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Fiisioterapia

Duração

08 semestres, conforme sugestão da unidade para o cumprimento do currículo pleno, sendo o prazo máximo de integralização 12 semestres.

Atuação

De repente você acorda com um terrível torcicolo. Abaixou-se para brincar com o filho e não consegue mais levantar. Qual o melhor remédio para a cura dessas dores? Muitas vezes o tratamento indicado é a Fisioterapia.

Mercado de trabalho

Profissionais enfrentam lobbies corporativos
Um Fisioterapeuta com boa formação universitária, cursos de extensão e de especialização não terá problemas para se colocar no mercado de trabalho, que tem se ampliado em todo o País. Entretanto, enfrentará obstáculos para o seu exercício em algumas áreas, como por exemplo no atendimento via planos de saúde. As políticas de saúde não contemplam adequadamente o nosso profissional, afirma Atílio Mauro Suarti, vice-presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, o Crefito 3, com sede em São Paulo. Nem todos os planos de saúde reconhecem o Fisioterapeuta como profissional, remuneram apenas o tratamento.

Isso acontece com a maioria das áreas universitárias não médicas: As tabelas que estabelecem a remuneração dos serviços de Fisioterapia são vinculadas à Associação Médica Brasileira, e não à Associação Brasileira de Fisioterapia, diz.

Outro exemplo é a prática da acupuntura, tradicional terapia chinesa por meio de agulhas, cada vez mais procurada pelas pessoas em busca de cura para os males do estresse da vida moderna. Atílio Suarti reclama que o projeto de Lei que tramita no Congresso Nacional, regulamentando a atividade do acupunturista, sofreu várias alterações em razão da intervenção da categoria dos médicos, que desejam preservá-la apenas para a sua corporação. Quem primeiro reconheceu a acupuntura como especialidade foi o nosso Conselho Federal. Na década de 80, iniciamos cursos em convênio com a Associação Brasileira de Fisioterapia e Associação Brasileira de Acupuntura, afirma Zenildo Gomes da Costa, presidente do Crefito 3. O Fisioterapeuta não pode praticar a acupuntura na rede pública, apenas em clínicas e alguns hospitais.

Mas Zenildo é otimista e enxerga áreas promissoras, como a atuação nas UTIs, uma vez que os hospitais são obrigados por lei a manter Fisioterapeutas 24 horas por dia. Lembra, também, a Fisioterapia esportiva. O Conselho Nacional de Desportos regulamentou a profissão e hoje todos os grandes times de futebol, vôlei e basquete contam com ao menos um profissional da área. Ele mesmo um pioneiro, trabalhou de 1976 a 1986 no São Paulo Futebol Clube, quando, na maioria dos clubes, havia somente médico e massagista.

As áreas da chamada Fisioterapia estética, ou dermatofuncional, e a ergonomia são todas apontadas pelo dirigente como promissoras, em que o mercado está se ampliando.

O piso da categoria é de R$ 880,00 e o salário médio, de R$ 1.800 por 30 horas semanais. Mais de 70% dos Fisioterapeutas são profissionais liberais, que trabalham em seus consultórios e clínicas e também em domicílio. A questão salarial é um dos problemas da profissão, creditado por Atílio Suarti à política econômica do País, muito mais que à atuação reivindicativa das entidades.

Mais uma vez, o aperfeiçoamento profissional é apontado como o caminho para a melhor remuneração. Zenildo Gomes relata que conhece muitos Fisioterapeutas que estavam desempregados, fizeram curso de especialização e se colocaram rapidamente. Com maior conhecimento científico, reciclagem, cursos de extensão… não tenho dúvidas de que os profissionais, a cada dia, terão novas conquistas e novos espaços.

Maiores informações

http://www.uva.br/cursos/graduacao/ics/Fisioterapia.htm