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O que fazer para não entrar em desespero com as dívidas?

Milhões de brasileiros estão endividados. Caíram na armadilha do “crédito rápido e fácil”, entenderam que esse empréstimo era um bom investimento, que o cartão de crédito tornou-se uma ótima opção para gastar e pagar contas, que os bancos seriam seus amigos e os considerava ótimos clientes, sendo assim facilitou o acesso ao cheque especial, cartões, financiamentos, se beneficiaram de todos estes recursos, sem pensar nas reais consequências.

E se você é um destes brasileiros e está totalmente endividado, usando os limites concedidos pelo seu gerente para cobrir dívidas de lojas, o cheque especial para cobrir despesas de casa, realizando um empréstimo para quitar outro, contas atrasando, juros multiplicando, então sabe sobre do que estou falando.

A dica é… Troque dívidas mais caras por dívidas mais baratas.

As dívidas com cartão de crédito e cheque especial são as mais caras, pois os juros e encargos por atraso pode fazer com que ela aumente até 20% ao mês.

Portanto, é uma boa conseguir um empréstimo pessoal ou um consignado, desde que os juros sejam menores daquele praticado atualmente nos cartões e cheque especial. Não adianta focar apenas nos valores das parcelas, mas é preciso analisar todo o montante da dívida.

Você também pode procurar outros bancos para fazer a portabilidade de sua dívida, hoje é possível essa modalidade. Muitos bancos aceitam quitar a sua dívida e abrir com eles outra, com juros menores e maiores prazos, pode ser uma ótima opção.

Se mesmo assim, não resolver seus problemas, talvez seja o momento de você dar um basta na situação. Quando as dívidas com juros e outros encargos advindos do crédito começam a corromper o orçamento e prejudicar a subsistência da família, e você tem que escolher entre sobreviver ou pagar juros, a melhor escolha é sobreviver.

É preciso não realizar mais qualquer gasto desnecessário, mantenha o foco apenas nos gastos mais básicos e canalize seus esforços na economia. Se possível, abra uma poupança e guarde tudo o que sobrar no final do mês. Esta reserva será muito importante para você poder começar a ajeitar sua vida e saldar as dívidas com seus credores. Estabeleça uma meta e organize-se com a sua família para cumprir essas metas, pois os esforços precisam ocorrer por parte de todos.

Tenha consciência que trata-se de uma situação extrema mas temporária, pois você continua com a obrigação de pagar os seus credores e este será um dos seus principais objetivos a partir de agora.

Analise o quanto você conseguiu guardar na poupança (E lembre-se, isso é muito importante, ou estes conselhos não servirão para nada). Faça uma listagem dos credores, em ordem do maior para o menor valor da dívida.

Comece pela menor, entre em contato e veja a possibilidade de acordo com um bom desconto para pagamento à vista. Se não obtiver sucesso, passe para o próximo. Coloque os mais flexíveis no topo da lista. Negocie com um de cada vez, e só aceite a proposta se for para pagamento à vista, com um bom desconto e que o valor caiba dentro do seu orçamento. (Novos parcelamentos somente nos casos em que você tenha certeza de que são um “ótimo” negócio, em relação à dívida).

Não tente fazer acordos com vários credores ao mesmo tempo, a não ser que suas economias permitam que você consiga quitar as dívidas à vista, ou as parcelas caibam com folga no seu orçamento.

Lembre-se de ter disciplina e força de vontade. Você tem que economizar e tem que correr atrás de seus credores para quitar as dívidas!

Sendo assim, a médio prazo, você conseguirá saldar todas as suas dívidas e poderá começar uma vida nova.

Agora vai um último conselho: Não adianta obter êxito e começar a gastar novamente de forma descontrolada.

Seja consciente com o quanto você ganha e o quanto pode gastar, tenha os pés no chão e nunca “dê o passo maior que a perna”, assumindo algo que não poderá pagar sem folga no orçamento, e viva bem, sem preocupações, sem desespero e sem dívidas.

Carlos Correia