você também. Não sei se você sabe, mas as pessoas não foram feitas em formas: somos diferentes uns dos outros. E a solução para o seu problema pode não ser exatamente a mesma do seu vizinho.

Converse com seu médico

Se ele tiver uma mente aberta e estiver disposto a ampliar seus conhecimentos, será uma ajuda bem vinda. Porém, a maioria dos médicos prefere perder o paciente e arder no mármore da ignorância a se envolver com práticas pouco convencionais. Ele poderá dizer que você está perdendo o seu tempo, ressaltando a possibilidade de possíveis (e em geral terríveis) efeitos colaterais.

Se for este o caso, procure saber até onde a posição do seu médico se baseia em uma compreensão detalhada da terapia que você escolheu, ou se ele está apenas refletindo posições conservadoras impregnadas durante a sua formação profissional. Em outras palavras: se for puro preconceito, bom… paciência, ninguém é perfeito.

Nada de aventureiros alternativos

Então você saiu à caça de um tratamento alternativo. Cuidado: não se deixe seduzir pela aparente simplicidade de alguns medicamentos e técnicas complementares, pois as interações com outros remédios podem causar problemas. É sempre recomendável que seu terapeuta alternativo tenha uma boa formação biomédica para saber o que fazer se alguma coisa correr errado. E lembre-se: a recomendação de um amigo pode ser a melhor referência, mas não deixe que seja a única.

Atenção com a qualidade

Ao comprar ingredientes naturais, avalie se a embalagem está em boas condições e se o vendedor é digno de confiança. Se você mesmo estiver cultivando ou colhendo ervas medicinais, não colete plantas em locais onde se usa agrotóxico, à beira de rios poluídos ou junto a estradas. Plantas medicinais devem ser cultivadas com cuidado e em locais limpos, e os chás e infusões devem ser preparados preferencialmente em utensílios de louça, esmalte, porcelana ou vidro. Evite usar panelas e chaleiras de alumínio ou cobre, fazendo o chá na quantidade certa: a maioria dos chás medicinais perde boa parte do seu efeito nas primeiras 24h após o preparo, mesmo se conservado na geladeira.

Cuidado com a internet

Só porque algo apareceu na Internet não quer dizer que é verdade. A Internet tem de tudo um pouco. Sites com informações sobre Medicina Alternativa e que oferecem um determinado produto para venda devem ser colocados imediatamente na categoria sob suspeita . Lembre-se: muitos sites medicinais que oferecem produtos não têm a intenção de informar. Querem apenas lhe convencer a gastar algum dinheiro.

 

Alessandro Loiola – Médico, escritor e palestrante, autor dos livros “Vida e Saúde da Criança” e “Crianças em forma: saúde na balança” – Amigo e colaborador do Cada Dia.